Apesar de tudo mais uma vitória dos Citizens

Por Pedro Galante e Luiz Martins

Manchester City e Hoffenheim se enfrentaram pela última rodada da fase de grupos da Champions League. O City já estava classificado, o time alemão não tinha condições de se classificar mas brigava pela terceira posição e uma vaga na Uefa Europa League.

Sem alguma de suas principais peças, Pep Guardiola levou a campo que atacava em 3-4-3. Stones ficava preso para iniciar as jogadas pelo lado direito, Zinchenko era livre para subir e alternava com Foden os ataques por dentro e por fora. Gundogan era o volante a frente da defesa e Bernando circulava livremente.

man1City no ataque. Time sentiu falta de alguém como De Bruyne para organizar melhor. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Já Julian Nalgesmann armou um 4-3-3 bem sólido. Os alemães se defendia bem e quando recuperavam a bola, buscavam explorar o lado esquerdo do seu ataque. O espaço à frente de Stones era uma mina de ouro para a dupla Joeliton-Kramaric que trocava de posição constantemente. Aliás, para saber mais de Joelinton, o centroavante brasileiro com melhores números na temporada europeia até agora (https://mwfutebol.com.br/2018/12/11/joelinton-nao-e-o-novo-firmino/ )

man2Hoffenheim aproveitando o espaço à frente de Stones. Bernardo Silva e Sterling não ajudavam muito na recomposição. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

O Hoffenheim marcou aos 15 minutos, após cobrança de pênalti de Kramaric. Depois do gol, se instaurou um jogo de ataque e defesa muito bem definido. O City dominava o espaço, tinha seus pontas abertos em amplitude e Gabriel Jesus se movimentando muito a frente, mas não conseguia criar por dentro. O trio de meio campistas do Hoffenheim fazia muito bem o balanço defensivo e protegiam o funil constantemente.

man3Hoffenheim se defendendo em 4-3-3. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Sem conseguir criar por dentro, o time inglês conseguia levar perigo através das bolas paradas. Duas delas pararam na trave. O Hoffenheim não conseguia encaixar transições e somente se defendia, e todos sabemos o perigo que é somente se defender contra um time de Guardiola. O City chegou ao empate aos 45, após bela cobrança de falta de Sané.

No início da segunda etapa, Guardiola realizou a troca de Stones por Kyle Walker, buscando ter um jogador mais combativo fechando o lado direito, que era o espaço onde as principais ações ofensivas dos alemães ocorreram. Além disso, recebeu um jogador mais agudo, quando o City buscava atacar. Esta alteração colocou o City cada vez mais dentro do seu campo ofensivo, deixando a equipe mais agressiva, já que desde o início o controle do jogo através da posse de bola era seu.

man4Kyle Walker, fechando o lado e arrastando a linha defensiva para dentro do campo ofensivo (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Com todo esse volume ofensivo em atacar, Sané e Sterling, que já eram destaques desde o início da partida, buscaram ainda mais agressividade em suas ações, aproveitando bastante o meio-espaço para atacar (zona do campo entre volantes e zagueiros), além das costas dos laterais, que retornavam com pouca intensidade na defesa, após alguns ataques do Hoffnheim, que em relação a si mesmo, pouco produziu. Os alemães diminuíram gradativamente seus ataques, mas quando subiam para atacar, tendo que apostar em jogadas mais diretas devido a forte marcação imprimida pelos ingleses, levavam certo perigo, na maioria sempre contando com Kramaric em organizar as alçoes ofensivas. Joelinton, que é um dos destaques da temporada, pouco produziu no ataque, sendo mais participativo na contenção dos meio-campistas do City, tendo até certa efetividade, mesmo não sendo forte essa característica nele.

man5Laterais do Hoffenheim atacando juntos, deixando a defesa exposta. As costas foram bem exploradas por Sterling e Sané. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Aos poucos o City foi melhorando sua consistência defensiva e em um contra-ataque, a dupla Sterling e Sané, fez uma ótima combinação, virando o placar a favor do time de Manchester.
A partir da virada, o jogo se desenhou à favor dos ingleses, mesmo que Naggelsmann tenha feito alterações para brecar a movimentação da bola no centro do campo, o controle de bola ainda permanecia com o City (Guardiola lançou a campo Delph, aumentando a posse).

O panorama do jogo permaneceu a favor do time azul de Manchester, assim finalizando o placar, com mais uma vitória pela UCL.

@pedro17galante

@ojunomartins

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s