No Clássico da Catalunha, quem reina é Lionel Messi – ANÁLISE TÁTICA ESPANYOL 0 x 4 BARCELONA

Por Alif Oliveira

ismo

O clássico da Catalunha retratou mais uma vez a soberania de Lionel Messi e do Barcelona sobre a La Liga. O campeonato de mais alto nível hoje retrata de como é a competitividade no país, a equipe comandada pelo astro argentino continua a liderar a competição com apenas uma vitória para frente o Sevilla, demonstrando que é um campeonato do mais alto nível e que não se pode perder a concentração.

A equipe de Ernesto Valverde entrou a campo no 4-3-1-2 com Dembelé no lugar de Coutinho, ocupando a faixa do corredor esquerdo do campo para se associar junto a Jordi Alba e Luiz Suárez, para então, criar superioridade numérica no setor e confundir a marcação dos defensores do Espanyol. Já os comandados de Rubi foram com a plataforma de 4-4-2 para atacar com Hernán e Iglesias a frente, e adotando um 4-5-1 para defender-se de Messi e companhia.

ismoEspanyol em momento defensivo de 4-5-1 para sair rápido em contra-ataque, o Barcelona ataca com Messi entrelinhas, Alba passando no corredor esquerdo e Suárez saindo de seu posicionamento inicial para o extremo Dembelé infiltrar dentre da área.

O Barcelona costumava ter muito a posse de bola e ser vertical, criando superioridade numérica atacando com força pelo lado esquerdo, e tendo as associações de Messi com Semedo em profundidade para obter situações de gol para Suárez. Com o trio de volantes que tinham muitos pulmões para defender, era feito uma marcação com encaixes individuais e a saída mais qualificada, fazendo com que o passe chegasse com qualidade para o camisa 10. O Espanyol pouco criava e concluía com clareza, as transições com Marc Roca eram feitas com velocidade mas não tinha êxito que o treinador Rubi queria. O domínio da equipe do astro argentino era absoluto, e logo, pelos 16 minutos da primeira etapa, o gênio argentino cobrou uma falta com maestria abrindo o marcador no clássico culé.

Messi com sua mobilidade faz o esquema de Ernesto Valverde fluir muito bem, o argentino sabe muito bem a hora de temporizar/pausar para fazer o passe de ruptura/ passe quebrando linha de defesa deixando seu companheiro em chances de criar a oportunidade de gol, e na partida, não faltou oportunidades em que Leo deixava seus companheiros a vontade para marcar.

ismoPasse quebrando a linha da defesa do Espanyol no espaço para Dembelé ampliar a vantagem no marcador.

O segundo gol da equipe saiu desta maneira, o camisa 10 encontrando seu companheiro no espaço para ele ter vantagem ao finalizar e marcar o segundo gol, esta jogada é comum a Messi jogando. A imposição dos jogadores de Valverde era tamanha principalmente no pós-perda/ recuperação da bola para acionar Messi entrelinhas que o Espanyol mal conseguia jogar, dependendo muito de Marc Roca, Mario Hermoso e Borja Iglesias, ainda que estivesse em seus domínios, os jogadores de Rubi não sabiam o que estava acontecendo naquela noite terrível. A primeira etapa foi finalizada com o Barcelona desperdiçando ótimas chances, e isso sendo com outro adversário pode ser fatal.

Voltada para a segunda etapa, a equipe mandante não conseguia se impor frente ao seu adversário, era esperado que o técnico Rubi ordenasse que seus jogadores fossem ao ataque com mais frequência, mas isso não foi visto durante a segunda etapa. O Barcelona continuava a se impor no setor ofensivo mas não continuava com tanta intensidade no seu pós-perda, tendo mais cautela para formular a suas jogadas.

ismoO 4-3-1-2 defendendo e atacando continua no segundo tempo, com Messi livre de suas tarefas defensivas.

O Barcelona executava muito bem sua proposta de jogo e começou a controlar o resultado, mantendo a posse e com Messi comandando a transição com as ultrapassagens de Semedo e Jordi Alba. As duas equipes sentiram o cansaço físico que a temporada impõe, fazendo diminuir a intensidade do jogo e poupando os seus jogadores para os outros torneios de meio da semana.

E agora destacamos Messi, Leo dificilmente responde provocações ou ironias tanto dentro ou quanto fora de campo, seus gestos são incompreensíveis de se assimilar, são gestos quase impossíveis de se repetir, e isso foi visto em Cornella. Leo mostra que seu futebol é tão inigualável quanto a ciência exata do esporte e da arte do saber do jogar, e isso foi feito e visto quando aos 25 minutos ele fecha o placar da noite com mais uma obra prima de suas cobranças de falta.

Talvez este tenha sido o melhor jogo de Leo e do Barcelona na sua temporada marcado pelo eficiência e talento do pequeno camisa 10 e gênio argentino, suas habilidades não são compreendidas corretamente porque nenhum outro jogador tem suas habilidade e capacidade para compreender o jogo.

ismo

@Alif_OR14

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