A volta do Rock ‘n’ Roll de Liverpool? – ANÁLISE TÁTICA BOURNEMOUTH 0 x 4 LIVERPOOL

Por Daniel Klabunde e Lucas Mateus

Acordar pela manhã, tomar um café quente enquanto escuto um bom e velho som de rock, nesse momento buscava despertar completamente para apreciar o time comandado por Jürgen Norbert Klopp, este encarava Eddie Howe, pela 16° rodada da Premier League 18/19.

Era hora de o Liverpool colocar pressão em cima do City na briga pela ponta da tabela, os comandados de Guardiola enfrentavam o Chelsea e essa era a hora certa de tomar a liderança, em uma partida onde os Reds melhoraram muito se comparada as últimas que disputou.

Com mais uma nova formação, Klopp enviou os seus comandados à campo em um 4-4-1-1, onde Keïta se posicionava mais na esquerda, com Shaqiri flutuando, Firmino nos espaços as costas dos volantes e Salah como um 9 de ruptura, um speed striker, dando assim muita movimentação e intensidade ao ataque.

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Com a dupla de volantes, é cada vez mais comum que Liverpool construa as jogadas com 3 homens na base, sendo bem liquido tal momento, acontecendo com os zagueiros + lateral, ou volante, montando uma lavolpiana com métodos clássicos, ainda mais com times que pressionam com 2 atacantes.

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Mais à frente Firmino se junta a Keïta e Shaqiri, os três formam um bloco de criação em cima dos volantes adversários, ou seja, esses três foram os jogadores com capacidade criativa, tanto no duelo aqui analisado quanto vs Burnley (no segundo tempo).

Bournemouth se defendia em 4-4-2 tentando tirar os espaços de meio e forçando as jogadas do Liverpool pelos lados, Fraser e King são os atacantes e dão o primeiro combate em Fabinho e Wijnaldum.

Quando encontrava espaços para a flutuação de Shaqiri, o ataque do Liverpool era bem vertical com Salah dando profundidade nas costas de Aké e recebendo lançamentos de Shaqiri, centralizado e explorando os espaços para fazer o passe de ruptura, e ganhando a ajuda de Milner que ataca pelo lado.

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As associações funcionaram muito bem nesta partida graças a movimentação de Firmino, apoiando em ambos os lados e fazendo o jogo apoiado tanto com os extremos quanto com os laterais.

No Bournemouth as associações eram criadas por Joshua King, principalmente quando esse se associava com Stanislas, afinal Fraser fez um jogo bem mal, é onde surgia o perigo para a defesa dos visitantes.

Gol do Liverpool sai em um passe de Matip, que rompe as linhas e encontra Mo para efetuar o passe de primeira para Firmino concluir à gol, no rebote Salah conclui para o fundo das redes.

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Logo após, Naby começou a flutuar mais, participar mais do jogo, criando associações, não tão livre como foi vs Burnley, mas invertendo o lado.

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No final do primeiro tempo Bournemouth é mais intenso na partida, usando mais o jogo físico e forçando a ataque móvel do Liverpool, não permitindo os gatilhos verticais.

Milner e Robertson efetuam ultrapassagens e em conjunto com as movimentações de Firmino, criam algumas situações pelos lados, mas Shaqiri e Keïta ficavam muito distantes e dificultavam o ataque.

Logo no inicio da segunda etapa o Liverpool marca um gol no estilo Klopp, muita intensidade de Firmino na roubada de bola, velocidade de Salah e finalização precisa do egípcio.

Com 2×0 o jogo ficou mais tranquilo para os lideres da PL, Salah começou a se movimentar mais, e isso criava novas associações de ruptura, obviamente, criava vantagens para o ataque do Liverpool.

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O jogo do físico do Bournemouth era configurado pela dupla de volantes, logo a condução dos zagueiros para romper as primeiras linhas era fundamental, Matip foi muito bem nesse sentido.

O terceiro gol surge de um passe maravilhoso de Fabinho, rompendo a defesa adversária e encontrando Robertson em ótima condição para o cruzamento desviado por Cook, que marcou contra.

A importância de Fabinho e Wijnaldum para a solidez defensiva da equipe é algo impressionante nessa partida, eles geravam os encaixes nos momentos de organização, participavam da transição negativa (ataque-defesa) e fechavam espaços na zona pressionante dos Reds.

O quarto e ultimo gol, surge do talento de Salah, roubando a bola do zagueiro, driblando o goleiro por duas vezes e marcando um golaço.

O Rock ‘n’ roll de Liverpool apareceu no segundo tempo, intensidade, verticalidade, mobilidade, associações rápidas, simplesmente sensacional a segunda etapa dos comandados de Klopp, agora lideres, estes enfrentam o Manchester United na próxima rodada.

@Dktricolor e @LucaM008

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