Dois gigantes e um jogo decepcionante – ANÁLISE TÁTICA MAN UNITED 2 x 2 ARSENAL

Por Ícaro Caldas Leite e João Victor Cardoso 

20181128235825382379a

Na tarde desta quarta-feira (05/12), Manchester United e Arsenal se enfrentaram, pela 15° rodada da Premier League.
Os comandados de José Mourinho e Unai Emery protoganizaram uma verdadeira “pelada” em Old Trafford. Um jogo em que 3/4 dos gols saíram através de falhas dos defensores, incluindo uma de De Gea, o jogo foi decepcionante.
United foi a campo sem Pogba, Lukaku, Fred e Sanchez.
Já o Arsenal foi a campo com uma surpresa: Guendouzi formava a dupla de volantes ao lado de Lucas Torreira.

United

Os comandados de José Mourinho foram a campo com uma proposta de contenção. Tanto que o esquema base já indicava encaixes individuais para facilitar as perseguições e a marcação dos Red Devils. Começou o jogo bem, marcando alto e buscando anular Torreira e Guendouzi na saída de bola do Arsenal. O 5-3-2 em etapa defensiva de José Mourinho promovia os já citados encaixes individuais, ou seja, Lingard marcava Torreira, Herrera perseguia Guendouzi Matić se desdobrava entre Iwobi e Ramsey. Isso promoveu muitas retomadas de bola em campo ofensivo e transições velozes entre os atacantes Rashford e Martial para buscar o gol defendido por Leno. Na maior parte dos casos os lances ofensivos do time saía de bolas longas dos zagueiros, pois Matić e Ander não ofereciam bons passes para os avançados.

city ataque em superioridadeSaída de 3 do United com seus zagueiros: Bailly, Smalling e Rojo; à frente deles Matic e Herrera.
arthur-cabral-696x348Falta de opção do Dalot no outro lado do campo.

As bobeiras defensivas individuais acabaram por comprometer o resultado. De Gea e Rojo falharam em ambos os gols sofridos pelo United que, em contrapartida, contou com algumas boas atuações individuais, como Bailly e Martial. O zagueiro não atuava a alguns meses e voltou no mais alto nível, com botes precisos e ótimas antecipações, além de colocar sua força emocional na equipe.

Porém, não podemos deixar de terminar esta fala sobre o United sem comentar a pobre atuação de Diogo Dalot. O ex-jogador do Porto foi muito mal fechando os espaços no corredor, sempre sofrendo com bolas nas costas e com a velocidade de Kolašinac. Está ainda um tanto imaturo para a condição de titular no Manchester, pois nem fisicamente conseguia competir com os adversários.

Sinal de alerta ligado para José. É necessário corrigir esses erros. Ofensivamente nas transições, para que não se desperdicem tantas chances de atacar com superioridade numérica e defensivamente na negação de espaços nos corredores laterais e na saída de bola, para que, ou o jogo direto seja feito com objetivo bem feito, como buscar rupturas dos atacantes a partir da segunda bola, ou então as transições se acertem de maneira correta.

Arsenal

O time de Unai Emery foi a campo com um esquema base de 3-5-2/3-4-3. Ramsey era a chave para alterar o sistema, ora atrás de Aubameyang e Iwobi, ora na mesma linha do nigeriano. Como já foi supracitado, os adversários buscaram anular Lucas Torreira na saída de bola, assim os passes verticais de Mustafi, Sokratis e Holding se tornaram cruciais para encontrar Ramsey e Iwobi na entrelinha. Movimento este muito bem feito pelo nigeriano, sabendo explorar bem os espaços deixados pelo United no meio e flutuando nas costas dos volantes. Por muitos momentos esse foi o movimento chave do jogo: passe vertical dos zagueiros, Iwobi/Ramsey recebendo entrelinhas para lançar transições ou com Auba ou com Bellerín/Kolašinac. Após um dado momento, Lingard não conseguiu mais marcar Torreira e Guendouzi com precisão, então o time teve muito mais lucidez e qualidade para sair jogando e fugir dos encaixes do United.. Assim, ativava o lateral-esquerdo bósnio com muito mais facilidade para que Sead explorasse as debilidades de Diogo Dalot.

arthur-cabral-696x348Marcação pressão do Arsenal no campo do United com 6 jogadores.
arthur-cabral-696x348Arsenal com sua saída posicional: Bellerín e Holding abertos na lateral do campo; Torreira e Guendouzi à frente dos zagueiros, o Arsenal ainda ganha em superioridade numérica(6×3).

Emery já está dando sinais de que conseguiu encontrar um modelo ideal para potencializar as individualidades do elenco. Muita flutuação e liberdade posicional com a bola para que as funcionalidades do ataque sejam exploradas, por enquanto essa é a principal mensagem do treinador para nós.

@Caldas_Icaro e @jvcardoso05

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s