Ataque x Defesa – ANÁLISE TÁTICA WATFORD 1 x 2 MAN CITY

Por Ícaro Caldas, Lucas Mateus e Breno Barbosa

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O Manchester City de Pep Guardiola visitou os comandados de Javi Garcia em Vicarage Road em um confronto que teria aspectos de dificuldade para os comandados de Guardiola.

Logo no início do jogo, o City buscou construir em 3-2, porém, tal momento foi único, afinal os citizens optaram por uma construção que se mantém a base do esquema, no caso, uma 4-1. Tal construção era pensada para que todos os corredores fossem ocupados, visando abrir a defesa em zona adversária, tanto nas entrelinhas quanto nas intralinhas (espaço de um adversário para o outro na mesma linha).

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Passada a fase de construção, a base dos visitantes alternava para uma 2-3, sendo complementada por um 4-1 ou por um 5, variando o posicionamento dos jogadores mais avançados. Em todas as organizações ofensivas da equipe, ao ocupar todos os corredores, havia os extremos por fora, na amplitude máxima, e os laterais por dentro, em uma faixa que chamamos de half-space, ou seja, um espaço entre o lado e o centro, um jogo posicional complexo de Pep (mais um) visando furar a zonal do Watford.

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Como é obvio, os comandados de Pep visavam criar opções de passes, e muita troca de funções Bernard x Mahrez, quando eles alternavam o posicionamento em abrir o campo e direita-centro.

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Os pontas foram os principais responsáveis por abrir o campo, permitindo posicionamento central dos laterais.

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Ainda na Espanha, Garcia era conhecido por armar boas defesas ao encarar os grandes times e hoje não seria diferente. Os mandantes vieram, inicialmente, se defendendo em 4-1-4-1, protegendo as entrelinhas e com coberturas constantes, fechando o funil e obrigando os azuis a tentarem opções de passes laterais, o que facilitava os encaixes e as coberturas, no bloco médio tínhamos essa estrutura, as vezes até um 4-5-1, com os meias centrais e o volante na mesma linha, não gerando espaços nas costas dos mesmos. Já em bloco baixo, havia um 5-4-1, o volante entrava no meio da dupla de zaga, sabendo que na lateral a jogada possível seria um passe diagonal/facão, cruzamento ou passe horizontal, o Watford fechou seu funil com 9 jogadores.

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No ataque os mandantes tentavam um jogo direto para Deeney, esse mecanismo não funcionou muito bem, sendo ineficaz em grande parte do jogo. Quando funcionava e os mandantes entravam em organização ofensiva, virava um 4-4-2, com Sucess ao lado de Deeney e Hughes aberto na direita.

Contra essas organizações defensivas, sem De Bruyne, é fundamental usar os passes de rupturas de Fernandinho, principalmente em diagonal para os extremos.

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O placar é aberto por Sané em um cruzamento da direita para a esquerda, o ponta alemão parte do half space e ataca as costas do lateral direito dos mandantes, após passe de Mahrez (também partindo de uma jogada pelo half space), um erro individual, afinal ele cedeu espaço para o deslocamento do jovem jogador do City.

O segundo tempo começou com o City explorando muito o lado esquerdo, as jogadas individuais, a profundidade, agressividade e velocidade de Sané foram um pesadelo para Femenia.

O segundo gol surge na esquerda, em um erro da saída de bola em lateral dos mandantes, pressão alta do City, recuperação rápida, associação de 3 homens com Jesus em profundidade passando para Mahrez, sozinho na área.

 

Gabriel foi muito bem nas movimentações, de ruptura ou apoio, buscava sempre ter vantagem, gerou situações de gol, mas pecou nas finalizações.

Com as substituições, principalmente a entrada de Gray no lugar de Sucess, os mandantes abordaram seu típico 4-4-2, Deeney e Gray a frente, Deulofeu e Pereyra abertos.

Em uma bobeada de Delph, méritos para Deulofeu na recuperação da bola, um cruzamento pra área e muita confusão até Doucouré diminuir para os mandantes.

Depois do gol do Watford, o jogo inflamou e Guardiola foi um pouco cuidadoso ao tirar Gabriel Jesus e colocar Laporte, visando proteger-se do jogo direto dos mandantes. De fato, funcionou e o City venceu por 2×1. Usou dessa vantagem para explorar a linha alta na bola parada, afastando o adversário do gol, inclusive.

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Os destaques da partida são, sem duvidas, Mahrez, com um gol e uma assistência, e Foster, o goleiro do Watford foi muito bem, evitando uma goleada dos comandados de Guardiola.

Guardiola e Javi nos promoveram um grande confronto, a zonal dos mandantes foi muito boa, mas Pep conseguiu impor a qualidade individual de seus jogadores e vencer a partida.

@Caldas_Icaro, @LucaM008 e @12Brenobarbosa

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