O Club de Regatas Vasco da Gama Respira

Por Ricardo Leite

Por aparelhos, é verdade. Mas escapar do rebaixamento na última rodada, pode ter sido o “milagre” vascaíno. Uma queda, poderia representar o “fim” do clube, a inviabilidade financeira e muito mais. Vale lembrar que o descenso representaria uma queda brusca na arrecadação com a mudança das cotas televisivas.

E apesar de ter conseguido se manter na elite, há de se falar de mais uma campanha pífia, vergonhosa e indigna do tamanho do Vasco da Gama.

O Vasco entrava em campo, precisando pontuar para não depender de ninguém. E a impressão que passou é que a equipe cruzmaltina jogou pelo empate o jogo inteiro. Linhas compactas, marcadores improvisados nas laterais (por necessidade, é verdade), só Maxi Lopez à frente e esperava o Ceará.

O Vasco se defendia bem, e variava entre o 4-4-2 e o 4-1-4-1. O que determinava a forma de marcação era o posicionamento de Thiago Galhardo. Quando ele estava à frente, combatendo ao lado de Maxi Lopez, duas linhas de 4 se formavam atrás deles, mas quando ele recuava a ponto de se “misturar” com essa linha, um dos volantes (na maioria das vezes, Andrey) recuava e transformava o esquema.

O Vasco chegou a puxar alguns contra ataques principalmente com Andrey e Galhardo que foram os jogadores que mais assumiram a responsabilidade no jogo e mais tentaram ações durante a primeira etapa. Mas o Vasco errava no ultimo terço. Maxi Lopez fez péssima partida e perdeu pelo menos duas boas oportunidades. O argentino estava visivelmente no sacrifício. Kelvin e Caio ate participaram de algumas ações mas foram pouco efetivos. Ora jogavam para dar amplitude (jogadas de linha de fundo), ora jogavam invertidos, para buscar construir por dentro, mas pouco alterou na prática.

Se os laterais marcadores até deram alguma consistência na defesa eles deixavam o time travado para gerar superioridade pelos lados na hora de atacar. Coube então, a Galhardo reger o ataque em praticamente todo o 1° tempo.

O Vasco foi para o intervalo sem ter levado nenhum perigo a meta de Everson. Fernando Miguel também não teve trabalho, é verdade. Foi um jogo de intermediária, e imposição da marcação em relação aos atacantes.

Para a segunda etapa, o Ceará voltou com alteração na equipe e na postura também. Buscando a vitória para ir a Sulamericana, a equipe cearense foi mais agressiva e tomou o controle do jogo, no ritmo de sua torcida. Chegou a criar boas jogadas, principalmente pelo lado direito com Samuel Xavier, lado esquerdo da defesa vascaína – contra Maranhão improvisado. Mas a dupla Werley e Castan, que já vinha apresentando bom entrosamento e desempenho, fizeram uma partida perfeita e conseguiram anular a maioria das jogadas do time da casa.

Thiago Galhardo, que já é um jogador de baixo rendimento físico, ainda foi prejudicado por algumas pancadas e não conseguiu ter a mesma participação na segunda etapa. Com isso, o Vasco só voltou a ter ações ofensivas após a entrada de Marrony, que deu novo gás a equipe. O prata da casa chegou a perder uma grande chance. Andrey era o jogador mais ativo nas transições.

O Ceará só diminuiu o ímpeto após a entrada de Ricardo na lateral esquerda, no lugar de Willian Maranhão já amarelado. Raul também deu lugar a Desábato e a marcação ficou mais combativa. Uma das poucas chances do Ceará, foi num chute de longa distância, em que Fernando Miguel fez uma grande defesa. O gol naquela altura, já rebaixaria o Vasco, pois a combinação de resultados necessários, não estavam acontecendo. O Vasco esfriou o jogo e trocava passes simples e rodando o jogo, para que o tempo passasse. O desespero era grande, até pelo histórico de sofrer gols no fim, mas dessa vez a equipe se manteve concentrada até o apito final.

Muito longe do desejo dos vascaínos, muito longe do que a grandeza do clube exige, o Vasco finaliza a temporada com muitas lições pra casa, e também com a sensação de que não podemos mais contar com a sorte. É preciso competência para gerir, planejar e fazer uma temporada equilibrada. Ficamos no aguardo e vigilantes para que dias melhores venham. A torcida merece, a torcida EXIGE.

@analisevasco

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