Cair para reconstruir

Por Ítalo Amorim

Minha visão sobre os atletas em fim de contrato: quem eu manteria e uma prévia do que vem por aí.

city ataque em superioridadeFoto: Leão Africano (IanZA/Pixabay).

Com o fim da 37° rodada, o Esporte Clube Vitória selou, matematicamente, o seu quarto rebaixamento na era dos pontos corridos (de 2003 em diante) e se tornou o ‘líder’ no quesito.

Chega o momento do clube se ireinventar como equipe e traçar “para ontem” o planejamento da temporada de 2019. E, como em toda equipe, um planejamento começa por partidas e chegadas.

Na teoria esse “planejamento” começou a ser colocado em prática logo cedo, na tarde dessa terça-feira (27/11) o presidente do clube (Ricardo David) já iniciou sua coletiva informando que o diretor de futebol (Jorge Macedo) já trabalha internamente na busca de um novo técnico e de novos atletas para o plantel rubro-negro. Segundo o mesmo, tanto o novo treinador quanto os novos atletas terão que ter a “força” que uma Série B exige – além da necessidade de se adequarem a iifilosofia de jogo do clube -.

Ademais, notificou também os atletas em fim de contrato que não interessam a instituição para a temporada de 2019, são eles: André Lima (o atacante de 33 anos tem o passe vinculado ao Vitória até dez/2018), Aderllan Santos (o zagueiro de 29 anos chegou ao clube por meio de um repasse de empréstimo com duração até dez/2018, seu passe está vinculado ao Valencia – ESP), Arouca (o volante de 32 anos, assim como Aderllan, também chegou ao elenco por meio de um repasse de empréstimo com duração até dez/2018, seu passe está vinculado ao Palmeiras), Bryan Garcia (o lateral-esquerdo de 26 anos chegou ao clube via empréstimo do Cruzeiro, em uma negociação relacionada diretamente com a chegada do ponta-esquerda David ao clube mineiro), Lucas Rios (o lateral-direito de 30 anos chegou ao rubro-negro por meio de um empréstimo do Palmeiras, onde o clube paulista pagaria grande parte dos salários – abatendo assim o passe estipulado de R$ 1.000.000 de Yan – atual joia da base palmeirense), Rhayner (o meia-direita de 28 anos chegou ao plantel do Vitória por meio de um empréstimo do Tombense até dez/2018 – tendo seu passe vinculado a Mineira) e Wallyson (o ponta-esquerda de 30 anos chegou ao Leão por meio de um repasse de empréstimo até dez/2018, cedido pelo clube detentor do seu passe, o Deportivo Maldonado – URU).

Além dos 7 jogadores citados, o rubro-negro tem mais iii8 atletas com contrato findando no ano de 2018. E é exatamente desses que precisamos falar:

Por mais que o elenco do Vitória tenha sido reprovado na temporada de 2018, a necessidade de renovação com peças pontuais existe e o clube precisa desse ivknow-how para não começar a temporada de 2019 errando.

AS PEÇAS PONTUAIS:

João Gabriel:

city ataque em superioridadeFoto: Mauricia da Matta / EC Vitória.

Cria da base do Vitória, o goleiro de 26 anos só foi ter a sua primeira oportunidade de atuar profissionalmente com a camisa do rubro-negro na metade de novembro, no jogo entre Sport e Vitória que terminou empatada em 0 a 0.

De lá para cá, o arqueiro não saiu mais do gol do Leão. Acumula quatro partidas como titular (todas em sequência) e dois jogos sem sofrer gols (Sport 0x0 Vitória pela 34° rodada e Vitória 0x0 Grêmio pela 37° rodada), além de uma média de 5 defesas por jogo.

Entretanto, nem só de flores se vive um goleiro, mesmo com ótimas estatísticas é preciso saber que o arqueiro não tem condições de ser titular absoluto para o Vitória ano que vem.

Peca muito nos rebotes em chutes cruzados (um fantasma que ronda o gol rubro-negro desde a saída de Gatito Fernández no final de 2015) e na saída de jogo com os pés, apesar de sua vasta facilidade para fechar o ângulo do chute no 1×1. É um goleiro com falhas pontuais, mas que vive um bom momento e que tem totais condições de estar no plantel para Série B 2019. Tendo em vista isso, sua renovação se faz necessária, por mais que a proposta do clube (3 anos de contrato) fuja do contexto ideal de contrato.

Jefferson:

city ataque em superioridadeFoto: Mauricia da Matta / EC Vitória.

Com 22 anos e um porte físico bom para uma ala, o lateral-direito marcou positivamente sua passagem no rubro-negro pelo seu vigor defensivo e sua eficiência em receber a bola no campo de defesa e passá-la para o campo de ataque. Com 48 desarmes, 105 cortes, 69 interceptações e 528 passes (no campo do adversário) durante 30 rodadas, Jeferson foi um dos poucos pilares defensivos que mantiveram uma constante durante grande parte da temporada.

Mesmo com muita qualidade defensiva o lateral-direito tem uma falha muito grande: o ataque. Pouco participativo ofensivamente e nulo em cruzamentos o ala participou apenas de 1 gol durante todo o Campeonato Brasileiro (uma assistência, Vitória 1×2 Fluminense pela 3° rodada), mostrando sua limitação nesse aspecto.

O caso do Jeferson se assemelha ao do João Gabriel, não tem todos os atributos para um titular mas tem qualidades suficientes para se manter no plantel, a contratação de um titular é extremamente necessária.

Lucas Fernandes:

city ataque em superioridadeFoto: Mauricia da Matta / EC Vitória.

Com uma velocidade fora do comum e um drible curto poderosíssimo, Lucas Fernandes é um atleta de rara eficiência na desconstrução de linhas defensivas adversárias.

Com pouca idade (24 anos) e muito pulmão, Lucas pode ser indiscutivelmente útil numa segunda divisão. Marcado por colocar “fogo no jogo”, ele é um atleta muito ‘explosivo’ no último terço do campo, sendo eficaz tanto na pressão e na reposição defensiva (23 desarmes em 29 partidas), quanto em dribles para criar espaço (55 dribles em 29 partidas).

Sua maior falha é no poder de decisão e na finalização, quase sempre opina pelo o individual quando tem espaço para produzir em prol do coletivo além de finalizações muito mal direcionadas. Por ser relativamente novo pode melhorar esse atributo e ser mais ‘goleador’ (no Campeonato Brasileiro de 2018 marcou 3 gols, depois de passar 2 anos em branco), sua utilidade em uma Série B é inegável e, por isso, seria o 3° e último atleta que faria um esforço para renovar.

Apenas 3 atletas (de 16) terem utilidade na próxima temporada mostra como a diretoria do Vitória “brincou” de errar. O ano de 2019 tem que ser de reformulação para o rubro-negro, errar não é mais uma opção.

E é exatamente por isso que esse texto abre uma “sequência” de quatro textos sobre: quem manter (texto atual), quem trazer (próximo texto), as várias faces do Vitória em 2018 (terceiro texto) e como se reinventar para 2019 (quarto e último texto).

Traremos um texto mostrando como o clube pode se “reinventar” como instituição para cometer menos erros na temporada que vem. Criando assim uma sintonia clube-torcida no campo futebolístico e também no campo político.

Também haverá um texto sobre como a falta de uma filosofia de jogo afetou o clube na temporada 2018. Aguardem!

Segundo informações de Vitor Villar (repórter do jornal Correio*) e Bruno Queiroz (repórter do jornal Correio*) os outros 8 atletas são: João Gabriel (goleiro), Jeferson (lateral-direito), Juninho (lateral-esquerdo), Wallison Maia (zagueiro), Fillipe Soutto (volante), Guilherme Costa (meia), Lucas Fernandes (ponta-direita) e Júnior (atacante).

Know-how: é um termo em inglês que significa literalmente “saber como“. Know-how é o conjunto de conhecimentos práticos (informações, técnicas, procedimentos, etc.) adquiridos por uma empresa ou um profissional, que traz para si vantagens competitivas.

@italoamorim07

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