Eriksen, o príncipe nórdico de Wembley: ANÁLISE TÁTICA Tottenham 1×0 Inter de Milão

Por Luiz Martins e Pedro Galante

Pela quinta rodada da fase de grupo da Champions, a Internazionale foi até a Inglaterra enfrentar o Tottenham.

Mauricio Pochettino armou sua equipe em 4-2-3-1, deixou Eriksen e Son no banco e não pode contar com o importante lateral Trippier, ainda lesionado. Luciano Spalletti usou a mesma formação, tendo o lateral croata Vrsaljko como único desfalque.

O jogo começou bem disputado no meio campo. A Inter buscava acelerar o jogo pelos lados, mas parava na força física da defesa adversária. O Spurs tinha mais domínio da bola, mas não conseguia avançar no campo, pois tinha dificuldade de acelerar o jogo.
A Inter defendia-se em um compacto esquema 4-4-2, gerando superioridade no setor da bola, principalmente quando ela se encontrava a frente da área. Os defensores do time de Milão, encurtavam o espaço, realizando uma marcação setorizada, obrigando os adversários a buscar tentativas de ataque em velocidade pelos lados.

Lucas Moura, que seria o incumbido de dar essa velocidade foi muito bem marcado pela dupla Politano-D`Ambrosio.

totte1Lado esquerdo do Tottenham sempre bem marcado. Quando Lucas Moura recebia a bola, D´ambrosio já encurtava o espaço no jogador. Além disso Politano já acompanhava o lateral Bem Davies, impossibilitando ele de receber a bola em velocidade na ultrapassagem (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Aqui é importante destacar a atuação da dupla de zaga dos italianos, Skriniar e De Vrij e do goleiro Handanovic. Foi graças a esses três jogadores que a Inter conseguiu se defender tão bem.

totte2Inter marcando de forma compacta, com Naingollan acompanhando o adversário desde a base da jogada e gerando superioridade no setor da bola (fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

A partir dos vinte minutos, o Tottenam começou a se impor mais, passou a ocupar o campo dos italianos, mas ainda faltava uma fagulha para gerar chances. Mesmo que Harry Kane saísse bastante da referência e buscasse trocas de passes com Dele Alli e Lamela, que se movimentavam bastante na intermediária, conseguindo algumas finalizações próximas a entrada da área do time italiano, a Inter soube sofrer, mas tinha dificuldade para contra-atacar. Por isso, antes mesmo do primeiro tempo acabar, Spalletti trocou Nainggola, que mesmo sendo um jogador físico, tinha dificuldades em vencer a marcação adversária, principalmente de Winks, perdendo em embates corpo a corpo, por Borja Valero, um jogador para pausar e organizar as transições.

totte3Naingollan sempre sendo bem marcado pelos volantes do time inglês, por ser um jogador importante na criação. (fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Outro ponto importante dentro da fase ofensiva da Inter é a baixa participação de Mauro Icardi. Ele sempre busca o melhor posicionamento próximo ao gol adversário, mas não tem participação ativa na construção de jogadas, dependendo bastante de seus companheiros em criarem situações de gol, sendo um contra-ponto a Harry Kane, que é peça fundamental dentro do setor ofensivo do Spurs.

No segundo tempo, Pochettino mudou a ordem dos seus meias para tentar gerar mais chances. Lucas veio para o lado direito, Lamela por dentro e Alli na esquerda. Lucas continuou sem conseguir imprimir a velocidade que o jogo pedia e aos 16 minutos foi substituído por Son. O Spurs ganhou alguma mobilidade no ataque, Winks organizava bem de trás, mas faltava algo, o jogo pedia por Christian Eriksen. O meia é uma opção de muita técnica no controle de bola, organização ofensiva, se movimentando bastante as costas de volantes e laterais, aparecer no espaço em profundidade quando está posicionado em setores distantes da área, além de realizar passes precisos, para encontrar companheiros com facilidade, quando estes atacam o espaço em profundidade.

totte4Modificação de Pochettino, com Delle Alli a esquerda, mais próximo de Winks, Lamela por dentro e Lucas na direita pra aproveitar as costas de Asamoah. (fonte: Instat/ Edição: Juno Martins)

Ele entrou aos 24 na vaga de Lamela e apenas dez minutos depois marcou o gol da vitória, em falha de marcação coletiva da Inter, em que Sissoko conduziu bem, passou para Alli que serviu Eriksen.

A Inter demonstrava as mesmas dificuldades na construção da primeira etapa, também no segundo tempo, mas levava certo perigo em alguns contra-ataques com Politano e Perisic, porque o Tottenham cedeu maiores espaços ao buscar a vitória. Assim Brozovic e Vecino conseguiam acionar os companheiros, mas os ataques foram mal explorados pelos italianos. Como resposta ao gol sofrido, Spalleti trocou De Vrij por Miranda e Politano por Keita. A Inter até tentou, mas o Tottenham soube controlar bem a vantagem.

@Pedro17Galante

@ojunomartins

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