A revanche de Génésio e Guardiola -ANÁLISE TÁTICA LYON 2 x 2 MAN CITY

Por Lucas Mateus e Ícaro Caldas Leite

combate ao firmino

Um jogo de afirmação, de convencimento, de alegria, tenho certeza de que esse é o sentimento da torcida francesa. Assim como no primeiro confronto entre as equipes, o Lyon se impôs, jogou, criou, finalizou e não apenas “assistiu” os comandados de Pep Guardiola praticarem seu jogo.

Visando evitar sofrer com a pressão do Lyon no momento de construção, Pep centralizou Zinchenko como um apoio a Fernandinho, formando uma saída em 3-2. Walker, Stones e Laporte eram a base, enquanto os outros dois, citados acima, ficam entre as linhas de ataque e meio adversária. Essa movimentação, não permitiu que os encaixes dos franceses fossem eficientes, afinal sempre “sobrava” um jogador adversário.

Abilío Team

No momento ofensivo a equipe inglesa se postava em 3-2-4-1, com os alas, Mahrez e Sané, responsáveis por abrir o campo com a amplitude, Sterling e Silva flutuando com certa liberdade mais ao centro e Aguero em profundidade.

Já os franceses, optaram um 3-4-3, com muita mobilidade do trio de frente, Fekir, Depay e Cornet. Velocidade e verticalidade foram muito presentes no jogo ofensivo dos mandantes. Nesse momento, a principal característica eram as associações de ruptura, ultrapassagem e profundidade dos alas, Rafael e Mendy, mecanismos esses usados para explorar a altura das linhas dos citizens. Tais associações eram formadas com as movimentações de apoio de Nabil e Memphis.

No momento defensivo, Man City se postou em um tradicional 4-1-4-1, Zinchenko voltava a linha defensiva, esse sistema se alterou algumas vezes em 4-2-4 na pressão alta, mas essa forma foi utilizada em momentos chaves. Criava varias situações de superioridade numérica no lugar onde se encontrava a bola.

Abilío Team

O Lyon apostou em um 5-2-3, inicialmente, nos seus blocos médios e baixos, com a volta dos alas e a manutenção do trio para as transições e pressão nos zagueiros construtores de Pep, devido ao baixo número de jogadores no meio, era comum ver perseguições, principalmente de Marçal.

Em um segundo momento, mais ao final do jogo, os mandantes se postaram em um 5-3-2, devido ao cansaço e a necessidade de diminuição da intensidade, inclusive nas perseguições.

Mas, em todos esses momentos o time foi bem liquido e conseguiu se adaptar bem aos mecanismos de Pep. Se postando até um 5-4-1.

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Como a defesa do Lyon era bem montada e inteligente, sobrava ao City tentar nas individualidades em profundidade, usando do bom passe de seus meio campistas e a velocidade de seu ataque, ele tentou diversas vezes furar a defesa adversária.

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O Lyon também buscou essas infiltrações, a verticalidade, usou bem da amplitude para criar espaços entre os defensores e tentou aproveitar do poder físico de seu ataque.

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O primeiro gol do jogo foi da equipe do Lyon, em um jogo direto de uma falta cobrava rápida para Memphis, na esquerda, que encontrou Cornet na direita e acertou um belíssimo chute. Lyon percebeu que o segredo do jogo era a verticalidade e a velocidade para finalizar jogadas.

Após o 1×0, como já esperado, o City se soltou mais, liberou mais Walker, usou mais a profundidade de Sané e pressionou até o empate com Laporte, em uma cobrança de falta para a área.

Com a entrada de Delph, Zinchenko ficou mais na lateral, atacando por dentro ad vezes, já que seu companheiro era o novo suporte para Fernandinho.

O segundo gol dos franceses surge do talento de Memphis Depay, um passe de ruptura, verticalizando o ataque, perfeito, usando da velocidade de Cornet vs Laporte, o atacante fez uma corrida de ruptura temporizada perfeitamente e finalizou na saída de Ederson.

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O empate dos visitantes ocorreu novamente em bola parada, dessa vez em um escanteio com Aguero cabeceando na entrada da pequena área em movimentação perfeita do atacante argentino.

Como destaques cabe a movimentação de Sterling, o atacante inglês foi Externo(ponta), Interno(por dentro), Atacante, Meia e Ponta, mais uma vez se mostrando-se versátil  na mão de Guardiola.

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No Lyon a partida de Aouar e Ndombele foram absurdas, esses dois são grandes promessas do futebol mundial, o primeiro um maestro do time, organizando e dando ritmo ao jogo, o segundo é um tanque que sabe usar muito bem a sua força para auxiliar em todos momentos, além da técnica na condução e distribuição.

O jogo foi mais um grande confronto entre Guardiola e Génésio, o confronto mais interessante que se deu nessa Champions League, até agora.

@LucaM008 e @Caldas_Icaro

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