Quem tem mais, tem dez – ANÁLISE TÁTICA VASCO 0 x 1 PALMEIRAS

tabela plImagem: César Greco/Palmeiras
  • O atacante Dudu, craque do Palmeiras, comemorando o décimo título Brasileiro conquistado pelo Alviverde.
Pela 37° rodada, O Palmeiras visitou o Vasco, conseguiu o triunfo por 1 X 0, gol anotado por Deyverson e sagrou-se Campeão Brasileiro 2018. A atuação foi segura e consistente, da mesma forma que em toda a Era Felipão na competição nacional.
O Palmeiras foi a campo no tradicional 4-2-3-1 (Mayke, Luan, Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Felipe Melo e Bruno Henrique; Willian, Lucas Lima e Dudu; Borja). Por ter mais qualidade técnica e necessitar da vitória para confirmar o título, o Alviverde teve 57% da posse de bola na primeira etapa.
tabela plImagem: Premiere
  • O Palmeiras marcando no tradicional 4-2-3-1. Os volantes com liberdade para agredirem o portador da bola, enquanto os extremos auxiliam na marcação. O Alviverde busca sempre ter superioridade numérica na zona da bola, diminuindo às opções de passe do portador da bola.
O Palmeiras imprimiu um domínio territorial, aonde adiantava suas peças com a posse e trocava passes (foram 216 passes nos 45 minutos iniciais). A equipe de Felipão,  apostava em infiltrações ou ultrapassagem pelos lados, entretanto a finalização de fora da área (foram duas, dê três chutes) foi a maneira mais perigosa do Palestra chegar na meta adversária. O atacante Dudu teve muita liberdade pelos flancos, porém não estava eficaz.
Vídeo: Globo
  • Dudu chamou a atenção de dois marcadores, possibilitando espaços para Bruno Henrique receber a bola e finalizar com perigo, de longa distância.
Na parte defensiva, o Palmeiras postou-se com às linhas compactadas e apesar das cinco finalizações do Vasco, o goleiro Weverton não foi exigido. Os dois laterais palmeirense tiveram vantagem nos duelos em cima dos extremos vascaínos, impossibilitando que os mandantes criassem lances pelos lados. É necessário destacar a dupla de zagueiros Luan e Gustavo Gomez, ambos reservaram na marcação do centroavante Maxi López, inibindo que o argentino conseguisse levar vantagem nos duelos e tivesse finalizações.
Enquanto o Vasco da Gama, foi sólido defensivamsnte no primeiro tempo, sendo efetivo na marcação, mesmo atuando contra o melhor ataque do torneio. O Vasco fechou suas linhas e pressionando o portador da bola. Com o domínio da bola, O Vasco era mais perigoso, e conseguiu imprimir velocidade aos contra-ataques, com Maxi como pivô (bem recuado), velocidade de Kelvin e gerando profundidade com Galhardo. As melhores chances de gol da primeira etapa foram do Vasco, apesar que não criou nenhuma grande oportunidade. Por outro lado, Pikachu era muito discreto, participando com mais ímpeto do jogo da marcação, do que propriamente da criação e das jogadas de ataque. Maxi Lopez além de sofrer com a marcação da dupla de zagueiros do verdão, foi influenciado negativamente por seus conpanheiros de ataque, pois se posicionaram muito distante dele, dificultando uma melhor sequência das jogadas.
tabela plImagem: Globo
  • No momento em que o Vasco conseguiu sair rápido no contragolpe, faltou aproximação dos jogadores ofensivos. Pikachu até tem a posse da bola e espaço para dar o passe, entretanto Maxi López estava bem recuado e nenhum companheiro infiltrou-se na defesa palmeirense.
Quando queria adiantar um pouco a marcação, o Vasco chegou a marcar no 4231, mas conforme o Palmeiras progredia pro ataque, a segunda linha do meio se unificava à primeira e formava um 451, com apenas Maxi à frente.
tabela plImagem: Premiere
  • O Vasco defendendo-se no 4-5-1. Apenas Maxi López (não aparece na imagem) fica mais a frente. A primeira linha próxima e compactada, impede que algum adversário consiga fazer infiltrações. Galhardo fica um pouquinho mais a frente da segunda linha, porém recua de acordo com a zona aonde está a bola. Vale destacar também que cada vascaíno “vigiar” um atleta palmeirese.
No segundo tempo, o domínio territorial do Palmeiras aumentou, e o Vasco parou de agredir. Vale destacar que mais uma vez, Valentim foi obrigado a fazer duas substituições por lesão (uma ainda no primeiro tempo), e o Vasco terminou ficando com dois marcadores improvisados nas laterais, aonde até conseguiu segurar às investidas palmeirense, mas que acabaram engessando os ataaques e contra-ataques vascaínos. Galhardo foi bem mais tímido e menos participativo e o Vasco acabou ficando na lona a segunda metade do jogo.
Com isso, o inevitável aconteceu, a talentosa equipe do Palmeiras e comandada pelo ótimo Luís Felipe Scolari, precisou apenas ajustar alguns detalhes e consequentemente abriu o placar. Felipão lançou a campo o centroavante Deyverson na vaga de Borja, o colombiano movimentou-se pouco e foi presa fácil para a defesa adversária. O treinador também lançou a campo Gustavo Scarpa, no lugar de Lucas Lima, o meia teve atuação descreta. Scolari não trocou apenas suas peças, ele também mudou a forma de Dudu atuar, o extremo passou a predominar pelo meio, com Scarpa e Willian como flancos, e Deyverson na referência. Dessa forma, o camisa 7 teve liberdade e chamou a responsabilidade, ditando o ritmo da partida. Aos 28 minutos, em uma jogada genial do “baixinho”, o Palmeiras fez o gol do título com Deyverson, utilizando os espaços cedidos pelos vascaínos.
Vídeo: Premiere
  • O gol do Palmeiras foi o melhor exemplo da Era Scolari. Willian (dando profundidade) recebeu a bola e tocou para Dudu, o atacante deu um lindo lançamento para Willian, que infiltrou-se nas costas do lateral adversário e tocou para Deyverson, o centroavante acompanhou a jogada e apenas empurrou para o gol.
Com a vantagem no placar e o título muito próximo, o Palmeiras recuou e formou uma muro a frente da sua defesa, o Vasco aumentou sua posse, chegando a 55%, mas não conseguiu furar o sistema defensivo palmeirense. Após alguns jogos de expectativas, o Palmeiras finalmente pode soltar o grito de Campeão Brasileiro, de Decacampeão Brasileiro! Já o Vasco, continua com uma possibilidade remota de rebaixamento.
tabela plImagem: Globo
  • O Palmeiras formou um muro a frente da sua meta. O Palestra defendeu-se com 10 jogadores, não dando chances ao ataque vascaíno.
DESTAQUE DA RODADA
O atacante Dudu não teve a mesma exibição do que contra o América MG, porém foi fundamental para o triunfo. Mudou seu posicionamento, chamou a responsabilidade e foi decisivo na construção do gol do título. É o craque desta edição do Campeonato Brasileiro.
tabela plImagem: André Véras/Mídia Palmeirese
  • Confira alguns números do atacante Dudu, o protagonista do título palmeirense.
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