O majestoso que custou o emprego de Aguirre – ANÁLISE TÁTICA CORINTHIANS 1 x 1 SÃO PAULO

Por Pedro Galante e Michel Fellipe

Corinthians e São Paulo se enfrentaram no clássico majestoso pela 33ª rodada, em Itaquera.

Os visitantes repetiram a escalação da última partida contra o Flamengo, o 3-5-2. Everton esteve de volta aos relacionados, mas ficou no banco de reservas. Ao que parece a estratégia de Aguirre era fazer um primeiro tempo mais seguro, se defendendo bem e buscando a bola longa para seus atacantes, para no segundo tempo, buscar definir a partida. Não deu muito certo.

Os minutos iniciais da partida foram bem disputados. As duas equipes ofereciam espaço no setor de meio campo, mas não conseguiam aproveitar. Liziero não estava em um bom dia e Hudson é limitado com a bola no pé. O que minimamente funcionava eram os lançamentos para Carneiro, mas que também não tinha muito sucesso em desenvolver a jogada.

Aos 24 minutos, Carneiro saiu machucado e deu lugar a Brenner. Sem Carneiro, a ligação direta não funcionava da mesma forma. Brenner não tem essa característica. Sem conseguir avançar com a bola, seja tocando, seja lançando o São Paulo permitiu que o Corinthians crescesse no jogo.

A pressão na saída corintiana era feita com a dupla de atacantes e o apoio do meio campista do lado da bola, o meio campista do lado contrário se juntava a Jucilei para proteger o meio. No entanto, a bola passava facilmente por essa linha de pressão e o Corinthians conseguia ter superioridade sobre apenas dois jogadores do São Paulo.

elksonSão Paulo se defendendo. Pressão mal encaixada permite que o Corinthians domine o meio campo. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Com posse de bola e espaço no meio campo o Corinthians cresceu no jogo e levou perigo. Aos 34, marcou um gol que não foi validado de forma injusta pela arbitragem. Jean está todo dentro do gol e quando toca na bola, a mesma também está inteiramente dentro do gol.

Aos 49, com a primeira etapa praticamente acabada, Araos disputou uma bola com Reinaldo e deu um tapa na cara do lateral. O chileno levou o segundo amarelo e foi expulso. Foi juvenil e prejudicou seu time que era melhor no jogo.

Para o segundo tempo, afim de aproveitar a vantagem numérica, Aguirre trocou Anderson Martins por Everton. O time mudou sua formação para um 4-3-3. Everton e Brenner ficavam abertos nas pontas para dar amplitude, Diego garantia profundidade, mas a circulação de bola era muito ruim. Liziero que deveria criar de trás, ficava muito a frente, sempre cercado por adversários. Hudson pouco agregava, assim como os laterais que apareciam por dentro. A postura do time no geral era muito passiva,  tocavam a bola de lado sem avançar no campo.

bb futSão Paulo atacando. Os meias muito pressionados e o comportamento passivo. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Percebendo essa postura o Corinthians cresceu mais uma vez. Mesmo com um a menos tentava agredir nos contra-ataques. Aos 19, Aguirre tirou Jucilei e colocou Nenê, afim de melhorar a circulação da bola e criar mais chances.

Aos 26, Ralf marcou para o Corinthians

O São Paulo continuou com um comportamento de quem não queria ganhar o jogo. Passes de lado e para trás, nenhuma tentativa de jogada individual.

Aos 36, em um lampejo de inspiração Everton avançou pela esquerda, a defesa adversária se comprimiu toda esperando um cruzamento e deixou a entrada da área aberta, foi ali que Nenê recebeu, chutou mal, mas contou com o desvio de Brenner para o empate.

bb futGol do São Paulo. Nenê livre na entrada da área. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

É um empate extremamente frustrante para o São Paulo, que custou o emprego de Diego Aguirre. O uruguaio fez um trabalho bom, com um elenco mediano, liderou o campeonato por diversas rodadas. A queda de rendimento era esperada e a perda de peças importantes foi fatal. Ao que tudo indica, André Jardine deve comandar o time até o fim da temporada.

@MichelFellipe10 e @Pedro17Galante

Anúncios

Deixe uma resposta