Assimilação das ideias e senso de organização – ENTENDA COMO JOGA O ESPANYOL DE RUBI

Por Gêra Lobo

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Havia muito expectativa em relação ao Espanyol nesta temporada. Mesmo perdendo peças fundamentais, como o capitão e artilheiro Gerard Moreno e o lateral-esquerdo Aaron Martín, o time trouxe outros bons nomes, tanto para o elenco, como o matador Borja “El Panda“ Iglesias, quanto para o banco de reservas, com Joan Francesc Ferrer Sicilia, mais conhecido como Rubi. Seu trabalho com o modesto Huesca, estreante na primeira divisão, na temporada passada, onde foi vice-campeão da segunda divisão, foi incrível, mostrando todo seu potencial. Substituir Quique Sanchez Flores era uma tarefa meio árdua, mas Rubi vem lidando muito bem com isso.

Estudioso e com ideias bem simples de serem assimiladas, o novo técnico trouxe uma cara jovem, intensa e de muita qualidade a uma equipe que tenta cada vez mais sair de uma sombra gigante do rival Barcelona. Pensando nisso, nós do MW Futebol preparamos um material para explicar um pouco como uma das melhores e mais eficientes e divertidas da atual temporada europeia joga.

Formatação e filosofia

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Fazendo um resumo rápido de como funciona o Espanyol antes de entrar mais a fundo nas variações, o time de catalão tem como sistema base o 4-3-3, com Marc Roca um pouco mais recuado na linha de meias, iniciando tudo na base da jogada e servindo como epicentro das ações primárias do time. Mais a frente dele, Granero e Darder tratam de dar continuidade as ações, levando a bola ao trio de frente, enquanto Sergio García, Borja Iglesias e Leo Baptistao estão ali para o último terço, a jogada final, seja finalizando ou acionando algum companheiro.

As ideias do time são muito bem definidas, assim como a forma como os jogadores assimilam com facilidade o que Rubi tende a passar. É um time que entende as situações de jogo, se adaptando rapidamente a funções importantes que são impostas durante a mesma. Explicando um pouco melhor, o Espanyol consegue demonstrar várias frases durantes as partidas, seja algo mais propositivo, circulando mais a bola, saindo em velocidade, até com ligações diretas, ou buscando contra-ataques. É um time bem dinâmico, e é essa filosofia que Rubi trouxe do Huesca.

Saída de bola e organização do ataque

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A base de tudo que envolve a organização do Espanyol passa pelos pés de um jogador indispensável e, provavelmente, o mais importante do time: Marc Roca. Sua forma de criar espaços, controlar o tempo e espaço, suas inversões e qualidade na forma de ligar a bola do seu primeiro terço até os pés de Granero e Sergi Darder impressionar, e é daí que se passa a organização ofensiva do time.

Enquanto Roca é o organizador e maestro do time, cuidando da saída de bola e achando espaços para a equipe chegar com mais facilidade a frente, Granero é o cara que consegue acelerar mais as ações, ajudando bastante em situações de transições, com suas conduções, além da qualidade de passe. Por fim, Darder é realmente o cara do passe final ou do penúltimo passe, que possibilita criar oportunidades das mais variadas maneiras possíveis, principalmente buscando desmarques dos seus companheiros. Borja Iglesias é sua principal arma, como pode ser visto abaixo.

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Além disso, como já dito no começo do texto, o Espanyol é uma equipe que sabe se adaptar a várias situações do jogo contra praticamente todos os adversários, o que demonstra uma versatilidade e dinâmica absurda. As formas como consegue mudar de formas de atuação durante a partida impressiona, acelerando e fazendo um jogo de mais amplitude e verticalidade, ou trocando mais passes e tentando achar espaços por dentro.

Como se defende

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Na fase defensiva, não tem tanto mistério em relação a formatação da equipe. Um 4-1-4-1 muito bem definido com, na maioria das vezes, as linhas variando de blocos médios para blocos médios-altos, sempre com Marc Roca flutuando entre elas. O interessante de se perceber é que as linhas não são tão distantes umas das outras, principalmente por conta da inteligência do quarteto de defesa na leitura do jogo, sabendo o momento exato em avança-las.

Além disso, o Espanyol sempre tenta ter superioridade numérica no setor da bola, chegando de maneira coletiva no portador adversário. É uma equipe bem compactada também no momento defensivo. Essas são as principais virtudes da equipe nesta fase, que vem sendo um dos pontos mais elogiáveis na atual temporada. É uma equipe que cria com dinâmica e defende de maneira inteligente e eficiente.

Rubi não é lá um cara tão novo assim no banco de uma equipe de futebol. Porém, mesmo que até com uma idade normal no futebol moderno (48 anos), ele é um cara que vem estudando bastante todos os conceitos dessa nova fase no esporte e vem colhendo frutos bem importantes. Seu Espanyol dar gosto de ver pela futebol produtivo e muito eficiente, além de não se amedontrar contra times gigantes, por exemplo. Claro que está apenas no início da temporada e o elenco não é tão profundo como de Real Madrid, Barcelona ou Atlético de Madrid, mas ele sabe utilizar seus jogadores da melhor maneira possível e isso é importante.

Se o “primo pobre“ da Catalunha vai conseguir perdurar durante a temporada não dá para saber, ainda mais com a possibilidade de ter contusões e tudo mais. Porém, por estar disputando “apenas“ duas competições, é bom abrir o olho para um time bem qualificado, com peças interessantíssimas, e um técnico riquíssimo de conhecimento. Os “Periquitos“ de Rubi querem alcançar voos ainda mais altos.

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