Desastre esperado – ANÁLISE TÁTICA ATLÉTICO-PR 2 x 0 FLUMINENSE

Por Hugo Alves

CdnFoto: Maílson Santana/Fluminense FC

Iniciando a corrida pela vaga brasileira na final da Copa Sul-Americana, o Atlético Paranaense recebeu o Fluminense na Arena da Baixada e venceu a partida de ida do confronto por 2-0. A partida ficou marcada, em especial, pela péssima atuação defensiva do lateral tricolor Ayrton Lucas, contrastando diretamente com o bom jogo do lateral rubro-negro Renan Lodi.

Cabia mais. Esse foi o sentimento de todo telespectador que acompanhou o confronto. Para o lado rubro-negro fica aquele gostinho de que o jogo poderia ter sido decidido já na Arena, enquanto para o torcedor do Fluminense resta agora se agarrar aos péssimos números do Atlético fora de casa para quem sabe buscar uma virada heróica no Maracanã.

Antes da bola rolar dois pontos chamaram a atenção. Pelo lado mandante a entrada de Bruno Guimarães no meio-campo, reforçando a “volância” com Lucho González. Já pelo lado visitante do duelo, Marcelo Oliveira repetiu a escalação que obteve sucesso no Uruguai com Airton ao lado de Richard e Jadson improvisado na lateral direita.

Já com o jogo iniciado, os primeiros momentos foram de domínio do Fluminense enquanto o Atlético recuava seus homens e estudava o posicionamento adversário. O Flu, por sua vez, adiantou seus jogadores para pressionar a saída dos zagueiros atleticanos e obteve êxito nos minutos iniciais. Essa estratégia também foi utilizada no jogo contra o Nacional e funcionou muito bem. Já no confronto contra o Vasco pelo Brasileirão não deu tão certo.

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Passando da barreira dos vinte minutos o que podíamos observar era um Atlético sem os mesmos problemas de superar a pressão tricolor e apostando muito na exploração dos espaços deixados por Jadson e Ayrton Lucas. Para confundir a marcação do Flu eram utilizadas trocas de posição em velocidade tendo Cirino e Nikão como figuras principais.

O estilo de Tiago Nunes deu certo e gerou muito espaço. Espaço este que foi muito bem ataco por Renan Lodi que abriu o placar para o Atlético em ótima jogada ofensiva.

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Após o gol foi a vez dos donos da casa encaixarem a marcação e impossibilitaram uma saída com qualidade do time carioca. Nesse momento, reinava a inconsistência de Ibañez e o jogo nulo, ofensivamente falando, de Ayrton Lucas. Everaldo, outra peça fundamental do tricolor, também não se fez presente no confronto.

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A sensação do torcedor rubro-negro, já no primeiro tempo, era de uma vitória magra perto do que poderia ser. Só no primeiro tempo o Atlético transformou 9 de suas 10 finalizações em chances reais de gol, números surpreendentes em um confronto dessa magnitude.

Virando para os quarenta e cinco minutos finais a história se repetiu. O Fluminense fez bom começo, chegou a assustar nas bolas paradas, viu Santos salvar o Atlético, mas não conseguiu aguentar a pressão do adversário.

Após o Flu também precisar da ajuda de seu goleiro para evitar um placar elástico, Rony, que havia entrado minutos antes, explorou mais uma vez as costas de Ayrton Lucas para ampliar o placar e colocar números finais na partida.

Para os torcedor do Fluminense resta tentar entender o que Marcelo Oliveira enxergou do jogo ao deixar Ayrton em campo após milhões de falhas e também tentar entender a motivação de colocar Junior Dutra no lugar de Sornoza, por exemplo.

A partida de volta será apenas no dia 28. Até lá o Flu espera já se ver livre das possibilidades de rebaixamento, com o foco voltado exclusivamente para esse confronto que, apesar de parecer impossível, não pode nunca ser descartado. Se você, torcedor, leu esse texto até aqui segue o meu apelo como analista do clube: vá ao Maracanã, faça a festa com a sua torcida e lute pela vitória.

@_hugo1alves

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