Depois da bonanza, veio a tempestade – ANÁLISE TÁTICA ESTRELA VERMELHA 2 x 0 LIVERPOOL

Por Daniel Klabunde

Jogo de volta da fase de grupos da Champions League, Liverpool buscando se manter na liderança isolada do grupo em caso de vitória, era o que muitos esperavam, ainda mais pela boa vitória no jogo de ida por 4×0 em Anfield. Mas não foi o que vimos no estádio Maracanã, em Belgrado, onde o Liverpool sofreu novamente no início da partida, mais uma vez sofrendo do seu próprio veneno, assim como foi contra o Arsenal no último sábado pela Premier League.

Com o Liverpool tendo 3 mudanças para a partida, Matip, Lallana e Sturridge entraram, foi um início de partida com muita pressão do time sérvio na defesa inglesa, fazendo com que os Reds recorressem aos lançamentos longos para o ataque. Mas este atributo foi usado por culpa também dos jogadores do Liverpool, que não forneciam apoio na saída de bola.

Caldas team

Diferente do Estrela Vermelha que tinha a sua saída de bola mais qualificada e pelo chão, com apoios pelos lados e pelo meio.

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Além da saída qualificada o time Sérvio fazia suas investidas pelo lado direito, em cima de Lallana que não estava bem na partida, cedendo muitos espaços quebrando a segunda linha de defesa quando resolvia fazer algumas perseguições aos jogadores adversários, e isso fazia com que se abrisse muitos espaços nas suas costas e Mané tendo que correr para trás, para cobrir as suas subidas.

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Até que aos 21 minutos do primeiro tempo Pavkov abriu o placar em cobrança de escanteio de Marin, e foi ele mesmo que se encarregou de ampliar o placar aos 29 minutos, em um belo chute de fora da área. Muitos falam que Alisson levou um frango, eu acredito que a sua velocidade de reação tenha sido baixa no momento do chute, se tivesse se deslocado um pouco antes para efetuar a defesa, poderia não ter levado o gol.

No segundo tempo Klopp mandou à campo Gomez e Firmino nos lugares de Arnold e Sturridge respectivamente, reforçando a defesa e ganhando mais qualidade e volume de jogo no ataque, assim não sofrendo tanto na defesa.

Gomez entrou para ser praticamente um terceiro zagueiro pela direita, enquanto Mané e Lallana revezavam na função de extrema, dando amplitude ao ataque alinhados com Robertson que abria pela esquerda, e quando Mané executava a função de interior, quem dava essa amplitude era Gomez.

Com isso Milner e Wijnaldum faziam a função de contenção da defesa e cobertura dos lados enquanto Firmino e Lallana tinham liberdade para flutuar entre as linhas, deixando Salah como “falso 9”.

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Essas mexidas até que surtiram efeito, tendo um segundo tempo totalmente dominado pelo Liverpool, tanto que foram 84% de posse de bola para os Reds com 330 passes certos (85%) contra apenas 37 do Estrela Vermelha, isso são 10 vezes mais. Mas posse de bola não é nada se não tiver efetividade, e foi o que faltou ao Liverpool, com 23 chutes durante o jogo e apenas 4 à gol.

bb futNo mapa de pressão podemos ver total domínio do Liverpool no segundo tempo. Imagem: Sofascore

Por fim, vimos que o Liverpool é muito dependente de Henderson, pois é o jogador que tem na precisão no passe a sua maior qualidade, e é o que faltou para o time neste jogo, sem saída de bola com Wijnaldum, teve que usar muito dos lançamentos e saídas pelos lados principalmente com Mané. Um esquema que vinha funcionando é o 4-2-3-1 com Fabinho ao lado de Wijnaldum, tanto é que Fabinho fez a sua melhor partida da temporada contra o Estrela Vermelha em Anfield, e seria uma boa opção enquanto Henderson não se recupera de lesão.

Veremos….

@dktricolor

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