O fim da seca chinesa e um sinal de alívio e esperança ao fim do túnel – ANÁLISE TÁTICA CHINA 2 x 0 SÍRIA

Por Leonardo Hartung 

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Pressão e incerteza rondavam a Seleção Chinesa. Três jogos sem vencer e sem marcar gols. O bom segundo tempo contra a Índia no sábado (13 de outubro) não foi suficiente para diminuir a desconfiança sob os comandados de Marcello Lippi antes do confronto contra a Síria em Nanquim, capital da província chinesa de Jiangsu.

Muito se falava na imprensa chinesa de que Lippi iniciaria o jogo contra a Síria em 3-5-2. De fato o técnico italiano escolheu três zagueiros para começar a partida, mas dispostos em 4-4-2. Liu Yiming (direita) e Yu Hai (esquerda) foram os laterais chineses com Yu Hanchao e Jin Jingdao abertos e trocando de lado com o decorrer da partida.

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Ao contrário do jogo contra a Índia, a China ficou menos com a bola e mostrou todo o seu potencial ao jogar em transição. A Síria pouco gerou com a posse antes da primeira meia-hora de jogo e ainda encontrava dificuldades para passar da marcação chinesa. Com Chi Zhongguo e Wu Xi na faixa central, a China conseguia pressionar os sírios para retomar a bola e dificultar qualquer progressão adversária, além de garantir uma saída em transição rápida e segura. Dificultando o avanço sírio e contando com o erro de Moayad Al Ajan saiu o gol de Gao Lin.

Titulares nos últimos quatro jogos da Seleção Chinesa (Catar, Bahrein, Índia e agora Síria), a dupla Wu Lei e Gao Lin teve em Nanquim o seu melhor funcionamento até agora. Gao Lin é mais técnico e muito oferece ao modelo chinês recebendo de costas para a defesa adversária podendo realizar o pivô. Wu Lei é mais goleador e possui um enorme entendimento para atacar espaços e receber em profundidade. O camisa 7 do Shanghai SIPG teve várias chances recebendo com espaço e avançando em velocidade mas só marcou na segunda etapa em cobrança de pênalti.

A Síria teve os seus melhores momentos quando conseguiu encontrar o capitão Omar Al Soma na referência do ataque. Bem marcado pela dupla Yu Yang e Feng Xiaoting, o camisa 9 sírio participou de todas as principais chances de sua Seleção. O goleiro Zeng Cheng apareceu bem nas finalizações de Omar Al Soma e de Mahmoud Al Mawas.

Na segunda etapa, a China passou a ficar mais com a bola e viu a Síria assustar. Não à toa, a posse de bola que chegou a superar os 60% para o lado sírio terminou o jogo distribuída de forma mais equilibrada com uma leve superioridade para a equipe visitante. Após o segundo gol chinês (marcado por Wu Lei) e das várias substituições feitas por ambos os lados, o jogo caiu de ritmo e sem novas oportunidades de gols.

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Os números finais do jogo surpreendem por tamanha eficiência do lado chinês. Aproximadamente 64% de aproveitamento nas finalizações com dois gols marcados (e é bem verdade que poderiam ser mais), além de ter resistido a uma Seleção que conta com um dos melhores atacantes do continente. Se contra a Índia só houve desempenho (principalmente no segundo tempo), contra a Síria também obteve resultado.

Marcello Lippi tem motivos para comemorar e respirar aliviado. Ainda há um caminho para se chegar bem na Copa da Ásia em janeiro, mas ao menos a China pode esperar por dias melhores no futuro.

@HartungLeo

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