Novas mudanças e velhos heróis – ANÁLISE TÁTICA DE VASCO 2×0 CRUZEIRO

Por Ricardo Leite

Mais uma vez pressionado, porém com o apoio de sua torcida, Vasco tinha a obrigação de buscar os 3 pontos diante do Cruzeiro. A situação na tabela incomodava e os desempenhos recentes não eram animadores, pelo contrário, falamos durante as últimas partidas, da dificuldade em se notar um modelo de jogo e uma identidade no confuso trabalho do Valentim.

Novamente com desfalques conhecidos e desfalques de última hora, o comandante se viu na necessidade de promover a estreia do volante Bruno Ritter para manter o esquema treinado durante a semana. Com as voltas de Castan e Werley, Luis Gustavo retornou à lateral, adiantando Pikachu para a posição que vem desempenhando com maia frequência.

O Vasco retornou ao esquema com 3 volantes, e os escolhidoa foram Bruno Ritter (centralizado), Andrey (pela direira e Cosendey (pela esquerda). Como tem sido regra, a equipe vascaína demonstra mais equilíbrio e facilidade de exercer o balanço defensivo com essa formação. Além disso impede que o adversário crie superioridade numérica pelos flancos e demonstra mais velocidade na transição defensiva e mais opções na transição ofensiva.

4-1-4-1 – Segunda linha de 4 adiantada.

O estreante se destacou desde o primeiro minuto pela sua movimentação preocupada em ocupar espaço vazio, sendo assim opção de passe positivo (para frente) para os zagueiros, laterais e goleiro. Quando tinha a bola, Ritter buscava soluções rápidas, fazia boas distribuições e viradas de jogo. Andrey wra o maior responsável por quebrar as linhas de marcação, seja com a condução de bola ou com passe “rompedor”.

Apesar de ter começado a partida nas posições que citamos à cima, uma característica marcante da trinca de volantes em campo foi a movimentação, troca de posições entre eles e a intensidade para modificar a “geometria” do esquema defensivo, ora no 4-1-4-1 (predominante), ora no 4-2-3-1 e até no 4-5-1.

Movimentação do Andrey definirá geometria da marcação, 4-2-3-1 (se recuar), ou 4-1-4-1 (se adiantar)

Os 20 minutos iniciais foram de total domínio vascaíno. É verdade que não foi possível ver grandes chances criadas, nem uma aula prática de criatividade, mas foi possível observar uma velocidade muito maior na troca de passes, principalmente entre os homens de defesa, buscando sempre verticalizar as jogadas o mais rápido possível e bom diálogo entre os volantes (entre si) e os laterais. Com a bola, o Vasco sabia a hora de avançar e não dava espaços a serem explorados pelo Cruzeiro (mesmo exercendo uma marcação em bloco médio, com tímida pressão no setor da bola).

Vasco aumentou as associações entre os jogadores.

Para a segunda etapa o Vasco conseguiu o primeiro gol cedo, numa jogada começando numa reposição rápida do goleiro e chegando às redes com apenas 8 toques na bola. Objetividade e ocupação de espaços:

Após o gol, Mano Menezes conseguiu com a entrada do Sassa, levar preocupação ao sistema defensivo vascaíno. O jogador celeste entrou para jogar no lado direito e deu muito trabalho a Luis Gustavo, levando vantagem em quase todos os confrontos e criando pelo menos 3 oporuntidades em 10 minutos. Com Cosendey desgastado, Valentim optou por colocar Henrique como meia aberto pela esquerda e retornar ao esquema 4-2-3-1. Essa mudança trouxe mais gás ofensivo e defensivo ao Vasco. Fabrício que apesar da participaçao no gol, foi o ponto baixo da tentativa de um time mais intenso e dinâmico, também saiu para entrada de Giovanni Augusto que nada acrescentou.

E num lance de brilho solitário, Maxi Lopez recupera bola em dividida e faz um belo gol de canhota, dando tranquilidade ao Gigante da Colina, tranquilidade essa que só aumentou após a expulsão de Mancuello.

Com 1 a mais, a equipe cruzmaltina rodou a bola e ocupou ben os espaços, tendo ainda pelo menos mais duas chances de ampliar, mas o ritmo foi caindo e acabou se contentando com o bom placar de 2×0.

O desafio para as próximas partidas é demonstrar algo próximo a essa partida em relação à organização, ocupação e dinâmica, para que se possa pensar em elogiar alguma evolução ou criação de identidade.

@analisevasco

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