Medo de perder ou medo de ganhar? – ANÁLISE TÁTICA DE BOTAFOGO 1 x 1 VASCO

Por Ricardo Leite

O Vasco não pode reclamar de outras competições para tirar a atenção do Brasileirão. O Vasco não pode reclamar de falta de tempo para treinar (comparando com as demais equipes brasileiras), já que tem tido semanas livres pra treinamento. Mas mesmo assim consegue não demonstrar nenhuma evolução com o passar dos jogos. O Vasco se mantém um time lento, que dá muito espaço ao adversário (principalmente para efetuar cruzamentos e finalizações), com dificuldade de ler o jogo, formar linhas sólidas, perceber ocupação do adversário na entrelinha e com bola, falta dinâmica, mobilidade, velocidade, além da famosa inspiração.

Para o clássico contra o Botafogo, Alberto Valentim fez questão de manter o seu padrão: NÃO TER PADRÃO. Não ter uma escalação ideal, um esquema ideal e nem modelo de jogo. Mais uma vez promoveu mudanças “radicais”. Utilizou Pikachu na lateral, utilizou Henrique na extrema esquerda e jogou com Fabrício como principal articulador. Mais uma vez não deu certo.

Desde o início da partida o Botafogo foi superior. Começou com mais posse de bola e explorando a frágil marcação dos laterais vascaínos, principalmente se beneficiando do duelo Luis Fernando x Pikachu, com ampla vantagem para o botafoguense. No lado direito havia um espaço enorme entre Pikachu e Luis Gustavo, permitindo passes diagonais buscando nesse espaço a ultrapassagem de alguns jogadores. Andrey também ajudava pouco, já que se concentrava em fazer a proteção pelo centro, pois Maranhão marcava bem aberto no lado esquerdo, auxiliando Ramon. Incrível como o Vasco não consegue proteger os lados do campo quando não joga com três volantes.

Além dos flancos, o Botafogo se fez superior na ocupação das entrelinhas de marcação vascaína. O cruzmaltino demonstrava um grande espaço entre a primeira e a segunda linha de quatro (Vasco defendia no 4-4-2), o que facilitava o posicionamento do adversário nesse “vácuo”, permitindo triangulações e até finalizações de média distância.

O gol sofrido foi numa indecisão e mau posicionamento da dupla Luis Gustavo e Pikachu, e podemos citar também a demora na recomposição de ambos os volantes. Após o gol, o Vasco começou a ter mais posse de bola, mas a falta de mobilidade e lentidão nos passes “engessavam” os ataques vascaínos. Mais uma vez ficou nítido a ineficiência vascaína para criar em contra ataques, pela falta de velocidade, objetividade e características da equipe. Andrey era o único jogador que conseguia verticalizar e fazer inversões de jogo buscando acelerar os ataques e as transições. O volante foi bem, mesmo tendo pecado no auxílio à Pikachu. Na base do “se joga para frente” o Vasco chegou ao empate com a raça de Máxi Lopez, uma gota de futebol num time que é um oceano de incompetência. O argentino inclusive, se mostra desacreditado em alguns lances e escolhas absurdas de seu companheiro. Uma coisa que chama atenção é que por característica, o centroavante sempre busca o primeiro pau nas jogadas de linha de fundo, mas seus companheiros nunca optam pelo cruzamento por ali.

Após os 38 minutos, o Vasco apenas com uma mudança de comportamento, conseguiu mostrar algo positivo: Com passes rápidos, objetivos e o mínimo de mobilidade, conseguiu envolver equipe alvinegra e encontrar espaços promissores dentro do campo de ataque, mas infelizmente durou apenas até o apito para finalizar a primeira etapa.

No segundo tempo, as equipes voltaram sem alterações, e novamente a equipe da casa voltou mais agressiva e organizada. Mas o jogo foi ficando truncado e a segunda etapa foi de poucas chances, pouca inspiração e menos espaços que na etapa inical. O Valentim até tentou mudar a cara do jogo com as entradas ) acertadas de Giovanni Augusto e Marrony, mas o meia conseguiu entrar e ter um desempenho ainda pior que seu companheiro Fabricio (substituído), desperdiçando contra ataques e falhando na distribuição. E o jovem atacante até buscou o jogo, mas acabou participando mais do jogo defensivo do que ofensivo (pela falta de aproximação dos companheiros). Por fim, o Vasco escapou de mais uma derrota no campeonato e não demonstrou nenhum tipo de evolução ou motivos para crer numa futura crescente.

@analisevasco

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Um comentário sobre “Medo de perder ou medo de ganhar? – ANÁLISE TÁTICA DE BOTAFOGO 1 x 1 VASCO

  1. Não podemos jogar a culpa nos jogadores, eles são isso, jogadores de 2a. Divisão, o único culpado e o presidente que os contratou, sem nenhuma ambição de fazer um time de 1a. Divisão, enquanto isso nós torcedores que sofremos e somos ridicularizados na rua, mais uma vez vemos a história de uma diretoria medíocre asfixiando nosso time

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