Uma atuação segura- ANÁLISE TÁTICA DE CORITIBA 2 X 1 JUVENTUDE

Por André Ribas

Coritiba e Juventude se enfrentaram no Couto Pereira, na sexta-feira, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B. O Alviverde paranaense venceu por 2 a 1 e fez sua melhor apresentação na competição, se mantendo próximo ao G-4. Hoje vamos analisar como foi o desempenho do Coxa na partida. 

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Coritiba controlou o jogo.

O Coxa jogou no 4-2-3-1, com seus laterais dando amplitude, meias próximos dos atacantes e com objetivo de ter a bola, propor o jogo.  No desenho tático,  Chiquinho, Jean Carlos e Parede faziam uma linha de três, com Alecsandro centralizado. 

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Segundo o professor Rodrigo Azevedo Leitão: amplitude é um princípio de ataque que correlaciona-se com a melhor distribuição geométrica “horizontal” dos jogadores na ocupação do campo de ataque. A melhor distribuição possibilita mais jogadores próximos de regiões em que pode haver sobra ou disputa de bola. Indiretamente pode propiciar “descongestionamento” do corredor central do campo, já que jogadores adversários que devem marcar tal região acabam dividindo sua atenção entre essa região e os corredores laterais do campo.

Nos primeiros minutos, se observou que o time do Juventude veio pra jogar com suas linhas baixas/médias e apostando nos contra-ataques. Já o Coritiba procurava propor o jogo com uma troca de passes rápidos, tentando achar espaços e envolver o adversário. 

Vitor Carvalho e Simião eram a base, Chiquinho procurava dobradinhas com Abner e Jean Carlos com Parede/Leandro Silva.  Já o Alecsandro jogou mais próximo dos meias, sem puxar  tanto a última linha do Juventude para frente.

Sem a bola, o time Paranaense atuou no 4-4-2, com uma marcação individual por setor (bloco médio), conseguindo anular os contra-ataques do Juventude. Logo que perdia a bola, procurava pressionar, atrasar o contragolpe e, caso não conseguisse recuperar a bola, se organizava na defesa. 

Repare como o Coritiba pressiona o portador da bola. 

Na segunda etapa, o Coritiba continuou tendo a posse e propondo o jogo.  E, em uma boa troca de passes pelo lado esquerdo,  o lateral Abner teve espaço para avançar e fazer o cruzamento para Alecsandro, que brigou com o zagueiro para abrir o placar. 

Mesmo com o gol, o Alviverde manteve apostura, não recuou suas linhas e seguiu com a bola, controlando a partida. Faltou arriscar mais passes verticais, criar oportunidades para matar o jogo.

Vale destacar a boa atuação de Alan Costa, Alecsandro (bem participativo) e Abner, jogadores que foram seguros em suas funções. 

Muda sua postura a procurar a ter a bola, mas ainda falta triangulações pelos lados, infiltrações pelo meio, um maior repertório ofensivo. Foi dado um grande passo. Argel deu ao Coritiba seu papel de mandante, de ter a bola e ser o dono das suas ações. Basta saber se ele vai seguir evoluindo. 

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