Volume de jogo não ganha jogo – ANÁLISE TÁTICA BRIGHTON 1 x 0 WEST HAM

Por Felipe Holanda

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O futebol sempre foi apaixonante por ser um esporte imprevisível e cheio de variáveis. Tudo pode acontecer. E nem sempre aquele que joga melhor sai de campo como vencedor. Foi com este roteiro que o West Ham perdeu do Brighton por 1 x 0, pela oitava rodada da Premier League. Os Hammers tiveram muito mais volume de jogo, mais posse de bola, mais finalizações e trocou quase o dobro de passes. Um gol de Murray, ainda no primeiro tempo, porém, selou o resultado a favor do Albion.

O Brighton começou a construiu a vitória assim que a escalação foi divulgada pela assessoria de imprensa do clube. O técnico Chris Hughton mostrou que iria a campo no 4-4-1-1, o que igualaria o número de homens no meio de campo do 4-1-4-1 do West Ham de Manuel Pellegrini. Com marcação zonal e pressionando a posse adversária, as Gaivotas surpreenderam os Hammers.

riComo Brighton e West Ham começaram o jogo

Com a bola rolando, foi o West Ham que buscou criar impor seu ritmo, trocando passes entre os laterais e meio-campistas. No entanto, aos poucos o Brighton ia se soltando e começou a levar perigo ao goleiro Fabianski. Ciente disso, os Hammers de Pellegrini passaram a atuar no 4-3-2-1 em alguns momentos, buscando alternativos para dar o troco e surpreender o adversário.

riWest Ham posicionado no 4-3-2-1, levando pressão do Brighton

Passando maus bocados na transição defensiva, o West Ham começou a sofrer com os contra-ataques do Brighton. Com a verticalidade do oponente, Pellegrini se viu obrigado a recuar o brasileiro Felipe Anderson, a peça mais importante de seu meio-campo, para ajudar na recomposição.

west hamEm contragolpe das Gaivotas, Felipe Anderson recua para ajudar na marcação

O maior “calo” de Pellegrini, até então, vinha sendo as subidas constantes dos laterais. Tais investidas acabavam sobrecarregando os meias de “beirada”, que precisavam voltar mais para marcação. Foi daí que nasceu o gol do Brighton. Yarmolenko foi desarmado, Zabaleta deu apoio defensivo e Kayal partiu livre pela esquerda, com apenas Mark Noble na cobertura. Kayal cruzou, Murray foi mais rápido que a dupla de zaga e apenas completou para o gol.

west hamLance do gol, com Murray esperando o passe no “funil” e Kayal em velocidade

Os israelense Beram Kayal, além de ser o “garçom” no momento do gol, foi o principal destaque defensivo do Brighton e o maior trunfo de Chris Hughton durante todo o jogo. De acordo com o Twelve Football, o meio-campista protagonizou dois bloqueios, três interceptações, quatro bolas afastadas, quatro carrinhos e sete roubadas de bola.

Premier League Stat Man @EPLStatman

Beram Kayal foi o melhor jogador d Brighton defensivamente contra o West Ham, de acordo com @twelve_football

2 Blocks
3 Interceptions
4 Clearances
4 Tackles
7 Ball Recoveries

west ham

Em vantagem no placar, O Brighton se fechou de vez na defesa, com duas linhas de quatro e apenas Murray, autor do gol, jogando mais avançado que os demais.

Do outro lado, o West Ham passou a acelerar ainda mais o ritmo do jogo em busca do gol de empate ainda no primeiro tempo e Felipe Anderson voltou a aparecer, com muita qualidade na criação de jogadas.

west hamLançamento precioso de Felipe Anderson para Zabaleta, que quase gerou o empate

Quis o destino, porém, que as Gaivotas saíssem em vantagem na primeira metade do cotejo. Na segunda etapa, portanto, o West Ham voltou com ainda mais volume de jogo, mas ainda sem substituições. Com 14 minutos, os Hammers quase igualaram a contagem após finalização perigosa do paraguaio Fabian Balbuena, que saiu à esquerda da meta de Ryan.

Até que Pellegrini resolveu ser mais ousado, colocando o atacante Michail Antonio na vaga do volante Pedro Obiang. Depois, foram as vezes das entradas de Lucas Pérez e Snodgrass, substituindo Yarmolenko e Noble, respectivamente. Mesmo assim, o Brighton permaneceu imponente na defesa e levando perigo nas raríssimas vezes que se lançava ao ataque.

Até que aos 45 minutos do segundo tempo, o West Ham encontrou a chance que precisava para deixar tudo igual. A triangulação envolvendo Pérez, Snodgrass e Arnautovic surgiu após passe de Felipe Anderson.

west hamWest Ham tenta fazer triangulação quase nos acréscimos

O austríaco saiu na cara do gol. No entanto, não pegou bem na bola, mandando por cima do alvo. Os Hammers tiveram que se contentar com a derrota, a quinta em oito jogos do campeonato inglês. Porque volume de jogo, nem sempre, ganha jogo.

@holandareporter

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