La magie de Paris – ANÁLISE TÁTICA PSG 6 x 1 ESTRELA VERMELHA

Por Alif Oliveira

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Hoje tivemos um passo de evolução importante para uma equipe que quer alcançar voos (assim como na imagem) mais altos na competição. Nesta quarta-feira (03), o PSG enfrentou dentre de seus domínios a equipe do Estrela Vermelha, que havia empatado com o Napoli dentro de casa, fazendo um jogo muito bom anulando a equipe de Ancelotti.

A equipe de Tuchel entrou com uma formação com o 4-2-3-1, esquema que vinha sendo utilizado pelo comandante na maioria dos jogos pela Ligue 1. Os primeiros minutos demonstraria o que seria a noite em Paris. A equipe começou dominando o visitante logo de cara, se impondo fisicamente e também mentalmente, coisas que por muito tempo não tínhamos visto, desde o período de Blanc.

No 1 tempo, a equipe chegou a ter posse de 71%, a equipe estava em um desempenho muito alto, teve triangulações, infiltrações muito boas por parte de Meunier, e ainda todos pressionando muito bem o portador da bola, com bastante intensidade também no perde-pressiona. Isso fez com que a equipe criasse mais chances de gols correspondidas na noite, como no segundo gol de Neymar. A volta de Verratti fez muito bem ao time, principalmente por sua verticalidade que sempre demonstra quando está atuando, Marco demonstra sempre tranquilidade com a bola no pé, isso fez com que a equipe tivesse menos ansiedade para fazer o primeiro gol.

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Neymar hoje fez uma atuação digna de seu potencial, nesta imagem acima mostramos como ele baixa para receber a bola de costas para o gol, fazendo com que ele tenha que girar sobre seu marcador e tenha a visão ampla sobre o campo, isso, certamente, exige uma intensidade física grande e principalmente agilidade, coisa que ele vem trabalhando desde sua época com Muricy Ramalho, então técnico do Santos.

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Na imagem acima, é refletido a visão que tem Neymar, ainda mais quando recebe a bola de frente para seu gol. Quando está com a bola de frente, seu jogo muda completamente com inversões e passe verticais. É uma grande novidade este posicionamento para ele, porque muitas das vezes ele tem que mudar a direção do seu corpo para não bater tanto com o corpo do adversário, ainda mais por sua pequena força física.

Mas agora voltemos um pouco para o jogo e depois voltemos ao nome da partida. A partida feita ontem, considero que foi uma das melhores da temporada. O time teve ampla vantagem em todos os setores do campo, por isso quase não sofria muito, Kimpembe levava vantagens em todos os duelos realizados e Thiago Silva defendia a área muito bem, como sempre. Com ampla segurança defensiva, o time chegava no ataque com muita profundidade e amplitude com os laterais, e sempre tentando armar triangulações nos dois lados do campo tanto com Verratti-Meunier-Mbappé pelo lado direito quanto pelo lado esquerdo com Kimpembe-Bernat-Di María, botando pressão para o time visitante. Logo aos 20 minutos, agora voltemos a falar da estrela da noite, Neymar sofreu a falta e pegou a bola, olhou para o gol, olhou para a bola, como se fosse uma criança olhando para seu primeiro brinquedo recebido, o camisa 10 abriu o placar em ótima cobrança de falta.

Neymar foi o Kevin De Bruyne de Tuchel, ficou entrelinhas e pisando em toda parte do campo, o técnico realmente viu uma visão especial no seu maior craque, viu que ele poderia render mais como “enganche” do que na ponta esquerda. Trazer Neymar para o meio aumentaria as linhas de passe e criação de jogo de seu camisa 10, viu que ele poderia ser efetivo, com mais espaço o jogador poderia realizar toda sua magia.

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É para isso deveria ter o máximo de liberdade posicional, e ele tem, por isso Di Maria cumpre a função de marcar o lateral, é para que seu camisa 10 na transição ofensiva tivesse o máximo de criatividade para produzir para a equipe. Neymar baixou muita das vezes para receber a bola, e conseguiu ser o mecanismo da equipe assim, mas pode ser que com equipes maiores, ele não consiga.

Aos 21 do segundo tempo marcaria e fecharia o placar com a obra de arte da noite. A festa estava marcada, e seria em Paris, naquela noite mágica do craque vestindo a camisa 10. E ele conseguiu produzindo, cada vez mais e mais para seus companheiros, era o menino brincando com seu pequeno brinquedo, em seu parque favorito.

Tuchel potencializou o camisa 10, está fazendo o menino se divertir em campo, porque isso talvez seja a principal essência de um jogador, Pep Guardiola diz que seus jogadores deveriam se divertir em campo, e Neymar fez exatamente isso ontem no Parc dos Princes.

Neymar finalmente encontrou um técnico em que pudesse o transformar em gênio, e a temporada diz muito sobre seu potencial, ele ainda não está em sua forma física ideal, e não deve alcançar agora, mas tem uma qualidade extrema para elevar seu jogo pois tem uma condução com as duas pernas irreparável e extrema categoria em finalizar ao gol. Agora nos resta saber se o gênio de Paris irá conseguir levar sua equipe ao grande objetivo da temporada, mas é claro, que temos uma boa evolução da equipe comandada por Tuchel.

Ici c’est Paris

@AlifOliveira14

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