A consolidação de campanhas distintas: ANÁLISE PÓS-JOGO INTERNACIONAL 2×1 VITÓRIA

Por Luiz Martins

Pela rodada do Brasileirão, o Internacional bateu o Vitória pelo placar de 2×1, em pleno Beira-Rio. Com a conquista dos três pontos, o Inter se consolida ainda mais na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro, em 2018. Já o Vitória encontra-se na zona de rebaixamento, com um ponto a mais que o Vaco da Gama.

 

Análise da Partida

2018-10-01 23_57_47-Report match_mediaposicionamento médio das duas equipes durante o jogo.

O jogo iniciou com uma desatenção da defesa colorada em lance de lateral, cruzado dentro da área. O zagueiro Emerson Santos se atrapalhou com o goleiro Marcelo Lomba, cabeceando a bola e marcando um gol contra. Desta forma a ideia inicial da equipe colorada foi totalmente alterada, mesmo que o panorama inicial fosse a de que a equipe já tivesse que demonstrar maior protagonismo, buscaria maior ímpeto e agressividade na tentativa de mudar o placar da partida.
O que se viu após o gol, foi o Vitória recuando suas linhas, buscando marcar os espaços e cedendo campo ao time colorado. O time baiano demonstrava dificuldades em acompanhar a forte movimentação e troca de posicionamento dos homens de frente do colorado, principalmente Nico López e D´alessandro, sendo auxiliados por Edenilson e os dois laterais (Iago e Fabiano), que buscavam sempre organizar a equipe desde a base da jogada.

Inter_2Nico entrelinhas, D´alessandro baixando para a construção pelo lado direito, com Edenilson e Fabiano por dentro, buscavam sempre organizar a equipe desde a base da jogada.

Demonstrando algumas dificuldades quando o time colorado buscava lançamentos diretos para Damião e Pottker, atráves de Edenilson e Victor Cuesta, o Vitória possuía efetividade nos embates mais físicos com estes jogadores no jogo aéreo e com a posse de bola, demonstrava velocidade na transição ofensiva, através de Yago, Jeferson e Fabiano, sempre buscando Neilton, que é o jogador de maior técnica do elenco, mas sendo facilmente desarmados e/ou interceptados pelos jogadores de defesa.

Mesmo com maior volume ofensivo, causando sustos ao Vitória através de bolas paradas (D´alessandro cobrou falta, que explodiu na trave), o Internacional possuía dificuldades na finalização de jogadas e também no domínio de bolas lançadas, principalmente com William Pottker, que vem sendo um jogador abaixo do que já produziu com a camisa colorada. O jogador demonstrava dificuldades em seu posicionamento próximo a área e por não ter tanto campo para desenvolver suas arrancadas características, era pouco efetivo em suas ações. Leandro Damião foi outro jogador que pouco produziu ofensivamente, limitando-se a apenas marcar a saída de bola adversária, dificultando o passe dos zagueiros para os volantes/meias, facilitando as roubadas de bola dos companheiros de meio-campo.

Na segunda etapa, o panorama da partida permaneceu idêntico ao proposto no primeiro tempo, somente com uma melhor marcação do Inter em seu campo ofensivo, roubando bolas mais próximo da área dos baianos. Aos 10 minutos, o técnico Odair Hellmann, retirou Pottker, para a entrada de Camilo, que foi muito bem na partida. Com a alteração o time ganhou mais uma opção de organização ofensiva e controle de bola, partindo do lado esquerdo para o centro, quando a bola estava do lado contrário, em partida que a posse era totalmente do time gaúcho, não havendo a necessidade momentânea de um jogador que se caracteriza pela velocidade, visto que o Vitória continuava praticando um jogo altamente defensivo, sem escape algum através de contra-ataques.

Inter_3

Camilo em campo aumentou a posse de bola colorada. Ele se deslocava da esquerda para o centro, transformando o lado direito no lado forte do Inter, abrindo o corredor esquerdo para Iago.

Em jogada que iniciou com roubada de bola de Victor Cuesta, após cobrança de escanteio do Inter, em que o time baiano teve dificuldade de sair rapidamente em contra-ataque, Edenilson conseguiu belo cruzamento dentro da área, para Damião. O centroavante demonstrou uma impulsão absurda, subindo em uma grande altura, cabeceando a bola para empatar a partida.
A partir do empate, a equipe do Vitória se viu obrigada a sair mais para o jogo. Carpegianni colocou André Lima em campo, na tentativa de ganhar um jogador de maior imposição física, para brigar com os defensores colorados, mas sem sucesso.
Lendo muito bem a partida, Odair novamente realizou alteração na equipe, sacando o autor do gol Leandro Damião, colocando Rossi, para aproveitar os espaços que o adversário iria proporcionar, utilizando sua velocidade, além de melhor a recomposição defensiva pelos lados do campo, deixando D´alessandro e Nico realizando a primeira marcação, tendo menores incumbências defensivas.
Mesmo sendo mais agressivo, o Vitória não demonstrava ter sucesso em suas ações, parando sempre na forte marcação colorada. Já o Internacional, sentiu-se mais confortável em campo e aumentou a agressividade em seus ataques, principalmente com muita velocidade, sendo bastante parado com faltas. Neste contexto o time colorado conseguiu a virada, através da conversão de um pênalti muito bem cobrado por Andrés D´alessandro, aos 41 minutos.
Com a vitória colorada praticamente concretizada, o jogo ficou altamente físico, muito em função da péssima arbitragem, tendo distribuições de cartões para ambos os lados, até o fim da partida.

@ojunomartins

 

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