Vasco Valente – ANÁLISE TÁTICA SANTOS 1 X 1 VASCO

Por Ricardo Leite

O Vasco entendeu o que disputa no campeonato, entendeu a gravidade da situação, entendeu que é preciso uma doação, uma concentração e uma atenção redobrada. Entendeu que é preciso confiar e buscar aquilo seu treinador acredita, e agora está começando a contar com a confiança dos atletas. Os erros ainda são muitos, alguns primários. O próprio treinador ainda irá errar muito, mas agora o Vasco possui estratégias traçadas e treinadas para alcançar seus objetivos. O próximo passo agora é tentar reduzir a mudança de peças e principalmente a variação sistemas muito discrepantes.

A equipe vascaína agora dificilmente marca em bloco baixo. Pode não chegar a ser alta em muitos momentos, mas a segunda linha é a que sofreu maior mudança em relação a era Jorginho. O meio campo marca mais à frente, revezando sempre um de seus componentes para compor a linha de marcação mais alta.

Falando sobre o jogo de ontem, o Vasco ainda mais desfalcado do que na partida anterior se viu na necessidade de “ressuscitar” Rafael Galhardo e Cosendey. Alberto Valentim voltou a apostar no esquema com 3 volantes e apesar de alguns erros individuais e de entrosamento, a trinca voltou a melhorar o desempenho do coletivo. O comandante vascaíno utilizou na maioria das vezes Cosendey centralizado, acompanhado por Andrey ao lado direito e Maranhão do lado esquerdo. Mas foram inúmeras vezes que o treinador ordenou a alternância entre eles. O balanço para conter os ataques laterais dos santistas acontecia de forma natural. Outro que alternava sua posição era Pikachu. Com o Santos buscando superioridade pelos flancos (forma que o Vasco sofre mais gols), Pikachu variava de lado de acordo com o que o adversário forçava a maioria de suas jogadas. O Vasco buscava concentrar sempre três jogadores para se proteger desse tipo de jogada.

Durante o 1T o Santos criava raríssimas chances reais, mas chegou ao gol pela fragilidade fisica de um jogador com bom potencial. Cosendey ao fim da primeira etapa, já estava cansado e não prestou o auxílio necessário a Henrique, dando muito espaço para troca de passes e cruzamento que geraria o gol.

A dificuldade vascaína na etapa inicial não era a marcação, nem o posicionamento, nem a ocupação de espaços nos dois terços iniciais do campo. O real problema foi a falta de efetividade, principalmente de Fabrício e Pikachu no momento de posse vascaína. O Vasco não conseguia manter a bola no campo de ataque por tempo satisfatório para criar boas jogadas, explorava pouco as entrelinhas de marcação do Santos. Rios saía muito da área para gerar espaços (pouco explorados no 1T) e construir jogadas, já que Fabrício teve pouca participação. Os volantes chegavam a frente em bloco, trabalhando com os laterais, assim como contra o Flamengo, mas não contaram com o apoio efetivo dos homens de frente.

Na segunda etapa o Vasco voltou com a mesma equipe, mas adiantou o meio campo e Valentim deixou Pikachu maia preocupado com o ataque do que com a recomposição. Ocupou o campo de ataque e começou impor seu ritmo buscando o gol de empate. Mas foi apenas quando efetuou as substituições que conseguiu ser efetivo e criar chances reais. Giovanni Augusto (mesmo perdendo muitas bolas e atrasando alguns ataques) participou de pelo menos três jogadas finalizadas. Marrony também entrou dando movimentação e infiltraçao na área.

O Vasco teve mais posse de bola no 2T e criou três grandes chances de gol contra nenhuma da equipe santista. O Vasco atacava com mais jogadores, aumentou a movimentação e o leque de jogadas. E foi dos pés de Pikachu, já como lateral, que saiu o gol de empate. Um cruzamento perfeito, nas costas do zagueiro, para infiltração inteligente de Andrés Rios que cabeceou com categoria.

O Vasco fez um jogo competitivo, compacto, organizado e que contou com boa leitura de seu treinador para melhorar dentro do jogo. Poderia ter vencido, mas somar um ponto com desempenho satisfatório frente a uma boa equipe é de se elogiar. O caminho ainda será complicado, mas as perspectivas estão melhorando. A vitória na próxima rodada é fundamental.

@analisevasco

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Um comentário sobre “Vasco Valente – ANÁLISE TÁTICA SANTOS 1 X 1 VASCO

  1. Muito boa análise. Permita discordar de uma coisa: o Henrique é o pior jogador em termos de marcação e posicionamento da defesa. A bola na trave do Santos, o zagueiro subiu sozinho, e ele deveria marcá-lo. No Gol do Santos, ele novamente estava mal posicionado, e com isso Consedey acabou se movimentando errado também.
    Abs,
    Saudações Vascaínas

    Curtido por 1 pessoa

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