Hammers de Pellegrini seguram os Blues de Sarri – ANÁLISE TÁTICA WEST HAM 0  x 0 CHELSEA

Por Felipe Holanda

Ainda antes de entrar em campo, o West Ham de Manuel Pellegrini sabia que teria diante do Chelsea uma de suas partidas mais difíceis na temporada. Isso porque, mesmo com os Hammers jogando em casa, o adversário era o favorito. O objetivo, que era segurar os Blues de Maurizio Sarri e impedir que os visitantes mantivessem os 100% de aproveitamento na Premier League, entretanto, foi alcançado com êxito.

No placar, ambos passaram em branco. Mesmo sem balançar as redes adversárias, o West Ham de Pellegrini deixou o gramado de cabeça erguida. Foi mais uma prova que o sistema tático 4-1-4-1 vem dando certo. Diante dos Blues, os Hammers mantiveram a formação, mas não puderam escalar Marko Arnautovic, que estava lesionado e deu lugar a Michail Antonio. Do outro lado, o Chelsea, completo, se postou no 4-3-3 caraterístico, abusando de ligações diretas.

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Nos primeiros minutos, era o Chelsea que dominava as ações, passando mais tempo com a posse, a essência dos times de Sarri. Com a bola, a equipe se posta com proximidade entre os jogadores. Um detalhe é a forma mais adiantada como Kanté vem jogando, enquanto o brasileiro Jorginho se mostra como o alicerce da construção ofensiva e defensiva, sendo o grande símbolo dos Blues.

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Jorginho, inclusive, foi o grande destaque do Chelsea no cotejo. Participou efetivamente do jogo de posse, com passes curtos e ligações diretas. Segundo o Twelve Football, o camisa cinco teve 180 passes (90% de aproveitamento), onze bolas recuperadas, dois carrinhos e três chances criadas.

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Premier League Stat Man @EPLStatman

Do outro lado, ciente da superioridade adversária, o West Ham se viu obrigado a se organizar na defesa e sair no contra-ataque. Foi assim que criou a chance mais clara do primeiro tempo, que veio com Antonio. Na transição ofensiva, Yarmolenko arrancou em velocidade, “pisou” na área e rolou para o camisa 30, que só não abriu a contagem graças à uma grande defesa de Kepa.

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Na segunda metade do jogo, o West Ham voltou na mesma construção, com densidade nas duas primeiras linhas e marcação temporizada. Com isso, o Chelsea passou a ser ainda mais perigoso e Morata só marcou porque Fabianski evitou o gol, literalmente, com o rosto.

Já perto dos minutos finais, o West Ham teve a chance que precisava para sair de campo com a vitória. Robert Snodgrass, que substituiu o brasileiro Felipe Anderson, lançou com precisão na área, Yarmolenko que conseguiu ajeitar o corpo, mas cabeceou à esquerda da meta dos Blues.

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Depois disso, os times administraram o jogo, com o Chelsea dominando a posse de bola e levando mais perigo. Mas o confronto de Pellegrini com Sarr, apesar de movimentado, terminou com o placar em branco.

@WHTaticas

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