Um empate com dois lados – ANÁLISE TÁTICA SÃO PAULO 1 x 1 AMÉRICA-MG

Por Pedro Galante

No único jogo do sábado (22), o São Paulo recebeu o América no Morumbi em busca dos três pontos que garantiriam a liderança independente do resultado do Internacional.

O América veio a campo a fim de frustrar esse plano, usando uma estratégia bem defensiva. O técnico Adilson escalou o Coelho em um 4-4-2, sem nenhum atacante de origem, o que reflete bem como o time mineiro estava disposto a sacrificar o jogo ofensivo para se defender.

Aguirre também levou a campo um time modificado, sem a presença de seus pontas Everton e Rojas, o uruguaio teve que deixar de lado a aposta na velocidade para um jogo mais cadenciado e de controle. O time contou com a volta do zagueiro Rodrigo Caio, que atuou como lateral e permitiu uma variação ofensiva muito interessante.

Com a bola, o São Paulo se organizava em uma espécie 3-5-2 torto, com Rodrigo Caio formando o trio de zaga pela direita, Reinaldo virando um ala, Liziero criando superioridade por dentro e Nenê e Diego Souza bem móveis a frente.

ibraLiziero formando um trio no meio, Rodrigo Caio junto dos zagueiros e Reinaldo aberto pela esquerda. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Apesar do tricolor ocupar o campo de ataque com muitos jogadores, isso não gerou oportunidades de gol, pois o América se defendia de forma magnifica, com duas linhas de quatro sempre sustentadas e um bloco muito compacto. Além disso a dupla mais a frente – para não dizer de atacantes – pressionava a saída de bola sempre que possível.

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Além do mérito dos mineiros, a falta de chances do São Paulo também se explica por um meio campo pouco dinâmico seja nos passes ou nas movimentações. As melhores chances surgiram de cruzamentos e bolas paradas. Não à toa, o gol chegou em um lance de bola parada. Nenê cobrou falta tabelando com Reinaldo e cruzando para Diego Souza chegar sozinho nas costas dos zagueiros e marcar em um cabeceio preciso. Um banho de agua fria no América!

Adilson voltou para o segundo tempo com o atacante Wesley, deixando seu time mais ofensivo. O São Paulo voltou o mesmo, só que menos preocupado em atacar, satisfeito com o resultado. Com 15 minutos, Aguirre fez duas alterações: Régis e Trellez, no lugar de Everton Felipe e Liziero.

ibraTrellez gerando profundidade, Régis aberto pelo lado e Diego Souza ajudando na construção. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

A ideia era dar mais velocidade pelo lado direito com Régis, e uma referência com Trellez, para deixar Diego Souza ainda mais móvel. O comportamento acomodado com o time não mudou, nenhuma chance foi criada.

Vinte minutos depois o América chegou ao empate com Matheuzinho, de rebote após uma falha coletiva da defesa do São Paulo. Rodrigo Caio é obrigado a sair para dar o bote, a bola é cruzada e Anderson Martins hesita ao tentar fazer uma linha de impedimento, o América consegue a finalização e no rebote, Matheuzinho marca.

Aguirre colcou Gonzalo Carneiro para buscar o empate, mas a equipe estava abalada e bagunçada e não criou perigo algum. O jogo terminou empatado, com gosto de vitória para o América e de derrota para o São Paulo.

@Pedro17Galante

Foto destaque: Paulo Whitaker

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