Resumo tático – PREMIER LEAGUE 2018/19 (Matchweek 5)

Por Felipe Henry

Esquemas utilizados: (4-3-3 – 6x)

Liverpool, Chelsea, Crystal Palace, Manchester City, Fulham e Manchester United.

(4-4-2 – 3x)

Bournemouth, Burnley e Southampton

(4-2-3-1 – 3x)

Arsenal, Leicester e Everton.

(4-4-1-1 – 2x)

Cardiff e Newcastle.

(4-1-4-1 – 2x)

West Ham e Brighton.

(4-3-1-2 – 1x)

Tottenham.

Outros esquemas utilizados:

(3-4-3 – Huddersfield/ 3-4-2-1 – Wolverhampton/ 4-2-2-2 – Watford)

Na terra da Rainha e dos wingers, o 4-3-3 foi o esquema mais utilizado na 5ª Rodada da Premier League, privilegiando recursos como drible, velocidade, infiltração e finalização; Sadio Mané, por exemplo, teve mais uma bela atuação para ajudar o Liverpool a vencer o Tottenham em Wembley, com sua imprevisibilidade; Já Hazard, anotou um hat-trick na goleada do líder Chelsea sobre o Cardiff em Stamford Bridge.

Em Manchester, nenhuma novidade: Leroy Sané e Raheem Sterling seguem em bom nível tanto atuando abertos nos momentos de transição, quanto como opções na área na intensa movimentação ofensiva dos comandados de Pep Guardiola contra o Fulham.

Sem esquecer que Wilfried Zaha novamente foi decisivo para o Palace com seu movimento natural de receber aberto pela ponta canhota e buscar a infiltração na área, com triangulações ou mesmo na jogada individual, como na jogada do gol da vitória.

Finalmente, precisamos falar do Bournemouth. Além da grande vitória e do início de temporada animador, a eficiência em ter um time altamente reativo e veloz na fase ofensiva chama a atenção principalmente pela ótima fase do escocês Ryan Fraser, que acaba sendo a alternativa mais freqüente no ataque, até por ser um jogador de muita movimentação, agilidade e que busca triangulações para conseguir criar boas chances para a sua equipe.

POSSE DE BOLA:

  1. Chelsea – 76%
  2. Arsenal- 64%
  3. Manchester City – 64%
  4. Manchester United – 58%
  5. Wolverhampton – 58%

Tem sido cada vez mais nítido como os Blues assimilaram rapidamente o estilo Sarri de atuar. Mesmo saindo atrás do placar e enfrentando mais uma retranca (Dessa vez, um 4-5-1 do defensivista Neil Warnock), contou com uma atuação inspiradíssima de Eden Hazard para assumir a liderança da Premier League. Por outro lado, mesmo longe de atuarem bem, Jorginho e Kanté juntos completaram mais passes do que todo o time do Cardiff (141 x 133), com o ítalo-brasileiro sempre na base da jogada e com Giroud fundamental para quebrar a marcação com seu movimento de pivô.

Confira na imagem abaixo do canal RPF, como Giroud estica a perna para conseguir fazer o pivô para Hazard finalizar e marcar o gol da virada em Stamford Bridge:

ibraFoto/Divulgação: RPF

Vale destacar a presença dos Gunners no “Top Five”, atingindo uma alta porcentagem de posse como todos os times que enfrentaram o Newcastle de Rafa Benítez. A boa notícia foi a boa atuação de Mesut Özil atuando aberto pelo flanco direito e buscando o jogo pelo meio, mostrando sua já conhecida boa visão de jogo e capacidade de quebrar linhas com seu passe em profundidade.

Um time que dominou a partida territorialmente e em ações ofensivas, mas não conseguiu converter isso em uma vitória mais ampla foi o Wolverhampton. Mais de 500 passes trocados mesmo com a talentosa dupla Moutinho/ Rúben Neves sem estar em uma tarde tão inspirada, tendo no também português Diogo Jota, sua principal referência criativa, sendo um fator de desequilíbrio pelo flanco esquerdo do ataque.

FINALIZAÇÕES:

  1. Wolverhampton – 30
  2. Manchester City – 28
  3. Chelsea – 18
  4. Liverpool – 17
  5. Everton – 16

Não, você não leu errado. Os Wolves finalizaram 30x ao gol (20 dentro da área) e os Citizens, 28 (18 dentro da área). Somando 58 tentos à metas adversárias, possuem sete finalizações a mais que os outros três times do “Top-Five”, podendo interpretar esse domínio de duas formas diferentes:

A primeira, mostrando como ambos se impuseram diante de seus adversários como mandantes. Os lobos aproveitando a proposta mais conservadora de Sean Dyche e os atuais campeões pela incontestável superioridade técnica e já conhecida ocupação no campo ofensivo.

A segunda mostra uma boa qualidade na criação, mas com deficiências na definição. Os comandados de Nuno Espírito Santo, em específico, contaram com Diogo Jota, Matt Doherty e o brasileiro Léo Bonatini com três finalizações cada, além do mexicano Raúl Jiménez, que finalizou cinco (três no alvo). Já o City, mesmo com os 3-0, não deixou Pep Guardiola totalmente satisfeito por desperdiçar muitas oportunidades e teve em Sterling, o líder em chutes a gol, com quatro tentativas.

Confira nas imagens abaixo, como os Wolves atacam a área do Burnley.Doherty avança pela direita, Raúl se desvencilha da marcação e consegue antecipar-se e concluir:

ibra

ibraFoto/Divulgação: RPF.

Vale destacar como o Liverpool é intenso mesmo fora de casa. Pressiona e força o erro dos adversários, buscando acelerar e chegar à área para finalizar. Foram 17 tentativas contra o Tottenham, 14 dentro da área e 10 no alvo. Destaque para Sadio Mané, líder no quesito com cinco remates, três no alvo.

Confira na imagem do Análises Futebolísticas, como foi o 4-3-3 do City:

man city 4-3-3Foto/Divulgação: @AFutebolisticas

Desses cinco, o único que não venceu foi o Everton que parece sentir muito a ausência de Richarlison, suspenso pela expulsão contra o Bournemouth na terceira rodada. Walcott e Calvert-Lewin, pontas do time de Marco Silva, estiveram abaixo do esperado e não conseguiam sequer escapar da marcação para conseguir concluir em gol e para piorar, tanto Tosun quanto Niasse não estavam inspirados, somando cinco finalizações e apenas duas no alvo (Todas do centroavante turco).

DESARMES:

  1. Watford – 18
  2. West Ham – 14
  3. Everton – 13
  4. Leicester – 12
  5. Liverpool/ Manchester City – 11

O surpreendente Watford perdeu a invencibilidade para o Manchester United, mas ainda mostrou um bom desempenho da dupla Will Hughes/Doucouré que juntos somaram sete desarmes em 100% das tentativas, ocupando bem os espaços no meio-campo e com a proposta de pressionar, roubar a bola e conseguir a ligação direta para o ataque.

Confira na imagem de Caio Alves, como o Manchester United utilizou Fellaini numa linha de cinco homens na defesa. Uma proposta mais conservadora potencializou a boa atuação de Chris Smalling, que inclusive marcou um gol:

ibraFoto/Divulgação: @CaioAlves

Declan Rice e Felipe Anderson foram fundamentais para a primeira vitória dos Hammers na liga, somando sete desarmes na partida. O interessante é perceber que além de ser um jogador que acelera e cria, Felipe também consegue ajudar bastante na fase defensiva, o que só beneficia a movimentação de Arnautovic e Yarmolenko na referência do ataque.

TIME DA RODADA:

Regras para a seleção de destaques da rodada:

  1. O esquema será sempre funcional. Ou seja, priorizará o jogo ofensivo e isso pode acarretar em deixar um ou outro jogador de fora, já que tentarei escolher pelo menos um jogador de cada partida.
  2. A posição natural do jogador será respeitada aqui. A não ser que ele venha desempenhar outra função na partida e seja um desequilíbrio fundamental para a vitória de sua equipe. Caso contário, será priorizado como ele atua normalmente na liga.
  3. Critérios utilizados para a escolha – Goleiros: Defesas difíceis, Clean Sheet e uma atuação que garanta a vitória; Laterais: Desarmes, aproveitamento em passes e cruzamentos e eventuais participações em gols; Zagueiros: Desarmes, duelos e interceptações, menos faltas cometidas e melhor aproveitamento nos passes; Volantes – Os mesmos critérios para a escolha dos zagueiros, com o acréscimo da participação na transição ofensiva nas jogadas que terminem em gols; Meias-Centrais: Aproveitamento nos passes, duelos vencidos e finalizações; Pontas/Wingers – Dribles, cruzamentos, duelos vencidos (1 x 1), finalizações certas e aproveitamento nos passes; Centroavantes: Finalizações certas, gols e aproveitamento nos passes;
  4. Em caso de jogos adiados, os jogadores das equipes não serão incluídos na seleção de destaques.
  5. Na escolha do técnico, será avaliado o desempenho de sua equipe na rodada dentro de uma proposta de jogo funcional. Em caso de uma rodada onde os times que optam por um jogo reativo e mais defensivo saiam vencedores, o processo de escolha será de preferência aos treinadores dessas equipes.

Esquema escolhido: 4-3-3.

ibra

@Lipe_Henry

#AprendemosJuntos!

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