O Bahia vence, mas não convence! Olho Clínico: Bahia 2-1 Botafogo

Por Michel Corbacho

O Bahia recebeu o Botafogo pela fase das Oitavas de finais da Copa Sul-Americana. O tricolor contava com um triunfo diante da sua torcida para ter tranquilidade no duelo de volta no Rio de Janeiro. O triunfo foi conquistado, porém o desempenho da equipe foi o que decepcionou a torcida tricolor.

O Bahia iniciou a partida como lhe és característico quando atua na Fonte Nova: pressionando! Logo de cara – aos três minutos de jogo – Ramires abriu o placar, marcando o seu primeiro gol como profissional. O tricolor baiano seguia na pressão e tivera oportunidades para ampliar, mas sem sucesso.

Então, a partir dos 25 minutos o jogo mudou de figura e foi o Botafogo quem ditava as rédeas da partida. O alvinegro carioca perdeu Léo Valencia, lesionado, mas ganhou em velocidade pelos flancos com a entrada de Luiz Fernando.

Lances de perigo, sobretudo explorando as bolas alçadas, aproveitando as constantes falhas de marcação do sistema defensivo do Bahia, o mau posicionamento dos zagueiros e velocidade pelos lados. O Botafogo só não contava com a bela partida realizada pelo goleiro Douglas, além da trave que salvou os donos da casa em duas oportunidades.

O sistema ofensivo do Bahia, se não fosse por Ramires, não conseguia incomodar a defesa do Botafogo. Zé Rafael, principal jogador do “esquadrão”, esteve novamente abaixo do esperado, assim como Edigar Júnio – atuando de “falso 9” – com muito pouca inspiração.

O Botafogo dominou o meio de campo, controlou a partida em sua boa parte, teve maior posse de bola, criou as melhores chances de gol e finalizou por mais vezes no jogo. O alvinegro carioca teve 51% de posse de bola, com 17 finalizações – 12 delas no alvo.

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A maior posse de bola do Bahia em campo foi pelo flanco esquerdo. Superioridade na faixa central, porém uma queda brusca desses números no ataque pelo setor. Isso revela o baixo desempenho de Zé Rafael na partida. O “camisa 10” esteve pouco efetivo no ataque – nenhuma finalização no embate – e não chamou a responsabilidade para criar as jogadas ofensivas.

Nem a entrada de Vinícius por Zé Rafael fez com que o Bahia evoluísse no futebol apresentado em campo. O Botafogo, dominante do meio de campo, demonstrou uma forte intensidade, o que contradiz as características do meio-campista Vinícius do Bahia.

Logo, tornou-se incompreensível a entrada de Vinícius no jogo, desde que, se a ideia de Enderson Moreira era buscar o controle e a manutenção da posse, ao deslocar o Ramires para a ponta esquerda e deixar Vinícius centralizado, o Bahia acabou perdendo ainda mais intensidade pelo centro, aumentando assim o espaço entre os volantes da equipe para o meio-campista.

Por fim, o resultado final foi de uma grandiosidade para o tricolor, mesmo com o gol sofrido em casa que pode se tornar critério de desempate na partida de volta. Uma atuação desastrosa diante da sua torcida que acende o sinal de alerta no Bahia para a sequência da temporada.

@michelcorbacho

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