Início frenético – ANÁLISE TÁTICA LIVERPOOL 3 x 2 PARIS SAINT-GERMAIN

Por Daniel Klabunde e Alif Oliveira

E foi como todos esperavam, uma estréia frenética entre Liverpool e PSG nesta terça-feira, pela primeira rodada do grupo C da Champions League. O Liverpool como de costume, com sua intensidade na marcação e transição, e o PSG se defendendo, tentando manter a posse e arriscando nos contra-ataques.

Foram 15 minutos de pura pressão dos Reds na defesa parisiense, a qual Tuchel armou para efetuar uma saída de 3, com Marquinhos recuando entre os zagueiros, e Di Maria recuando para servir de armador. Por muitas vezes pudemos ver Di Maria na intermediária defensiva tentando buscar a bola para iniciar as jogas. Movimentação que não surtia muito efeito, pois os comandados de Klopp igualavam o número de jogadores na defesa parisiense, forçando o lançamento direto.

ibraSaída de 3 do PSG, com Di Maria recuando
Pressão no PSGLiverpool igualando o número de jogadores na defesa parisiense, com Milner e Wijnaldum fazendo perseguições, enquanto Henderson fica na sobra

E como escrevemos no pré jogo (Link do pré-jogo), o Liverpool se utilizou muito dos laterais nas subidas ao ataque, principalmente o lado direito, estratégia usada para conter um pouco as subidas de Neymar, fazendo com que o brasileiro recuasse mais para ajudar na marcação e consequentemente diminuindo o poderio ofensivo. E a jogada do primeiro gol se iniciou pelo lado direito com um cruzamento de Arnold, que acabou passando por todo mundo e sobrou para Robertson, de primeira, cruzar na cabeça de Sturridge (que substituiu muito bem Firmino) para abrir o placar.

ibraLiverpool mais o lado direito para atacar

Fonte: WhoScored

Após o primeiro gol o Liverpool diminuiu um pouco a sua intensidade, dando campo para o PSG e trabalhando mais em cima da sua transição rápida, mas sempre utilizando as laterais. Outro ponto a destacar é o meio campo dos Reds com Henderson, Milner e Wijnaldum fechando muito bem os espaços, não deixando Di Maria, e por vezes Neymar, trabalhar a bola pelo meio, tanto que o empate veio depois de um passe errado de Salah no meio campo.

Desde a temporada 1961-62 o Liverpool não vencia os seus 6 primeiros jogos somando todas as competições disputadas, um dado que eleva ainda mais a moral e confiança do time, que agora vira suas atenções para a Premier League, e tenta manter a sua invencibilidade na temporada.

Paris Saint-Germain

A derrota, muita das vezes necessária para uma equipe se dar conta da sua realidade, e ontem o PSG deu-se conta da sua, tanto dentro de campo quanto fora. Tuchel entrou com o tradicional 4-3-3 abdicando do 4-3-1-2 que vinha jogando na Ligue 1 recolocando Neymar na ponta esquerda onde o jogador não tem sua melhor versão ou rendimento como pode se dizer e com Marquinhos fazendo a função de primeiro volante juntamente com Rabiot que fez mais uma partida abaixo da expectativo e com Di Maria que pouco oferecia para a equipe. A equipe começou bem os primeiros 15 minutos, suportando toda a pressão do Liverpool, mas que não oferecia tanto perigo ao gol defendido por Alisson.

Klopp havia montado uma armadilha para a equipe do PSG. Decidiu diminuir a pressão e dar campo para o adversário para pressionar, fechar suas linhas de passe, se mantendo compacto e recuperando rapidamente para acionar seu trio de ataque comandado por Salah e Mané. O PSG de Tuchel apresenta um plano mais coletivo do que na última temporada com Unai Emery, que era um time cheio de estrelas, mas sem nenhuma noção de como fazer para vencer os jogos que tinham pela frente, com o novo técnico já se tem ideais na mente dos jogadores em curso. Movimentação, variação de jogadas, busca por triangulações e um coletivo menos dependente de seu poderoso trio de ataque. Tem uma ideia em que os três acrescentem para a equipe para que possam potencializar ao máximo suas qualidades e habilidades coletivas. Os gols feitos pela equipe foram por meio de vontade, mas sem nenhum padrão tático para isso.

Mas tem uma coisa em que o time não desapegou de seu antigo treinador ainda, o time continua a defender mal sua área e ficar exposto em meio as transições feitas por equipes como o Liverpool.

Isso se dá a falta de um meio campista mais defensivo que foi tanto pedido por seu atual técnico e que não foi atendido pela diretoria do clube. A gestão de Antero Henrique, diretor esportivo, é completamente ruim, onde se foi gasto mais de 400 milhões de euros em dois extremos como Neymar e Mbappé e não ser investido nenhum dinheiro para reforçar as carências do clube, talvez o domínio da equipe em um campeonato não tão competitivo como a Ligue 1 não tenha feito abrir os olhos da diretoria, que passam temporadas não se tendo planejamento para conquistar a maior competição da Europa. A cada temporada, a questão parece se tornar mais fundamental: o que é o PSG? Qual seu projeto afinal?

@dktricolor e @AlifOliveira14

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