Ante a Roma, o Real Madrid foi o espelho de Lopetegui – ANÁLISE TÁTICA REAL MADRID 3 x 0 ROMA

Por Caio Alves 

ibraO protagonista da partida [Real Madrid]

Estreando na Champions League 2018-2019, o Real Madrid, em seus domínios, se impôs e fez com que a Roma pouco oferecesse na partida. Tendo Isco Alarcón como homem do jogo, o time espelhou a ideologia de seu comandante, seja nos aspectos bons ou ruins.

Em boa parte do jogo, o time de Eusebio Di Francesco ofereceu muito pouco campo ao Real, além de manter suas linhas compactas e regar a fase defensiva de encaixes e pressão ao portador à partir seu campo. Entretanto, não foi o bastante, visto que seu adversário fez uma partida quase que perfeita.

Contradizendo a partida contra o Athletic Bilbao, no último sábado, o time de Julen Lopetegui soube se impor, ser regular do início ao término e dominar o adversário como nunca antes visto com o novo treinador. Já possuindo marcantes características, o Madrid, na mesma plataforma e valorizando a posse de bola – sobretudo pelo chão –, manteve seu jogo posicional. Com os laterais dando amplitude total e posicionando-se em campo rival, o time executou uma saída de 3, com Casemiro recepcionando jogo.

Mais à frente, além de Bale-Benzema formando um ataque bastante móvel, Isco foi totalmente chave no sistema de jogo. Com suas diagonais desde a esquerda e opções de passe na base, o espanhol, ao lado de Modric, condicionou o jogo e dominou as entrelinhas.

O único problema, talvez – grave e constante, porém –, tenha sido a transição defensiva, algo visto nas últimas partidas e na Espanha do próprio Lopetegui. Por vezes, a Roma, utilizando o jogo mais transicional, viu-se em superioridade numérica nos contragolpes executados. Ainda que a equipe italiana tenha sido displicente nas tomadas de decisão, viu Varane-Ramos, solitários, precisando dominar o tempo-espaço, enquanto os laterais demoravam a recompor.

No jogo posicional e mais propositivo, é um tanto quanto comum que, no início de suas implantações, as transições defensivas ofereçam riscos e prejuízos à equipe. O que preocupa é que, com o treinador, o problema parece ser constante e incorrigível, visto sua Espanha no Mundial, por exemplo.

ibra

ibraScouts da partida [SofaScore]

Ainda assim, se levarmos em consideração a boa partida defensiva da Roma, é um tanto quanto injusto priorizar somente o placar. Da mesma forma, torna-se injusto se não valorizarmos o recital do atual campeão europeu. Quem não tem a ver com isso é o torcedor, que vê sua equipe jogar bem, vencer com propriedade e demonstrar, ao menos nesse início, capacidade para manter a hegemonia.

@CaioAives

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