Em jogo travado, Sansão termina em empate – ANÁLISE TÁTICA SANTOS 0 x 0 SÃO PAULO

Por Pedro Galante e Charlton Júnior

A Vila Belmiro recebeu o clássico SanSão, com o Santos vindo em um crescente e o São Paulo interessado em assumir a liderança.

O São Paulo não contava com seus dois laterais direitos, Bruno Alves e Régis, respectivamente lesionado e suspenso; mas teve a volta de um jogador muito importante, o ponta Everton. O São Paulo divulgou a escalação antes do jogo, e a grande surpresa foi a presença de três zagueiros: Anderson Martin, Arboleda e Bruno Alves.

No entanto, dentro do jogo o time de Aguirre não jogou com uma linha de três defensiva. A linha de quatro foi mantida, com Arboleda na lateral direita, principalmente para vigiar o garoto Rodrygo.

ibraArboleda acompanhando o garoto Rodrygo. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

O Santos sabia da capacidade de contra-ataque tricolor, por isso se dispôs em campo mais uma vez no 4-4-2 bem estruturado, com muita velocidade pelos flancos com os jogadores Rodrygo e Dérlis Gonzales, com Alison e Diego Pituca fazendo a proteção da defesa (essa que completa mais uma partida sem tomar gol, já são 8 no total), deixando Pato Sánchez livre para preencher os espaços principalmente pelo lado direito como de costume.

ibraCuca em entrevistas recentes relatou o “caos” que era enfrentar o Santos na Vila Belmiro, principalmente devido a mobilidade do time e a sua capacidade de trocar posições para confundir o adversário. Agora no Santos, ele abusa dessas jogadas dos laterais por dentro.
ibraMais uma ação do Dodô “pisando” na área aparecendo sozinho para cabecear pra fora.

Apesar do reforço pelo lado direito São Paulino com o Arboleda, Rodrygo ainda venceu 8 dos seus 14 duelos, das 5 tentativas de dribles, venceu 3 e teve a principal chance do jogo em seus pés justamente ganhando a jogada em cima do equatoriano, Santos deixou escapar dois pontos preciosos.

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O São Paulo se defendia com suas habituais duas linhas de quatro, negava espaços e não permitia a finalização adversária. No entanto, mostrava muito dificuldade em encaixar seus contra-ataques, seja por erro de passe ou intervenção santista. É preciso apontar o posicionamento de Diego Souza, que saiu muito da área. É uma movimentação que faz sentido, uma vez que confundiria os encaixes da defesa armada por Cuca, mas por várias vezes os jogadores de lado forçavam cruzamentos, quando não havia ninguém na área. Algumas das partes não estava de acordo com o que fora planejado.

ibraDiego Souza saindo da área. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Ainda no primeiro tempo, Diego Aguirre foi forçado a fazer sua primeira substituição. Everton sentiu a coxa e deu lugar a Liziero.

No segundo tempo, o São Paulo voltou mais disposto a atacar. Liziero aparecia junto de Jucilei e Hudson e Nenê flutuava a partir da esquerda. De fato, o São Paulo teve mais a bola, diminuiu um pouco a pressão santista, mas não levou perigo algum ao gol de Vanderlei.

ibraSão Paulo no ataque. Liziero aparece por dentro, formando um tripé com Hudson e Jucilei; enquanto Nenê joga na ponta esquerda, com liberdade para cortar para dentro. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Diego fazia uma partida muito fraca e deu lugar a Trellez, que pouco acrescentou também. Ambas as equipes se mostravam muito cansadas e não conseguiam criar perigo algum. Rojas sentiu dores e deu lugar a Everton Felipe, outro que acrescentou pouca coisa. Pelo lado do Santos, Cuca promoveu a estreia do Felipe Cardoso, centro avante que veio da Ponte Preta que pouco mostrou e também a entrada de Bruno Henrique, que não conseguiu ainda ser efetivo como outrora.

No finalzinho do jogo, o São Paulo conseguiu uma falta bem próxima a área. Nenê acertou a barreira, o Santos arquitetava um contra-ataque, as o arbitro interrompeu a partida – o que irritou a todos: torcedores, jogadores e o técnico Cuca. No final das contas foi um clássico muito travado.

Agora o São Paulo espera pelo resultado de Internacional x Chapecoense e começa a pensar no próximo confronto, frente ao América, já que pode não contar com Rojas e Everton. Vale o empate, pela soma de um ponto em um clássico disputado, mas para o seguimento da disputa pela taça é preciso somar mais pontos, principalmente em jogos desse calibre. O Santos enfrenta a equipe do Cruzeiro no próximo domingo, em Belo Horizonte, estando envolvido em outras competições a equipe mineira pode até utilizar um time mais alternativo, teoricamente, favorecendo a equipe Santista.

@Pedro17Galante e @chaarltonjunior

Foto destaque: Ivan Storti/ Divulgação Santos FC

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