Em constante evolução – ANÁLISE SANTOS x PARANÁ E PRÉ-JOGO DO CLÁSSICO

Por Charlton Júnior

A ideia quando o Santos fechou com Cuca para substituir Jair Ventura, era que ele livrasse o clube da situação em que se encontrava, e fizesse o que o ex-técnico não fez com 7 meses de trabalho. Com pouco mais de 1 mês no comando, o time da Vila Belmiro (que vive imerso em uma briga política) ganhou uma nova cara, um futebol que se encaixa melhor com a sua história.

No último domingo (09), os meninos da Vila foram ao Paraná enfrentar o desesperado Paraná, o Santos com alguns desfalques (um deles o selecionável uruguaio Pato Sánchez) foi a campo com um time misto. As principais novidades da escalação foi a entrada de Yuri e Bryan Ruiz no meio campo, e Bruno Henrique que retornou ao time titular no lugar do poupado Rodrygo.

Com o famigerado camisa 10 em campo, o Peixe foi um time bastante burocrático, apesar de ter o controle da partida (indo para o vestiário com 73% de posse de bola) pouco assustou a meta do time Paranaense, chegando até sofrer um susto com uma bola na trave. No segundo tempo, o técnico Cuca fez uma alteração que mudou o jogo, promoveu a entrada de Rodrygo e adotou uma postura mais reativa, em mais uma noite inspirada de Gabriel Barbosa.

Outrora grande problema do time, hoje, uma grande virtude, a defesa do Santos não toma gol a 7 jogos. Com as lesões de Lucas Veríssimo e Luiz Felipe, o jovem Robson Alves (ou Robson Bambu), tem dado conta do recado e atuando como experiente, demonstrando bastante segurança e tranquilidade ao lado de Gustavo Henrique. A boa fase da defesa, potencializou o modelo reativo preterido por Cuca no momento do jogo, tanto é que, os gols saíram em jogadas de contra-ataque. Neste final de semana, o Santos recebe o São Paulo na Vila Belmiro que promete estar lotada.

O que esperar do Santos?

Até o reino mineral sabe o quanto a torcida do Santos quando está empolgada empurra o time, e transforma a vida do adversário num verdadeiro inferno, em contrapartida, não aceita menos que o tão falado “DNA OFENSIVO”. A provável escalação do Santos será o que vem sendo utilizado nos últimos jogos: Vanderlei, Victor Ferraz, Robson Alves, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Diego Pituca e Páto Sanchez; Rodrygo, Dérlis Gonzales e Gabriel Barbosa. Na teoria um 4-3-3, que por muitas vezes pode variar para o 4-1-4-1 (com Alison fazendo o “cabeça da área”), ou para o 4-4-2 (Rodrygo fazendo pressão ao defensor adversário junto com o Gabriel).

Com a volta do importante Páto Sanchez, o Santos ganha muita força pelo lado direito numa associação entre ele, Victor Ferraz e Dérlis Gonzales, pelo lado esquerdo, Dodô e Rodrygo poderão dar o “tom”. Movimentação é a palavra de ordem do time da Vila desde que Cuca chegou, diante disso, Gabriel vem sendo uma engrenagem fundamental na máquina santista, “puxando” a marcação, saindo da área, roubando bolas, dando opção de passe e espera-se que ele repita as boas atuações.

O momento defensivo do Santos, não deve fugir do que vem sendo apresentado, por certo, será a marcação individual característica do treinador, geralmente no 4-4-2.

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As associações pelos flancos certamente aparecerão, buscando superioridade numérica e explorando os talentos individuais.

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O Santos segue em busca de objetivo maiores, por hora, briga pelo G-6, mas como disse o lateral direito Victor Ferraz, a palavra é ambição, e os meninos da Vila passo a passo vão galgar posições melhores na tabela.

@chaarltonjunior

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