Resumo tático – Premier League 2018/19 (Matchweek 4)

Por Felipe Henry

Esquemas mais utilizados: (4-2-3-1 e 4-3-3)

4-2-3-1 (4 – Leicester/ West Ham/ Arsenal/ Everton)

4-3-3 (4 – Liverpool/ Fulham/ Chelsea/ Manchester United)

4-4-1-1 (2 – Brighton/ Burnley)

4-4-2 (3 – Crystal Palace/Southampton/ Cardiff City)

Demais esquemas (1x) – 5-4-1 (Huddersfield) 3-4-2-1 (Wolverhampton) 3-1-4-2 (Tottenham) 3-4-3 (Bournemouth) 4-2-2-2 (Watford) 5-4-1 (Newcastle) 4-1-3-2 (Manchester City)

Posses de bola:

  1. Manchester City – 78%
  2. Arsenal – 73%
  3. Chelsea – 72%
  4. Tottenham – 66%
  5. Fulham – 59%

Manchester City, Chelsea e Arsenal passaram dos 70% de posse para impor os seus estilos de jogo posicional, mantendo sempre uma pressão para retomar rapidamente a bola e manter a equipe no campo de ataque.

Porém, o Arsenal não conseguiu mostrar uma transição defensiva de qualidade ao ceder muitas finalizações para o adversário (14, sendo 10 dentro da área), em uma partida que teve 73% de posse mesmo fora de casa, diferente do Manchester City que sofreu um gol no raro momento de desatenção (uma das três finalizações cedidas), mas pouco precisou desarmar para manter o jogo sobre seu domínio contra um adversário que foi ao Etihad na intenção de sofrer poucos gols.

O Chelsea de Sarri não teve Jorginho como seu principal “passador” com 73 passes ao todo (ainda mantendo uma altíssima média de 92%), tendo os seus dois zagueiros como líderes no quesito (Rudiger – 88/ David Luiz – 87) para fazer o número total de passes ultrapasse a casa dos 600 e assim vencer mais uma retranca que se apresentou nessa primeira parte de Premier League.

Já Tottenham e Fulham não venceram. Os Spurs esbarraram na falta de qualidade na definição das jogadas (atuações ruins de Kane e Dele Alli) e no mau posicionamento nas bolas paradas defensivas; Já o Fulham, teve dificuldades na transição ofensiva e mesmo com a boa atuação de Jean Seri (58 passes – 92%), não atuou bem pelo lado direito.

Quem mais desarmou?

  1. Huddersfield – 21
  2. Wolverhampton – 17
  3. Leicester – 16
  4. West Ham – 15
  5. Tottenham – 15

O Huddersfield teve Philip Billing como seu principal destaque no quesito ao conseguir quatro desarmes dentre cinco tentados, além de 11 duelos vencidos e o seu gol de cabeça; Já os lobos, não apresentaram um modelo de jogo reativo e conseguiram ser superiores em sua proposta mesmo na casa do adversário, contando com as boas atuações de João Moutinho e Jonny Castro (O espanhol com cinco desarmes e onze duelos vencidos);

O Leicester vem numa nova roupagem sob o comando de Claude Puel ao mostrar um jogo mais propositivo, se possível no campo do adversário, mas sem abrir mão da pressão para retomar a posse com uma forte marcação, onde Wilfred Ndidi é um dos mais importantes para essa estratégia ser bem sucedida (quatro desarmes contra o Liverpool, líder do quesito entre os Foxes), mas longe de ser suficiente contra o intenso time dos Reds.

Quem mais finalizou?

  1. Manchester City – 24
  2. Chelsea – 24
  3. Manchester United – 21
  4. Crystal Palace – 20
  5. Southampton – 19

Após um baixíssimo nível de qualidade nas finalizações mostrada nas partidas contra Brighton e Tottenham, o Manchester United de José Mourinho dominou a partida no Turf Moor com sua melhor atuação até aqui na temporada, contando com o doblete e a boa atuação de Lukaku (cinco finalizações – quatro no alvo); O curioso é ver como o Crystal Palace consegue criar chances, mas mostra visível dificuldade para conseguir converter isso em gols (13 dentro da área – sete para fora), com o agravante que é a péssima fase de Christian Benteke (seis finalizações – quatro para fora).

TIME DA 4ª Rodada:

Regras para a seleção de destaques da rodada:

  1. O esquema será sempre funcional. Ou seja, priorizará o jogo ofensivo e isso pode acarretar em deixar um ou outro jogador de fora, já que tentarei escolher pelo menos um jogador de cada partida.
  2. A posição natural do jogador será respeitada aqui. A não ser que ele venha desempenhar outra função na partida e seja um desequilíbrio fundamental para a vitória de sua equipe. Caso contário, será priorizado como ele atua normalmente na liga.
  3. Critérios utilizados para a escolha – Goleiros: Defesas difíceis, Clean Sheet e uma atuação que garanta a vitória; Laterais: Desarmes, aproveitamento em passes e cruzamentos e eventuais participações em gols; Zagueiros: Desarmes, duelos e interceptações, menos faltas cometidas e melhor aproveitamento nos passes; Volantes – Os mesmos critérios para a escolha dos zagueiros, com o acréscimo da participação na transição ofensiva nas jogadas que terminem em gols; Meias-Centrais: Aproveitamento nos passes, duelos vencidos e finalizações; Pontas/Wingers – Dribles, cruzamentos, duelos vencidos (1 x 1), finalizações certas e aproveitamento nos passes; Centroavantes: Finalizações certas, gols e aproveitamento nos passes;
  4. Em caso de jogos adiados, os jogadores das equipes não serão incluídos na seleção de destaques.
  5. Na escolha do técnico, será avaliado o desempenho de sua equipe na rodada dentro de uma proposta de jogo funcional. Em caso de uma rodada onde os times que optam por um jogo reativo e mais defensivo saiam vencedores, o processo de escolha será de preferência aos treinadores dessas equipes.

Alex McCarthy (GOL – Southampton)

Com suas seis importantes defesas, foi fundamental para a primeira vitória dos Saints na temporada, principalmente pelas chances cedidas ao Palace até mesmo dentro da área. Um valioso Clean Sheet.

Kyle Walker (LD – Manchester City)

Fundamental na vitória dos Citizens ao marcar o gol decisivo. Além disso, ao atuar mais por dentro, fez com que Mahrez atuasse aberto e assim formando uma espécie de “pirâmide” na transição ofensiva.Também obteve um desarme, um corte, uma interceptação e dois duelos vencidos.

Confira na imagem de Ícaro Caldas,um exemplo do posicionamento do City no início da transição ofensiva:

city wm 2A chamada Pirâmide de Pep: Laterais por dentro e wingers abertos dando amplitude. Foto/Divulgação: @King_Frames.

Craig Catchcart (ZAG – Watford)

Autor do gol da vitória de virada, Catchcart ainda obteve 11 cortes, três interceptações e dois desarmes, fundamental para liderar um sistema defensivo que enfrentou a difícil missão de parar o qualificado ataque dos Spurs. Ainda venceu seis duelos dentre os nove que disputou.

David Luiz (ZAG – Chelsea)

Já David vem sendo uma importante arma no início da transição ofensiva dos Blues, atingindo o chamativo número de 86 passes certos, além de vencer cinco duelos, conseguir dois desarmes e cinco cortes para manter a defesa do Chelsea mais segura. Além disso, importante destacar como foi uma alternativa válida em uma partida onde Jorginho, principal articulador da equipe, esteve bem marcado.

Confira na imagem abaixo um exemplo do posicionamento do ataque dos Blues nos lançamentos de David Luiz. Cenário se repetiu algumas vezes na partida realizada no Stamford Bridge:

ibraKanté centralizado entre Morata e Willian no 3×3. Lançamento visava acionar o brasileiro. Foto/Divulgação: Nouman.

Marcos Alonso (LE – Chelsea)

Na “Era Sarri”, Alonso é importante pelo papel tático que cumpre. Diferente do ala que fecha uma linha de cinco na fase defensiva, Alonso dá suporte a Hazard pelo lado esquerdo do ataque e muitas vezes pisa na área quando ataca por dentro, como no lance do segundo gol, onde deu a assistência para o gol de Hazard. Além disso, foram cinco cortes, quatro duelos vencidos e cinco finalizações.

ibraMarcos Alonso pisa na área e faz a assistência para Hazard infiltrar e finalizar.Foto/Divulgação: Uni TV.

Phillip Billing (VOL – Huddersfield)

Com muita movimentação na partida, sendo longe de um jogador que se limitou ao posicionamento defensivo, Billing destacou-se com 11 duelos, quatro desarmes e três interceptações, além de marcar um raro e importante gol do HUD nesse início de temporada, fundamental para sair do Goodison Park com um ponto.

João Moutinho (MC – Wolverhampton)

No talentoso meio-campo dos Wolves, liderou a equipe com seus 61 passes certos (93%) e com bom desempenho nas bolas longas (cinco de sete tentados), dois desarmes e seis duelos vencidos. Em uma partida complicada contra um West Ham que contou com as boas atuações de seus dois zagueiros, foi importante para manter o controle da partida no comando dos lobos.

Jean Seri (MC – Fulham)

Mesmo que o Fulham tenha permitido a reação do Brighton no Amex Stadium após abrir o 2 -0 no 1T, Seri teve mais uma boa atuação, principalmente por ser o responsável pela assistência para o primeiro gol, anotado por Andre Schurlle. É um jogador de ótima visão de jogo e que na região central do campo, consegue liderar a sua equipe na transição ofensiva. Concluiu a partida com 58 passes certos (92% – dois decisivos), quatro passes longos, dois desarmes e quatro duelos vencidos, o que mostra que também desempenha bem a função defensiva.

Alexandre Lacazette (PD/ATA – Arsenal)

Certo, Lacazette atuou mais como um “centroavante” , mas também atua bem no lado direito do ataque. Difícil imaginar uma vitória dos Gunners contra o Cardiff no último domingo sem a presença do francês. Autor de um gol e de uma assistência para o gol de Aubameyang, Lacazette se movimenta bastante no último terço para confundir a marcação, tornando o sistema ofensivo mais dinâmico. Além disso, finalizou cinco vezes (quatro no alvo) e deu três passes decisivos.

Confira na sequência de imagens abaixo, o movimento inteligente de Lacazette no terceiro gol do Arsenal em Cardiff:

ibraPrimeiro, Laca se desloca a frente do defensor e ao invés de ficar parado, sinaliza a Torreira que está em movimento e onde quer o passe do uruguaio, que entrou muito bem no 2T. Foto/Divulgação: We Are The Arsenal.
ibraPor estar em movimento, fica mais difícil para a defesa do Cardiff interceptar o passe e mais fácil para o francês aproveitar o espaço. Foto/Divulgação: We Are The Arsenal.
ibraMesmo com o defensor do Cardiff se esticando para evitar o chute, Lacazette tem espaço e ângulo para fazer um belo gol e dar a vitória ao Arsenal. Foto/Divulgação: We Are The Arsenal.

Romelu Lukaku (ATA – Manchester United)

Com dois gols em quatro finalizações, Lukaku novamente mostrou ser um camisa 9 all-star, estando longe de ser um centroavante que se prende a área, participando do jogo até mesmo na intermediária para buscar a bola e, após a expulsão de Marcus Rashford,conseguiu puxar contra-ataques e segurar a posse no campo ofensivo.

Sadio Mané (PE – Liverpool)

Mané foi o principal destaque no King Power Stadium por fazer o gol da vitória dos Reds, mas também pela boa participação no “jogo sem a bola”, com nove duelos vencidos, dois desarmes, um corte e uma interceptação. Além disso, em uma partida que Firmino e Salah renderam abaixo, Sadio Mané foi o mais produtivo no sistema ofensivo do Liverpool, fazendo uma boa dupla com James Milner.

Confira no vídeo abaixo, uma análise sobre a difícil vitória do Liverpool contra os Foxes fora de casa:

Técnico: Maurizio Sarri (Chelsea)

O Chelsea novamente foi o time mais eficiente da rodada. Dentro do jeito Sarri de jogar, dominou completamente o adversário e cedeu poucas chances, sabendo ser paciente e fiel a sua proposta para vencer a retranca do Bournemouth, além de conseguir superar a marcação feita sobre o trio de meio-campistas, com substituições que tornaram a equipe mais dinâmica para manter o 100% de aproveitamento dos Blues.

Confira uma análise da vitória do Chelsea sobre o Bournemouth:

@Lipe_Henry
#AprendemosJuntos!

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