Um Coritiba sem repertório ofensivo – ANÁLISE TÁTICA DE CORITIBA 2 X 1 BOA ESPORTE

Por André Frehse Ribas

Na última terça-feira, o Coritiba engatou sua segunda vitória consecutiva na Série B. Mas, apesar do resultado, o Alviverde não apresentou um bom futebol. Longe disso, teve muitas dificuldades para vencer o lanterna da competição, que não contou com alguns jogadores titulares. Hoje, irei analisar alguns pontos da partida. 

O Coritiba teve como seu esquema base o 4-1-4-1. Nos primeiros minutos, o Boa deu a bola ao Coxa, que teve dificuldades para construir suas jogadas. Isso passa muito por uma coisa: o Alviverde procura jogar mais em transição, apostando muito na velocidade dos seus extremos  no 1×1. Quando tem a bola, enfrenta um time que está postado em seu campo de defesa e precisa trabalhar a pelota para conseguir penetrar no campo do adversário. Coxa sofre com isso, não tem um repertório para trabalhar por dentro, girar a jogada, inverter o jogo e abrir espaços para avançar. 

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O Boa, que veio para jogar de forma reativa, jogou no 4-2-3-1, com uma marcação por encaixe (por setor), e conseguiu anular bem os extremos do Coritiba (Guilherme Parede e Pablo), que pouco fizeram na primeira etapa. Após o gol do Coxa, o Boa procurou ter mais a bola e, mesmo assim anulou bem os espaços e controlou o jogo, chegando ao empate. 

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O Coritiba, na primeira etapa, além de não conseguir criar, não teve vitórias individuais para desequilibrar o jogo. O Boa sempre vencia as divididas e as disputas pela segunda bola, controlando muito bem o jogo. 

Na segunda etapa, o Coxa equilibrou o jogo, começou a ter vitórias individuais e da segunda bola, criando mais chances, mas seguiu sem ter um grande repertório ofensivo. Suas chances passaram muito por ganhar uma dividida e achar um espaço na entrada da grande área, sem ser no toque de bola.

No lance do gol, foi uma das poucas jogadas que deram certo. Bruno Moraes, fez o pivô, ganhou a bola e lançou para Parede, que se infiltrou no meio da zaga, e saiu na cara do goleiro para marcar.  

Jean Carlos, meia que vem ganhando espaço nos últimos jogos, teve uma boa atuação jogando próximo da área e deve evoluir jogo a jogo. 

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O resultado foi importante, mas a atuação segue preocupante. Tcheco precisa dar uma repertório ofensivo ao time. O Coxa não pode só depender de jogadas individuais de Guilherme Parede e da velocidade dos seu extremos. Precisa saber construir e controlar o jogo.

@Andre_frehse

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