RESUMO TÁTICO – 22ª Rodada

Por Felipe Henry

GRÊMIO 4 x 0 BOTAFOGO

mwFoto/Divulgação: Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Atuando no 4-2-3-1 montado por Renato Portaluppi, o Grêmio exerceu uma pressão ofensiva para manter a posse no campo de ataque (56% e 19 desarmes), explorando os espaços cedidos pelo adversário para fazer suas já tradicionais triangulações com movimentação e velocidade para construir a vitória, contando com as boas atuações de Everton e Luan e a jornada inspirada de Jael, responsável por três das 18 finalizações do Tricolor na partida; Já o Botafogo de Zé Ricardo também foi a campo com um 4-2-3-1 e apresentou uma defesa muito desorganizada principalmente no lado direito, onde Joel Carli e Marcinho estiveram em uma tarde infeliz, além de uma transição ofensiva que inexistiu tanto em lançamentos quanto em passes curtos.

Confira na imagem abaixo de Daniel Klabunde, um exemplo da como o Grêmio pressionou e forçou o erro na defesa botafoguense:

mwFoto/Divulgação: Daniel Klabunde/MW Futebol.

mwNúmeros de Jael na goleada do Grêmio sobre o Botafogo na Arena do Grêmio.

VITÓRIA 1 x 0 AMÉRICA-MG

Armado no 4-2-3-1 por Paulo César Carpegiani, o Vitória fez um jogo baseado em passes curtos para aproveitar a vantagem numérica e apresentou uma transição defensiva mais segura, o que ocasionou em um jogo proposicional (57%) com 22 finalizações, sendo 15 dentro da área, contando ainda com as boas atuações de Erick e Léo Ceará, com muita movimentação no setor ofensivo; Já o Coelho de Adilson Batista foi a campo com um 4-1-4-1 e teve sua transição ofensiva completamente prejudicada com a expulsão de Rafael Moura, onde o 1T foi de criação nula, prejudicado pela má atuação de Luan pelo lado esquerdo.

VASCO 0 x 3 SANTOS

Montado taticamente no 4-2-3-1 por Alberto Valentim, o Vasco apresentou problemas em seu sistema tático que apresentou uma transição ofensiva lenta e uma defesa espaçada, mesmo assim conseguiu criar chances, mas voltou a apresentar falhas na definição das jogadas (17 finalizações – 10 para fora) e mesmo assim pouco conseguiu entrar na área e acertando o alvo apenas uma vez; O Santos de Cuca foi a campo com um 4-2-3-1 fez um jogo de pressão ao portador para retomar a posse (13, com destaque para Diego Pituca, com quatro) e as boas atuações da dupla Robson Bambu/Gustavo Henrique (16 dos 37 cortes conseguidos na partida) com uma transição ofensiva que melhorou após a entrada de Derlis González, já que Rodrygo e Eduardo Sasha faziam um bom jogo, contando com a excelente noite de Gabriel Barbosa, com seu hat-trick.

Confira na imagem de Flávio Kavalo, o posicionamento inteligente de Gabriel Barbosa nos dois primeiros gols marcados, além da assustadora desatenção defensiva vascaína:

mwFoto/Divulgação: Flávio Kavalo.
mwNúmeros de Gabriel Barbosa na vitória do Santos sobre o Vasco no Maracanã.

CORINTHIANS 1 x 1 ATLÉTICO-MG

mwFoto/Divulgação: Clube Atlético Mineiro.

Armado no 4-2-3-1 por Osmar Loss, o Corinthians tentou fazer um jogo muito mais direto do que baseado em passes curtos, mas apresentando problemas na construção ofensiva muito pela fraquíssima atuação de Ángelo Araos como principal organizador, com uma transição ofensiva que melhorou após a entrada de Matheus Vital no 2T, com destaque para os 21 desarmes conseguidos pelo Timão na partida; Já o Galo de Thiago Larghi também foi a campo com um 4-2-3-1 e sem conseguir profundidade e amplitude, teve uma transição ofensiva defeituosa pelos muitos passes errados nas tentativas de criações (10 finalizações, duas no alvo), muito pelas atuações ruins de Chará e Cazares, tendo em José Welison o seu destaque ao vencer seis dos sete duelos disputados.

FLAMENGO 0 x 1 CEARÁ

mwFoto/Divulgação: Ceará Sporting Club.

Armado no 4-3-3 por Maurício Barbieri, o Flamengo teve 64% de posse e um total de 26 finalizações (nove no alvo, 12 para fora – 14 dentro da área), mas com uma partida onde as más decisões, tanto na criação quanto na definição das jogadas, prevaleceram, onde a parte física acabou influenciando na parte técnica, onde Diego e Everton Ribeiro tiveram atuações razoáveis, sem contar a fraca atuação de Henrique Dourado no comando do ataque, sendo facilmente batido pela dupla de zaga adversária; Já o Ceará de Lisca foi a campo com um 4-2-3-1 contou com a excelente atuação do goleiro Éverson e com o sólido posicionamento do sistema defensivo (Destaque para os 11 cortes de Luiz Otávio, quatro desarmes e quatro interceptações), procurou atacar pelos flancos para explorar as costas dos laterais rubro-negros e contra-atacar com amplitude e agilidade.

mwNúmeros de Éverson na vitória do Vozão sobre o Flamengo no Maracanã.

ATLÉTICO-PR 2 x 0 BAHIA

Propondo o jogo e com muita movimentação dos homens de frente (60% de posse), o CAP foi montado em um 4-2-3-1 por Tiago Nunes e com quase 500 passes trocados, ocupou o campo do adversário e conseguindo finalizar 24 vezes ao gol (11 no alvo), mostrando força ofensiva pelo lado direito com a dupla Jonathan/Nikão e contando com a ótima atuação de Pablo e sua movimentação pelo último terço; Já o Tricolor da Boa Terra também foi a campo com um 4-2-3-1 montado por Enderson Moreira e com a fraca atuação de Léo Pelé na proteção ao lado esquerdo da defesa, teve todo o seu posicionamento prejudicado, onde principalmente no 1T, houve pouca qualidade na tentativa de criação das jogadas, mostrando sentir falta de Zé Rafael, onde houve uma leve, mas longe de ser significativa, melhora após a entrada de Nino Paraíba no 2T.

mwNúmeros de Pablo na vitória do Atlético sobre o Bahia na Arena da Baixada.

SPORT RECIFE 1 x 0 PARANÁ CLUBE

Armado no 4-2-3-1 por Eduardo Baptista, o Sport teve amplitude principalmente pelo lado direito para criar suas principais jogadas com a dupla Claudio Winck/Gabriel e apostando nos passes longos com ligação direta entre defesa-ataque para, mesmo sem fazer um grande jogo, conseguiu chegar mais ao gol adversário, em uma partida onde esteve longe de ter uma regular eficiência nas finalizações (16 ao todo, cinco no alvo); Já o Paraná atuou no 4-1-4-1 armado por Claudinei Oliveira e teve a má qualidade nas finalizações como principal destaque (15 finalizações – 10 para fora) e ao apostar nos passes longos, conseguiu encontrar espaços pelo lado esquerdo, mas mesmo contando com a boa atuação do zagueiro Cléber Reis (10 cortes), esteve longe de ter um posicionamento defensivo organizado.

mwNúmeros de Cléber Reis na derrota do Paraná para o Sport na Ilha do Retiro.

SÃO PAULO 1 x 1 FLUMINENSE

mwFoto/Reprodução: Lancenet.

Atuando no 4-2-3-1 montado por Diego Aguirre, o São Paulo teve 36% de posse baseado na desvantagem numérica ocorrida ainda no 1T, mas voltou a apresentar uma pressão interessante ao portador da bola para compensar e conseguir ocupar o campo ofensivo, com destaque para as boas atuações de Régis e Reinaldo pelos lados, sem esquecer dos 10 duelos vencidos por Rojas, a maioria no campo de ataque; Já o Flu de Marcelo Oliveira foi montado no 4-1-4-1 e mesmo com 11 finalizações, conseguiu não acertar o alvo nenhuma vez na partida, onde a posse de bola era infrutífera e muito lateral, com as más atuações de Everaldo e Kayke no terço ofensivo.

Confira nesse vídeo de Pedro Galante, uma análise sobre a importância da pressão feita pelo time são-paulino no portador da bola, no lance do gol de empate marcado por Santiago Tréllez:

CHAPECOENSE 1 x 2 PALMEIRAS

mwFoto/Divulgação: Sociedade Esportiva Palmeiras.

Atuando com o 4-2-3-1 montado por Guto Ferreira, a Chape tentou atacar com passes longos pelos lados, com mais ênfase no lado direito, mas os “wingers” Bruno Silva e Osman estiveram em uma noite infeliz, prejudicando toda uma transição ofensiva, o que não melhorou com a entrada de Agustin Doffo para auxiliar Leandro Pereira no setor ofensivo, onde mesmo conseguindo criar chances e finalizar dentro da área (11 finalizações – 10 dentro da área, duas no alvo), as limitações ofensivas voltaram a aparecer; Já o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari também foi a campo com um 4-2-3-1 e novamente apresentou um bom jogo reativo com contra-ataques com passes diretos para chegar ao ataque em um jogo muito pegado onde mesmo assim conseguiu finalizar mais vezes ao gol (12) e com 15 desarmes (destaque para Mayke – quatro).

CRUZEIRO 0 x 0 INTERNACIONAL

mwFoto/Reprodução: A Semana News.

Atuando no 4-2-3-1 montado por Mano Menezes, o Cruzeiro explorou os flancos para criar suas jogadas ofensivas, contando com a dupla Egídio/De Arrascaeta onde houve profundidade na tentativa de abrir a defesa colorada, com um baixo aproveitamento nos cruzamentos (32% – sete entre 22 tentados) e nas finalizações (19 ao todo, quatro no alvo), com uma fraca atuação de Raniel no comando do ataque, onde a maior parte das finalizações ocorreram de fora da área; Já o Inter de Odair Hellmann também foi a campo com um 4-2-3-1 e teve toda a sua estratégia ofensiva prejudicada com os fracos desempenhos de Edenílson e Nico López no lado esquerdo do ataque, onde mesmo com chances criadas houve qualidade insuficiente na hora da conclusão das jogadas, falhando oito das 14 finalizações no jogo, com o destaque para a marcação pressão que reequilibrou a partida no meio-campo.

Confira na imagem abaixo de Luiz Martins, um exemplo da marcação feita pelo Colorado:

02Foto/Divulgação: Luiz Martins/MW Futebol.

CONFIRA A SELEÇÃO DA 22ª RODADA DO SITE ESTATÍSTICO SOFASCORE:

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CONFIRA O RESUMO ESTATÍSTICO DO CAMPEONATO BRASILEIRO APÓS 22 RODADAS, FEITO POR RAFAEL MACIEL:

mwmw@Lipe_Henry

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