RESUMO TÁTICO – PREMIER LEAGUE (Matchweek 3)

Por Felipe Henry

WOLVERHAMPTON 1 x 1 MANCHESTER CITY

20180828_22080746354242Foto/Divulgação: premierleague.com

Atuando no 3-4-2-1 (que migrou para o 5-4-1) armado por Nuno Espírito Santo, os lobos usaram uma linha de cinco para limitar os avanços dos Citizens e que mesmo com 28% de posse, conseguiu criar boas chances através de um jogo direto com passes longos com a regência e visão de jogo de Ruben Neves, mas mesmo assim falhou nas finalizações (11 ao todo – apenas duas no alvo) em uma movimentação ofensiva que melhorou apenas de Adama Traoré no 2T; Já o City de Pep Guardiola foi a campo com um 4-3-3 e novamente dominou as ações tanto em posse, quanto em território ao ocupar o campo do adversário para manter a bola no ataque, mesmo com quase 600 passes trocados e 18 finalizações, enfrentou problemas na hora da definição do último passe, além do destaque negativo que foi Fernandinho perdendo duelos na região central do campo.

Confira na imagem abaixo de Ícaro Caldas, a saída sustentada do City: Laporte e Kompany avançam e ocupam o meio-campo com Walker e Mendy dando amplitude pelos lados: Pressão para manter a bola no campo de ataque:

cityzensFoto: @King_Frames

ARSENAL 3 x 1 WEST HAM

20180828_22080746354242Foto/Divulgação: premierleague.com

Atuando no 4-2-3-1 armado por Unai Emery, o Arsenal sofreu com uma transição defensiva que cedeu muitos espaços para finalizações, com destaque para mais uma má atuação de Héctor Bellerín, sem esquecer-se da nova dinâmica que os Gunners tiveram no 2T após a entrada de Lacazette que ocasionou na subida de produção de Aarom Ramsey na organização ofensiva para dar mais qualidade a posse de bola (61%) e na melhora do desempenho ofensivo (17 finalizações – 10 no alvo, oito no 2T), mesmo com uma estranha má atuação de Mkhitaryan no flanco direito; Já o West Ham teve um bizarro aproveitamento nas finalizações (13 finalizações – cinco no alvo) com uma estratégia ofensiva que até poderia dar certo devido a boa atuação de Felipe Anderson,mas as falhas no posicionamento defensivo acabaram custando caro, principalmente com a má partida dos dois zagueiros.

BOURNEMOUTH 2 x 2 EVERTON

Atuando no 4-4-2 armado por Eddie Howe, o Bournemouth sofreu para impor o seu ritmo na partida e quando conseguia pisar na área adversária, falhava nas finalizações (17 ao todo – cinco no alvo – 12 dentro da área), com uma atuação ruim de Callum Wilson, diferente de Ryan Fraser e Joshua King, responsáveis por buscar o empate principalmente pela movimentação de Fraser no lado esquerdo; Já o Everton de Marco Silva foi a campo com um 4-4-1-1 e contou com a boa partida de Michael Keane, liderando o sistema defensivo dos Toffees, mas sofrendo com o desgaste físico por ter um homem a menos durante todo o 2T, teve dificuldades para continuar a supremacia no meio-campo em um jogo que teve uma posse de bola equilibrada, mesmo com as boas atuações de Gueye e Sigurdsson.

HUDDERSFIELD TOWN 0 x 0 CARDIFF CITY

Atuando no 4-2-3-1 armado por David Wagner, o Huddersfield esbarrou em suas limitações técnicas para criar algo de positivo na parte ofensiva (58% de posse – 71% no 1T), onde Aaron Mooy encontrou dificuldades para encontrar os homens de frente, já que Van La Parra e Diakhaby atuaram muito mal pelos flancos, com uma aposta ineficiente nos cruzamentos (26 ao todo – apenas dois concluídos), onde apenas o lateral-esquerdo Terence Kongolo foi o destaque ao vencer 12 dos 16 duelos disputados na partida; Já o Cardiff do “Givanildo Oliveira da Inglaterra” Neil Warnock foi montado no 4-1-4-1 e contou com a boa atuação do zagueiro Sol Bamba (10 cortes e com oito duelos vencidos de 14 disputados) para proteger a sua área, principalmente na bola aérea, mas assim como o time mandante, teve uma transição ofensiva bem limitada ao concentrar suas descidas pelo lado direito em um jogo em que a aposta pelo jogo direto passou longe de ser produtiva com um aproveitamento inferior a 40% dos dois lados.

SOUTHAMPTON 1 x 2 LEICESTER

Armado com um 4-4-2 por Mark Hughes, o Southampton teve Elyounoussi como principal válvula ofensiva com o camisa 11 proporcionando amplitude pelo lado direito, mas mesmo assim a transição ofensiva foi prejudicada já que Ings e Redmond estiveram presos na marcação pelo meio, além das falhas nos cruzamentos (28 tentativas – seis concluídos) e finalizações (12 ao todo – cinco no alvo); Já o Leicester de Claude Puel foi a campo com um 4-2-3-1 e mesmo com a má atuação de James Maddison na organização das jogadas ofensivas, houve qualidade para criar desde o lado esquerdo com Demarai Gray, mas foi a ótima atuação de Harry Maguire que garantiu a vitória desde a sua fundamental contribuição defensiva até o gol nos minutos finais.

plNúmeros de Harry Maguire na vitória do Leicester sobre o Southampton no St. Mary Stadium.

LIVERPOOL 1 x 0 BRIGHTON

20180828_22080746354242Foto/Divulgação: premierleague.com

Foto/Divulgação: premierleague.comFoto/Divulgação: premierleague.com

Armado no 4-3-3 por Jurgen Klopp, os Reds imprimiram um forte ritmo na parte ofensiva tanto com a bola, ao acelerar com Naby Keita, Mané e Salah, quanto pressionando a saída de bola no campo do adversário no 1T de forma agressiva, em um jogo que terminou com 70% de posse, 13 desarmes, um aproveitamento de 60% nos passes longos (28 de 47 tentados) e com 22 finalizações, mas sem tanta qualidade já que apenas oito foram no alvo; Já o Brighton de Chris Hughton foi extremamente feliz na estratégia de consegui conter o ímpeto ofensivo do adversário ao jogar no 4-5-1 e tendo a ótima atuação do zagueiro Shane Duffy como destaque para liderar uma defesa que cedeu 16 finalizações dentro de sua área, chegando mais ao ataque após a entrada de Pascal Gross no 2T.

Confira na imagem abaixo de Ícaro Caldas como o Liverpool limitava as poucas ações ofensivasa do Brighton no 1T. Um claro 4-2-3-1 com Naby, Mané e Firmino formando o trio e com Salah adiantado:

liverpoolFoto/Divulgação: @King_Frames
plConfira os números de Shane Duffy na derrota do Brighton para o Liverpool em Anfield.

WATFORD 2 x 1 CRYSTAL PALACE

Armado no 4-2-2-2 por Javi Garcia, o Watford teve um foco maior de suas ações ofensivas concentradas no lado esquerdo do ataque com a dupla Holebas/Pereyra (líder de finalizações da equipe – quatro), que encontraram mais espaços no 2T após uma primeira etapa de muitos espaços cedidos ao adversário com uma recomposição lenta, onde o belga Christian Kabasele (seis cortes, seis interceptações, dois desarmes e 16 duelos vencidos em 20 disputados) foi o mais lúcido no sistema defensivo; Já o Palace de Roy Hodgson atuou no 4-4-2 e não soube aproveitar as chances criadas (nove finalizações – cinco para fora) em um sistema ofensivo que não assustava com as fracas atuações da dupla Zaha/Benteké, algo que melhorou apenas com a entrada de Max Meyer, algo que deu mais criatividade ao ataque do time que teve mais posse (57%) e mesmo assim chegou menos ao setor ofensivo.

FULHAM 4 x 2 BURNLEY

Atuando no 4-3-3 montado por Slavisa Jokanovic, o Fulham foi superior no setor ofensivo e fez bom uso de um trio que reúne velocidade, movimentação e força física em uma partida que finalizou 25 vezes (12 no alvo, 10 para fora) e teve 63% de posse, mas que não deixou de tentar os passes mais longos em direção a área, como nos lances que resultaram nos dois gols de Mitrovic, além da boa atuação de Schurlle com suas 11 finalizações, assim como Seri e Vietto, que também contribuíram muito para a presença ofensiva da equipe; Já o Burnley de Sean Dyche atuou com um 4-4-1-1 e por mais que conseguisse criar principalmente no 1T (12 finalizações – sete na primeira etapa), teve uma dificuldade enorme para retomar a bola no meio-campo e mesmo concentrando suas ações pelo lado esquerdo, sentiu a precoce saída de Gudmundsson e pouco produziu mesmo com a boa movimentação de Jeff Hendrick nas entrelinhas.

plNúmeros de Aleksandar Mitrovic na vitória do Fulham sobre o Burnley.

NEWCASTLE 1 x 2 CHELSEA

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Com uma estratégia bem definida e que quase deu certo, o Newcastle foi armado no 5-4-1 por Rafa Benítez e se defendeu de forma sólida e compacta, mas sem tanta eficiência para defender a sua área para conter o ímpeto ofensivo do adversário e sem qualquer presença ofensiva (18% de posse – duas finalizações) até a entrada de Joselu no 2T, sem esquecer das falhas defensivas que custaram a derrota dentro de casa; Já o Chelsea de Maurizio Sarri atuou no 4-3-3 e encontrou dificuldades para jogar pelo meio mesmo com o absurdo controle no geral (82% de posse – 838 passes, com aproveitamento de 92%), como no individual onde praticamente todas as jogadas passavam pelos pés de Jorginho (158 passes – 91% de aproveitamento), além da boa atuação de Eden Hazard, decisivo para abrir espaços com seus dribles (três de cinco tentados), além de ser quem mais finalizou a gol (cinco, dentre 15 do time na partida).

Confira na imagem abaixo de Ícaro Caldas, um exemplo das linhas defensivas montadas por Rafa Benítez no Newcastle:

20180828_22080746354242Foto/Divulgação: @King_Frames

MANCHESTER UNITED 0 x 3 TOTTENHAM

futFoto/Divulgação: premierleague.com

Atuando no 3-5-1-1 montado por José Mourinho, o Manchester United até teve superioridade nas finalizações e presença ofensiva (23 ao todo – 16 dentro da área), mas com um meio-campo desorganizado na fase defensiva, voltou a ceder espaços em sua defesa e com o agravante das falhas individuais cometidas, principalmente no posicionamento de seus zagueiros; Já o Tottenham de Mauricio Pochettino foi a campo com um 4-3-1-2 e além de contar com a boa atuação de Hugo Lloris, soube impor o seu ritmo no início da segunda etapa com a movimentação de seu quarteto ofensivo com destaque para Lucas Moura centralizado, aproveitando os espaços e pisando na área para conseguir seu histórico doblete (duas das nove finalizações dos Spurs no jogo), além das saídas de área de Harry Kane para o lado esquerdo.

Confira na imagem abaixo de Ícaro Caldas um exemplo de como funcionou a pressão ofensiva do Tottenham, forçando e aproveitando o erro defensivo cometido pelo Manchester United:

futFoto/Divulgação: @King_Frames.
plNúmeros de Lucas Moura na vitória do Tottenham sobre o Manchester United em Old Trafford.

Confira a Seleção da 3ª Rodada da Premier League 2018/19 do site estatístico SofaScore:

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@Lipe_Henry

#AprendemosJuntos!

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