A POSSÍVEL SOLUÇÃO

Por Iúri Medeiros

Durante a parada para a Copa do Mundo, você leu aqui que o Corinthians voltaria dessa pausa como uma incógnita. Hoje, uma palavra resume a equipe de Osmar Loss: anticompetitiva. Após algumas boas impressões que levaram a uma goleada contra o Vasco e uma classificação na Copa do Brasil diante a Chapecoense, o saldo do Timão tem sido bem negativo.

Resumidamente, pode-se dizer que os comandados de Loss têm problemas em todas as fases do jogo. O conjunto nunca teve a solidez defensiva dos tempos de Fábio Carille e tem extrema dificuldade para achar soluções ofensivas e finalizar contra a meta do adversário. E esse contexto caótico ajuda a explicar o modesto 8º lugar no campeonato brasileiro e a eliminação para o Colo-Colo na fase de oitavas de final da Libertadores.

Dito os problemas, agora é hora de falar o que vem dando certo e o que pode ser o norte da equipe em um futuro breve. Desde a lesão do Jonathas diante o Cruzeiro em Itaquera, Loss tem optado por escolher o paraguaio Ángel Romero como centroavante da equipe. No início não dá para dizer que não deu certo, já que Ángel tem boa adaptação na posição e consegue fazer essa função de 9 móvel, além de viver uma fase artilheira que não está tão acostumado. Porém, logo se vê que essa estratégia foi se desgastando e foi faltando ao Corinthians maior profundidade e definição perto da meta adversária, por isso que desde o jogo contra o Paraná a equipe tem jogado com um atacante fixo (no caso o Roger, devido a lesão do Jonathas).

É de conhecimento geral que o Roger não é nenhum atacante refinado tecnicamente, mas é inegável que nesses dois jogos como titular ele acrescentou coisas positivas ao time, que ganhou mais repertório ofensivo. Primeiramente, o Timão ganhou profundidade com seus deslocamentos nas costas da linha adversária rival, potencializando muito principalmente o passe vertical do Jadson, que como 10 tem por característica a qualidade nessa última enfiada de bola.

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Além disso, principalmente diante o Colo-Colo, foi louvável o trabalho do atacante como pivô e como alvo de ligação direta. Incomodou o jogo todo os zagueiros da equipe chilena, chamando faltas e ajudando o time a ganhar metros no campo ofensivo. Aqui vai uma sequência de jogada em que ele atrai dois defensores e deixa um espaço livre para o Fagner concluir a gol.

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O foco do texto não é defender a titularidade do Roger custe o que custar, mas sim mostrar que a ideia de ter um 9 mais tradicional (seja ele ou o Jonathas) pode fazer com que a equipe se sinta mais a vontade e se desenvolva melhor ofensivamente. É válido lembrar que o time que foi campeão paulista e brasileiro ano passado tinha seu jogo ofensivo baseado quase todo em cima do atacante Jô, que fez um excelente ano sendo essa referência ofensiva mais adiantada. Não se sabe se o Corinthians vai retomar a sua tradicional regularidade nos próximos jogos, mas ter um atacante de referência pode ajudar no processo. Dia 12/09 tem o primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil contra o Flamengo no Maracanã, tempo o suficiente para o Loss pensar a respeito.

@IuriMedeiros12

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