O AMÉRICA PODE FAZER HISTÓRIA EM 2018

mwCréditos: Estevão Germano / América

Por Davi Magalhães

O América fechou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro da Série de 2018 na 10° colocação, fora da zona do rebaixamento. Esse já é um bom sinal. Visto que em anos anteriores, o América chegou ao final de 19 rodadas do Campeonato já na zona do rebaixamento e com uma pontuação bem menor que a pontuação alcançada em 2018.

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O gráfico acima compara a pontuação do América nos anos de 2011,2016 e 2018 ao final do 1° turno. Em 2011 com e 2016 somando apenas 13 pontos no primeiro turno, o América não conseguiu se manter na elite do futebol brasileiro.

O objetivo do time é se manter na primeira divisão do campeonato, feito nunca antes alcançado. Mas olhando esses números, acredita-se que esse ano o time tem condições de permanecer na primeira divisão do Brasileirão. Para realizar esse feito, é fundamental que o América utilize bem o fator casa. Uma equipe que não pretende ser rebaixada, não pode perder muitos pontos em casa. Tem que fazer o “dever de casa”.

futComo mandante, o América somou 18 dos 22 conquistados. Usando muito bem “o fator casa”. Em 2011, a equipe conquistou apenas 7 pontos em casa ao final das 19 rodadas. 4 pontos a menos que em 2016, quando o América somou 11 pontos no 1°turno daquele ano.

A FORÇA DO INDEPA

Essa quantidade pontos somados em casa tem sido fundamental para o América no objetivo de se manter na primeira divisão do campeonato. Isso se deve muito a pressão que o time procura fazer nos minutos inicias para marcar o gol.

Quando atua em sua casa, o América começa o jogo muito ligado, muito intenso, procurando pressionar a saída de bola do adversário com o intuito de roubar a bola próximo ao gol. Atuando no “Indepa” nesse Brasileirão, o América marcou 13 gols e sofreu 9.

palAmérica pressiona o portador e fecha todas as linhas de passe dele. O objetivo era roubar a bola próximo ao gol adversário. (SporTV)

Como característica, o América prioriza o jogo direto, acelera o jogo quando tem a bola. Por isso, com essa marcação no início de jogo, a equipe conseguia criar algumas chances de gol. Visto que o adversário ficava mais longe do seu próprio gol e com poucos passes, o América finalizava no gol adversário. Foi assim que o time venceu o Sport e Vitória nas primeiras rodadas, marcando o gol antes dos primeiros 15 minutos de jogo.

Era uma das grandes características do time comandado por Enderson. Característica que Adílson Batista procurou manter. Logo na estreia do novo comandante contra o Internacional, o time começou o jogo adiantando suas linhas de marcação, pressionando a saída de bola adversária e marcando o gol antes dos 15 minutos.

No último jogo do primeiro turno contra o Fluminense, o time de Adílson conseguiu sufocar o adversário em seu próprio campo com essa pressão na saída de bola.

Jogando em casa, a média de posse de bola do time é de 47% por jogo. Número que ajuda a entender como a equipe não procura manter a posse e controlar o jogo com a bola. Diante dos jogadores que possui, o América procura trocar poucos passes, busca muito o jogo pelos lados do campo para finalizar no gol. A média do time é de 12 finalizações por jogo.

Quando o time faz o gol, não pressiona mais a saída de bola do rival. Compacta suas linhas, marcando em bloco médio, entregando a bola ao adversário e acelerando o jogo após a retomada da bola.

mwContra o Botafogo na 6° rodada, após marcar o gol, o América fez grande jogo. Se defendendo muito bem, negando espaço ao Botafogo que acertou apenas 1 vez o gol defendido por João Ricardo. (TV Globo)

O AMÉRICA FORA DE CASA

Como visitante, a estratégia adotada pela equipe é diferente. Não procura pressionar a saída de bola do adversário como faz em casa. Longe dos seus domínios, o time adota uma postura reativa. Por isso, muitas vezes joga sem centro avante. Com o Ruy jogando mais avançado no momento defensivo, e atuando como falso nove no momento ofensivo. Procurando se defender com as linhas de marcação compactas, pressionando o portador da bola e saindo em velocidade nos contragolpes. A média de posse de bola da equipe fora do Independência cai para 44% e a média de finalizações é de 8 por jogo.

A única vitória fora de casa foi contra o Santos na Vila Belmiro. Partida em que o Santos teve 73% de posse de bola e finalizou 29 vezes.

Pensando nessa estratégia, é fundamental que a equipe não dê espaço ao adversário com a bola e ainda que não chame o adversário para cima. Algumas vezes, o América começava se defendendo de forma compacta. Mas acabava recuando muito suas linhas de marcação. Isso colocava seus defensores muito próximo da própria área, chamando o adversário para cima e deixando o rival mais próximo do seu gol, e consequentemente de finalizar na meta de João Ricardo.

Outro ponto para ficar olho é quando a equipe não consegue marcar o gol antes dos primeiros quinze minutos de jogo. Contra o Fluminense, após um ótimo incio de jogo americano, a equipe baixou suas linhas de marcação e a intensidade. Com a bola teve muita dificuldade para propor o jogo e concretizar as poucas chances de gol que teve. Das 10 finalizações do time, apenas 1 acertou o gol do Fluminense.

Entretanto, se o América manter essa média de pontos conquistados. Sobretudo em casa, poderá brigar para escapar do rebaixamento e ao final das 38 rodadas somar a quantidade necessária para se manter na elite do futebol brasileiro pela primeira vez em sua história.

Em 2011, o América terminou rebaixado com 37 pontos. A campanha de 2016 foi pior, apenas 28 pontos conquistados em 38 rodadas. Se no 2°turno, o América somar 23 pontos. Um ponto a mais que somou no 1° turno, o clube termina o Brasileirão com 45 pontos somados. O famoso “numero mágico” que tem sido a pontuação suficiente para evitar a queda para a Série B.

Nas duas últimas edições do Brasileirão (2016 e 2017), o Vitória terminou o campeonato em 16° lugar. Em 2017, somou 43 pontos e em 2016 se manteve na competição somando 45 pontos. No ano de 2015, o Figueirense terminou na 16° colocação com 43 pontos, se mantendo na elite do futebol brasileiro.

Olhando esses números, o América tem condições de pela primeira vez em sua história se manter na elite do futebol brasileiro e não voltar para a segunda divisão, um ano após conseguir o acesso para a Séria A do Campeonato Brasileiro.

Como diz Adílson Batista, atual treinador do América: “Vamoaguarrdarr!”

@magalhaesDavi

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Um comentário sobre “O AMÉRICA PODE FAZER HISTÓRIA EM 2018

  1. Boa análise. Acima de tudo, o time se impõe e joga futebol. Acha isso essencial não apenas para ficarmos, mas para ganharmos torcida, ninguém quer torcer para um time que jogue algo menos do que futebol. Em 2016, fomos campeões mineiro jogando muiiiito feio, na sorte. Já em 2017 e agora jogamos FUTEBOL. Acredita América.

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