Resumo tático 20° rodada

Por Felipe Henry

PARANÁ CLUBE 1 x 1 SÃO PAULO

futFoto/Reprodução: Gaúcha ZH.

Atuando no 4-1-4-1 armado por Claudinei Oliveira, o Paraná Clube teve um bom posicionamento defensivo para neutralizar o quarteto ofensivo do líder do campeonato, mas mesmo assim conseguiu sair de campo com mais finalizações (16 x 14) e falhando na hora da conclusão devido a falta de pontaria de seus homens de frente, mesmo com mais uma boa partida de Silvinho; Já o São Paulo de Diego Aguirre foi ao relvado armado no 4-2-3-1 e encontrou dificuldades na criação principalmente pela região central do setor ofensivo, mesmo com a posse de bola no campo do adversário que pouco conseguiu entrar na área adversária, principalmente pela atuação abaixo do esperado de Everton Cardoso.

Confira abaixo na imagem de Pedro Galante, um exemplo da dificuldade do São Paulo em encontrar espaços no campo do Paraná:

palHudson tem a posse no campo ofensivo, mas se depara com a marcação encaixada do Paraná. Foto/Divulgação: Pedro Galante/MW Futebol.

BAHIA 0 x 1 INTERNACIONAL

futFoto/Divulgação: Sport Club Internacional.

Atuando no 4-2-3-1 montado por Enderson Moreira, o Bahia teve um alto número de posse (61% – sendo 63% no 2T) e de finalizações (19 ao todo – 12 dentro da área), justificando a estatística de ser o time que mais finaliza em média no campeonato, além de ser o que também mais tenta cruzamentos para a área (35 na partida da última quarta-feira), mas falhou na falta de qualidade na hora da definição, mesmo com a boa atuação da dupla Zé Rafael e Vinícius (Com Régis no 2T, formando um trio) para manter a equipe no campo do adversário, com o destaque negativo de Gilberto que errou as suas seis finalizações realizadas na partida; Já o Colorado de Odair Hellmann foi a campo com um 4-2-3-1 (com variação para o 4-1-4-1) e com um alto nível de concentração de sua dupla de zaga (Rodrigo Moledo, principalmente) conseguiu suportar a pressão do time mandante, além de contar com as boas atuações de Edenílson e Rossi para dar qualidade a transição ofensiva e na movimentação pelo lado esquerdo.

Confira no vídeo abaixo do canal Soccer 86 de Luiz Martins, o ataque posicional do Bahia contra o Internacional. Posse de bola paciente, movimentação de Zé Ricardo e Vinícius até chegar à área, onde Zé Rafael e Gilberto tiveram a chance de balançar as redes:

PALMEIRAS 2 x 0 BOTAFOGO

futFoto/Divulgação: Sociedade Esportiva Palmeiras.

Atuando no 4-1-4-1 montado por Luiz Felipe Scolari, o Palmeiras foi superior durante os 90 minutos ao ocupar o campo ofensivo, mas precisamente pelo lado esquerdo do ataque com Dudu como principal armador e mesmo com maior posse de bola (69% – chegando a 73% no 2T), só conseguiu chegar ao gol após explorar o espaço cedido pelo adversário nas entrelinhas, onde Lucas Lima entrou e aproveitou a vantagem numérica alviverde para sacramentar a vitória; Já o Botafogo de Zé Ricardo, foi a campo armado no 4-1-4-1 e embora até tenha chegado ao ataque (10 finalizações – quatro na área), priorizou o sistema defensivo, mas cedeu espaços para finalizações e se não fosse a má atuação de Miguel Borja, poderia ter saído com uma derrota mais larga até mesmo pela noite sem inspiração de Yago e Igor Rabello.

palNúmeros de Lucas Lima na vitória do Palmeiras sobre o Botafogo no Allianz Parque.

Confira na imagem abaixo de Hugo Alves, o espaço cedido pelo Botafogo que no segundo tempo foi explorado por Lucas Lima. Espaço entre as entrelinhas foi crucial para construir a vitória:

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SPORT RECIFE 0 x 2 AMÉRICA-MG

Armado no 4-2-3-1 por Eduardo Baptista, o Sport Recife ocupou o campo ofensivo e criou chances de finalizações (15 ao todo, sendo 11 de fora da área), mas contou com falhas no posicionamento e na organização defensiva, principalmente nos lances dos gols sofridos por permitir espaços para finalizações, com uma transição que não melhorou mesmo após a entrada de Fellipe Bastos para melhorar o embate físico; Já o Coelho foi a campo montado no 4-3-1-2 por Adilson Batista e além de contar com as boas atuações do goleiro João Ricardo e do atacante Luan, soube aproveitar os espaços na defesa adversária para pisar na área e conseguir a vitória (Seis finalizações, cinco dentro da área) em um jogo de posse de bola equilibrada.

palNúmeros de João Ricardo na vitória do América/MG sobre o Sport Recife na Ilha do Retiro. Fonte: Sofascore.com.

Veja na imagem abaixo, a transição errada do Sport Recife: Luan recebe de Rafael Moura e quatro defensores do Sport ficam olhando e marcando a bola, com o centroavante do América infiltrando livre na área e não sendo acompanhado por Sander, que inclusive dá condições para a finalização em posição legal.

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FLUMINENSE 1 x 0 CORINTHIANS

Armado no 4-3-2-1 por Marcelo Oliveira, o Flu contou com a amplitude de seus laterais para ter mais volume de jogo no campo ofensivo, dando mais liberdade para Sornoza se movimentar pela região central para organizar os ataques do tricolor, explorando os espaços cedidos pelo adversário após a desvantagem numérica para criar chances de finalizações (15 ao todo, oito dento da área, quatro no alvo), contando com a velocidade de Matheus Alessandro para dar mais velocidade ao setor ofensivo; Já o Corinthians de Osmar Loss foi a campo com um 4-2-4 e embora tivesse 64% de posse no 1T, pouco criava pela fraca atuação de Jádson e dos “wingers” Pedrinho e Clayson, que não encontravam espaços para avançar, tendo a transição ofensiva prejudicada após a expulsão de Ángel Romero.

GRÊMIO 1 x 1 CRUZEIRO

futFoto/Reprodução: Yahoo Esportes.

Montado no 4-2-3-1 por Renato Portaluppi, o Grêmio teve a bola (66% de posse – 70% no 2T), mas por vezes teve dificuldades para infiltrar na área adversária, principalmente pelo lado esquerdo com Cortez e Everton presos na marcação e conseguindo apenas uma finalização certa no 1T, sendo mais vertical na segunda etapa após a entrada de Alisson, tornando a equipe mais agressiva pelos dois lados e conseguindo sete finalizações dentro da área e sendo impedido de conseguir a virada pelo pênalti defendido por Fábio; O Cruzeiro, por sua vez, foi a campo no 4-2-3-1 armado por Mano Menezes optou por um jogo reativo que contou com a boa atuação de Lucas Romero (12 duelos vencidos dentre 16 disputados), mas que sofreu com um desempenho abaixo do esperado de De Arrascaeta, principalmente em um 2T improdutivo ofensivamente sem finalizações.

FLAMENGO 1 x 0 VITÓRIA

futFoto/Divulgação: Clube de Regatas do Flamengo.

Superior durante todos os 90 minutos com destaque para atuação no 1T, o Flamengo foi a campo armado no 4-1-4-1 por Maurício Barbieri e poderia muito bem ter ido para o intervalo goleando pelas muitas chances criadas graças as boas atuações do quarteto Everton Ribeiro-Paquetá-Diego-Vitinho, que dominaram a partida e mantiveram o time sempre presente no campo de ataque (64% de posse, 15 finalizações e 23 desarmes – o time que mais desarma certo no Campeonato), enfatizando os 11 duelos vencidos por Diego e as seis roubadas de bola de Vitinho, além da movimentação de Everton Ribeiro que iniciou a jogada do gol; Já o Vitória de Paulo César Carpeggiani foi a campo com um 4-3-2-1 que tentou proteger a sua área, mas novamente sofreu com o baixo nível de seus defensores que perderam o controle do meio-campo e só conseguiu criar algo no 2T após a entrada de Lucas Fernandes.

palNúmeros de Diego Ribas na vitória do Flamengo sobre o Vitória no Maracanã.

ATLÉTICO-MG 0 x 0 VASCO DA GAMA

futFoto/Divulgação: Clube de Regatas Vasco da Gama.

Montado no 4-2-3-1 por Thiago Larghi, o Atlético-MG contou com uma excelente atuação de Juan Cazares, mas mesmo com 73% de posse (Mais de 600 passes trocados) e sendo o melhor ataque da competição, passou em branco ao finalizar bastante ao gol e parou na má qualidade das finalizações (21 ao todo – 12 para fora) de seus homens de frente, mesmo desarmando 14 vezes e pressionando o adversário contra o seu campo sempre contando com a profundidade de Ricardo Oliveira; Já o Vasco de Valdir Bigode foi a campo com um 4-2-3-1 e mesmo com 27% de posse, conseguiu finalizar 11 vezes (Quatro no alvo), com jogadas criadas pelo lado esquerdo com Wágner armando a equipe do lado pra dentro, com uma estratégia de se defender e conseguir um raro jogo sem sofrer gols, com destaque para o posicionamento dos dois volantes fechando espaço pela região central da defesa.

palNúmeros de Cazares no empate do Atlético-MG contra o Vasco na Arena Independência.

Confira na imagem abaixo de Ricardo Leite, o posicionamento defensivo do Vasco diante do forte ataque atleticano na noite em Belo Horizonte: Volantes centralizados para ajudar na proteção à área.

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Confira o Resumo Estatístico do Campeonato Brasileiro 2018 após 20 rodadas, feito por Rafael Maciel:

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@Lipe_Henry

#AprendemosJuntos!

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