A queda e a confirmação de sequências: Analise pós jogo – BAHIA 0X1 INTERNACIONAL

Por Luiz Martins

No início do returno, Bahia e Internacional realizaram um jogo muito bem definido dentro de campo. O time baiano defendia sua invencibilidade pós-copa do mundo, buscando realizar um jogo priorizando a posse de bola, característica peculiar de todas as equipes do técnico Enderson Moreira. Já pelo lado dos gaúchos, o colorado tentava conquistar mais um jogo sem sofrer gols em partidas fora de casa e como consequência sua quinta vitória seguida.
Após o apito final, o time gaúcho, obteve os três pontos necessários  pra continuar sua campanha muito acima das expectativas, obtendo 41 pontos, apenas 1 atrás do líder São Paulo.
Já o Bahia deverá se focar na próxima rodada, onde enfrenta o Santos fora de casa, visando continuar com a ótima campanha apresentada desde que Enderson assumiu o comando técnico da equipe.

Análise da partida

As duas equipes se colocaram nos respectivos esquemas táticos:

2018-08-23 20_09_13-Internacional _ InStat Scout

Assistindo as partidas dos baianos, notasse como a equipe sempre busca manter a posse de bola durante todo o jogo. Neste não foi diferente. Zé Rafael buscava sempre organizar a equipe, com jogadas de perigo, se movimentando da ponta direita para o centro, sempre à frente da última linha defensiva colorada, principalmente buscando jogadas com o lateral Leo Pelé pelo lado esquerdo de ataque. Já Vinicius fazia a movimentação contrária, alterando seu posicionamento, buscando se colocar como elemento surpresa, mas sem muito efeito nesta partida. O bahia marcava com certa qualidade a saída de bola colorada, pressionando bastante os volantes colorados. Correndo poucos riscos, até ceder espaço ao Inter e Camilo quase abrir o placar da partida.

2018-08-23 19_05_22-Jogo no modo _bola em jogo_ _ InStat Scout

Rossi auxiliando Dudu na marcação do Lado forte de ataque do bahia, com Dourado e Moledo se posicionando pra fechar a entrada da área.

Com a solidez defensiva habitual, o Inter começou a subir sua marcação de forma gradativa, muito por conseguir segurar as ações de intensidade da equipe baiana.
Assim, Bahia começou a demonstrar dificuldades na marcação ao adversário e também em organizar seus ataques e vencer a forte marcação colorada. Rossi e Dudu conseguiam segurar as investidas pela esquerda dos baianos e Moledo se mostrava muito combativo contra o centroavante Gilberto, que via suas ações serem facilmente marcadas pelo defensor. Em uma desatenção da defesa, Zé Rafael conseguiu finalizar a gol:

O time colorado começou a sentir-se confortável dentro de campo, tendo Edenílson e Patrick como principais armas ofensivas, muito em função de Camilo demonstrar dificuldades de organizar a equipe aberto pelo lado esquerdo.  Dourado foi outro jogador importantíssimo na mudança de postura da equipe. O jogador demonstrou ótima distribuição de passes na base da jogada, encontrando companheiros em posições livres para levar o time à frente. Conseguindo segurar o ímpeto baiano e se organizando de uma melhor forma no ataque, mas sempre utilizando suas características de imposição física pra retomar a bola e buscar os passes longos e lançamentos, para os homens de frente, a equipe gaúcha marcou o único gol da partida:

Com o placar a seu favor, o colorado retraiu um pouco suas linhas de marcação e sentindo essa alteração, o Bahia adiantou suas linhas, principalmente o posicionamento dos laterais.

No segundo tempo, a equipe baiana demonstrou um volume de jogo ainda maior que no início da primeira etapa, praticamente encurralando o Inter em seu próprio campo.
O time gaúcho nitidamente viu seus jogadores sentirem a alta intensidade do jogo e a cada minuto que passava seus jogadores sentiam desgaste físico, pela sequência de jogos intensos que realizaram, mesmo que estejam jogando apenas uma competição apenas. Os dois técnicos realizaram trocas visando melhorar o desempenho da equipe.
Inicialmente Enderson, sacou Edigar Junio, que fora pouco efetivo dentro do jogo e colocou Régis em campo, que imprimiu melhor controle de bola, auxiliando Zé Rafael na construção, além de ser importante em retirar Dourado da frente da dupla de zaga. Isso foi um ponto importante para a organização ofensiva do Bahia, mas a dupla defensiva do Inter, formada por Cuesta e Moledo conseguia neutralizar a maioria dos ataques. Após alguns minutos foi promovida a entrada de Marco Antônio, no lugar de Vinicius, pra imprimir velocidade pelo lado direito, mas sem muito efeito.

Já o técnico Odair, fez as trocas de Rossi, por desgaste físico, em função de ter auxiliado Dudu na marcação ao lado esquerdo baiano e auxiliar também no ataque (a assistência do gol foi do jogador), , por Juan Alano, que entrou para fechar o corredor mas não desempenhou bem a função, cedendo espaços para os avanços de Léo Pelé. Com a saída de Rossi, Dudu foi retirado de campo, dando lugar a Zeca, que ainda está adquirindo ritmo pós lesão e possui melhores características defensivas do que o jovem lateral.
brenner também foi a campo, na tentativa sem sucesso de segurar a bola no setor de ataque, no lugar de Camilo, que fez uma boa partida na segunda etapa segurando a bola pelo lado esquerdo e acionando principalmente William Pottker e Edenílson.

Ainda ocorreu a entrada de Clayton pelo lado baiano, na tentativa de ser mais ofensivo, mas o alto grau de concentração da equipe colorada em defender sua área, com todo o desgaste notado, foi suficiente para garantir mais 3 pontos a equipe gaúcha.

@ojunomartins

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