Resumo tático da 19° rodada do Brasileirão

Por Lipe Henry

SANTOS 3 x 0 SPORT RECIFE

Na sua melhor atuação no campeonato até aqui, o Santos foi a campo armado no 4-3-3 por Cuca e foi superior atacando pelos lados e criando boas oportunidades para finalizar (11 finalizações, sete dentro da área), mas com problemas na conclusão das jogadas, algo que melhorou após a entrada de Rodrygo no 2T, invertendo com Gabriel Barbosa na transição ofensiva desde o lado direito; Já o Sport, armado no 4-2-3-1 por Eduardo Baptista, foi superior nos dribles (5 x 1) nos desarmes (15 x 11) e contou com a boa atuação do volante Matheus Ferreira (10 duelos vencidos em 17 disputados e duas interceptações), mas fragilizados após a expulsão, cedeu muitos espaços em sua defesa e pecou na falta de pontaria na fase ofensiva.

CORINTHIANS 0 x 1 GRÊMIO

corFoto/Reprodução: Grêmio Forte.

Armado no 4-2-3-1 por Osmar Loss, o Corinthians pouco produziu na fase ofensiva mesmo com mais posse de bola (58% – 63% só no 2T), principalmente pelo fraco desempenho dos homens de frente (Araos, Jádson, Pedrinho e Ángel Romero), onde os destaques acabaram sendo os laterais Fágner e Danilo Avelar, muito mais na fase defensiva, sem esquecer da ótima atuação do goleiro Walter que evitou um desastre pior; Já o Grêmio foi reativo no 4-2-3-1 montado por Renato Portaluppi e explorou bem os espaços no sistema defensivo corinthiano, com destaque para a boa atuação de Luan na organização das jogadas pela região central, sem esquecer o maior número de finalizações (12 x 9 – seis dentro da área) e aposta no jogo direto que acabou sendo bem sucedida para sair com a vitória.

depNúmeros do goleiro Walter na derrota do Corinthians para o Grêmio em Itaquera. Fonte: Sofascore.

ATLÉTICO-PR 3 x 0 FLAMENGO

corFoto/Reprodução: RD News.

Devastador e impiedoso com 21 minutos que definiram o resultado, o Furacão foi a campo armado no 4-2-3-1 por Tiago Nunes e foi novamente eficiente na proposta de um jogo direto e objetivo, com destaque para as boas atuações de Marcinho pelo flanco esquerdo e de Raphael Veiga nas entrelinhas, além do ótimo aproveitamento na bola parada; Já o Flamengo de Maurício Barbieri foi a campo no 4-2-3-1 e teve mais posse de bola (68%), finalizações (15 x 14), passes certos (501), dribles… Superior em muitos quesitos, mas a péssima partida do sistema defensivo desde a composição do meio-campo até a cobertura defensiva do lado direito com falhas de posicionamento custaram caro, principalmente pela desobediência tática de Willian Arão na missão de auxiliar Cuéllar na marcação.

depNúmeros de Marcinho na vitória do CAP sobre o Flamengo na Arena da Baixada.

INTERNACIONAL 1 x 0 PARANÁ CLUBE

corFoto/Divulgação: Sport Club Internacional.

O Colorado foi a campo armado no 4-2-3-1 por Odair Hellmann e foi superior durante toda a partida, com mais posse de bola (74% x 26%), finalizações (17 x 9), dribles (12 x 3) e mantendo o alto número de interceptações (12 x 9), mas principalmente com um domínio incontestável no último terço mesmo com falhas na hora da conclusão, além das atuações abaixo do esperado de Nico López e William Pottker; Já o Paraná, armado no 4-4-1-1 por Claudinei Oliveira, foi bem na proposta de fechar os espaços com uma transição defensiva inteligente que complicou muito a criatividade dos “wingers” do Inter e aposta no jogo direto para surpreender, com destaque para a movimentação constante de Silvinho pelo lado esquerdo.

BOTAFOGO 0 x 3 ATLÉTICO-MG

corFoto/Divulgação: Clube Atlético Mineiro.

Zé Ricardo armou o Fogão no 4-2-3-1 e embora tivesse bons momentos ofensivos no 1T, principalmente na aposta no jogo reativo e direto para chegar ao ataque, a forma como o time sucumbiu defensivamente na segunda etapa (Onde teve mais posse:  39% – 1T/ 52% – 2T/ 46% – Geral) custou muito caro, com muitos espaços cedidos para a infiltração dos adversários, com o destaque negativo para o lado direito com a dupla Luis Ricardo/Joel Carli; Já o Galão da Massa foi a campo armado no 4-2-3-1 montado por Thiago Larghi e contou com a ótima atuação do trio Matheus Galdezani, Yimmi Chará e Juan Cazares, liderando a transição ofensiva e explorando bem os espaços, sem contar a variação de saber jogar com e sem a bola, sempre com muita intensidade pelos flancos seja para quebrar a defesa adversária ou para ser mortal nos contra-ataques.

depNùmeros de Cazares na vitória do Galo sobre o Botafogo no Estádio Nilton Santos.

CRUZEIRO 1 x 1 BAHIA

Atuando no 4-2-3-1 montado por Mano Menezes, a Raposa fez um jogo bem abaixo do que pode render, parecendo sentir falta de De Arrascaeta para qualificar a transição ofensiva que contou com os apagados David e Robinho, algo que não melhorou após as entradas de Rafinha e Mancuello , sem contar mais uma atuação fraca de Hernán Barcos no comando do ataque, com duas finalizações pra fora dentre três realizadas; Já o Bahia de Enderson Moreira foi armado no 4-2-3-1 e fez uma boa partida no sistema defensivo com 16 desarmes ao todo, contando ainda com a boa partida do volante Gregore (11 duelos vencidos, sete tackles, quatro interceptações e dois cortes), mas falhando na transição ofensiva e voltando a falhar nas finalizações mesmo com a boa movimentação de Vinícius na região central do terço ofensivo.

VITÓRIA 0 x 3 PALMEIRAS

corFoto/Divulgação: Sociedade Esportiva Palmeiras.

Armado no 4-1-4-1 por Paulo César Carpeggiani, o Vitória novamente cedeu muitos espaços em seu sistema defensivo, mesmo com um bom número de desarmes (16 efetuados dentre 22 tentados), mas com 26 finalizações cedidas e apenas nove realizadas, sem contar os muitos erros individuais cometidos que desorganizaram ainda mais a pior defesa do campeonato; Já o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari foi armado no 4-2-3-1 e contou com a ótima atuação de Dudu, incisivo pelo lado esquerdo do ataque e sendo a referência técnica da equipe que opta pelo jogo direto e consegue abrir espaços pelos flancos até encontrar a definição do centroavante, como a jogada do primeiro gol onde Marcos Rocha encontra Deyverson livre na área.

Para entender melhor como atua o “Novo Palmeiras de Scolari”, confira o excelente post de Hugo Alves.

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AMÉRICA-MG 0 x 0 FLUMINENSE

Atuando no 4-2-3-1 armado por Adilson Batista, o Coelho optou por fazer uma marcação em linha alta e pressionando os zagueiros tricolores, falhando na hora de acertar os passes-chaves para a finalização, com Luan e Juninho fazendo um jogo abaixo do esperado e com Rafael Moura perdendo a grande chance do jogo no 1T; Já o Flu, montado no 3-5-2 por Marcelo Oliveira, conseguiu finalizar seis vezes na área do América e falhou pela falta de pontaria, mesmo com o bom jogo do trio Everaldo-Matheus Alessandro-Pedro que tinha movimentação e velocidade no terço final, mas faltava a amplitude dos laterais que não foram bem o prejudicaram a transição ofensiva.

SÃO PAULO 2 x 0 CHAPECOENSE

corFoto/Reprodução: Info Futebol.

O líder do Brasileirão foi a campo armado no 4-2-3-1 por Diego Aguirre e apesar dos primeiros vinte minutos de muita intensidade e presença ofensiva, na aposta de um jogo mais direto e veloz com Shaylon e o estreante Everton Felipe liderando essa postura mais agressiva (39% de posse de bola e seis finalizações), o time recuou e não pressionava o portador da bola, além de não conseguir contra-atacar antes da entrada de Rojas pelo lado direito, decisivo na jogada do segundo gol; Já a Chape de Guto Ferreira foi a campo armado no 4-1-4-1 e demonstrou fragilidade ofensiva, focando seu ataque pelo lado direito com Alan Ruschel e o apagado Diego Torres e contando apenas com Canteros como único lúcido para criar na fase ofensiva com infrutíferos 61% de posse de bola.

VASCO DA GAMA 1 x 1 CEARÁ

Montado taticamente no 4-2-3-1 por Valdir Bigode, o Vasco voltou a apresentar problemas na qualidade das finalizações (16 finalizações, oito pra fora, 11 dentro da área), muito embora houvesse mais presença ofensiva com Wágner realizando um bom jogo na organização das jogadas, com auxílio de Giovanni Augusto na transição ofensiva; Já o Vozão, armado no 4-3-3 por Lisca, fez uma partida segura defensivamente e optou pelo jogo direto para encontrar seus homens de frente, contando com a boa atuação de Ricardinho na região central do meio-campo, mas também com dificuldades em acertar o alvo, mesmo com um alto número de finalizações (12, sete na área).

depNúmeros de Wagner no empate do Vasco com o Ceará em São Januário.

 

CONFIRA A SELEÇÃO DA 19ª RODADA DO SITE ESTATÍSTICO SOFASCORE.COM:

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Confira o Resumo Estatístico do Brasileirão após 19 rodadas, feito por Rafael Maciel:

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@Lipe_Henry

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