Por que o treinador brasileiro não tem sucesso na Europa?

Por Caio Alves

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Durante muito tempo, nos questionamos ou assistimos, principalmente nas mesas redondas, o debate sobre treinadores brasileiros na Europa. Entre muitas vertentes, ideias e “achismos”, sempre indagamos com a mesma pergunta: “Afinal, por que é possível vermos tantos argentinos na elite do futebol mundial, enquanto nossos treinadores se limitam à cursos ao invés de se aventurarem lá fora?”.

Dando início à aventura e colecionando demissões, o treinador Paulo Amaral. Preparador físico da Seleção Brasileira nas Copas de 1958 e 1962, Paulo passou por Juventus (1962), Genoa (1964-1965) e Porto (1971-1972), mas, mesmo conquistando o vice-campeonato italiano com a Vecchia Signora, encerrou sua trajetória na Europa. Campeão brasileiro pelo Guarani, o treinador Carlos Alberto Silva deixou o Corinthians rumo ao Porto. Entre 1991-1993, venceu o Campeonato Português por duas vezes, além de conquistar a Supertaça de Portugal. Logo após, foi para o Deportivo La Coruña, onde fracassou e retornou ao seu país de origem. Treinador do Brasil na Copa de 1990, o já conhecido Sebastião Lazaroni rumou à Fiorentina em 1992, além de somar passagens por Bari (1993), Fenerbahce (1996-1997) e o Trabzonspor, da Turquia (2006). Ademais, em 2008, chegou a comandar o Marítimo, de Portugal, e levar o clube à Copa da UEFA, mas sem muito sucesso.

Com treinadores mais conhecidos e relevantes no futebol brasileiro atual, os anos 2000 também soma passagens brasileiras em territórios europeus. Abel Braga comandou o Olympique Marseille, mas por apenas 4 meses. Em 2005, Ivo Wortmann acertou com o russo Dínamo Moscou, mas, para a sua surpresa, comandou o time por 15 partidas. Em questão de títulos, o treinador Ricardo Gomes é um dos que possuem o maior currículo. Entre 1996-1998, conquistou a Copa da França e a Copa da Liga Francesa pelo PSG, além de outra Copa da Liga Francesa pelo Bordeaux, em 2007. Pelo Mônaco, nenhum êxito, além de sua demissão.

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Vanderlei Luxemburgo, Luiz Felipe Scolari, Zico e Carlos Alberto Parreira, além de mais experientes, são os mais conhecidos treinadores brasileiros a trabalharem na Europa. Em 2005, com uma passagem polêmica – e bastante criticada – pelo Real Madrid, o treinador chegou a contratar Sergio Ramos e virar motivo de chacota pelo seu portunhol nas entrevistas coletivas, sendo demitido ao final da temporada. Responsável por uma boa passagem por Portugal, somando bons resultados e o surgimento de Cristiano Ronaldo, Felipão, após 4 anos pela seleção, foi contratado pelo Chelsea, mas demitido 1 ano depois por conta das polêmicas com jogadores e maus resultados. Assim como Ricardo Gomes, Zico conquistou consideráveis títulos na Europa. Pelo Fenerbahce, entre 2006-2007, venceu o Campeonato Turco e a Supercopa da Turquia. Em 2009, o ídolo do Flamengo assumiu o CSKA Moscou, conquistando a Copa e a Supercopa da Rússia. No mesmo ano, porém, pelo Olympiakos, somou apenas quatro meses no comando da equipe russa, voltando ao Brasil. Dono de passagens por seleções – incluindo a Seleção Brasileira –, Parreira, sem sucesso, comandou o Valencia em 1994. No ano seguinte, foi campeão turco pelo Fenerbahce.

Um pouco mais atuais, Roberto Carlos, Leonardo e PC Gusmão também entram nessa lista. Após ser auxiliar-técnico no Anzhi Makhachkala, da Rússia, assumiu o Sivasspor entre 2013-2014, além do Akhisar Belediyespor, ambos clubes turcos, mas sem muito êxito. Ídolo do Milan – e atual dirigente –, em 2009 o brasileiro assumiu o comando da equipe italiana. Um ano após, passou a comandar a Internazionale, vencendo uma Copa da Itália. Em 2016, o Marítimo chegou a contratar o treinador PC Gusmão, mas o demitiu após 3 meses de péssimos resultados.

Atualmente, por mais que coloquem o idioma como o maior problema, é possível ver apenas treinadores argentinos como ponto fora da curva, uma vez que, além dos brasileiros, treinadores chilenos, uruguaios e sul-americanos em geral não tendo a mesma oportunidade. Manuel Pellegrini, hoje no West Ham, é o único chileno treinando na Europa, assim como o uruguaio Gustavo Poyet, no Bordeaux. Os que mais se destacam são os colombianos, com 4 treinadores. Entretanto, nenhum na Europa, e sim comandando seleções ou clubes americanos. Reinaldo Rueda (Chile), Hernán Gómez (Equador), Óscar Pareja (Dallas) e Wilmer Cabrera (Houston) entram na lista.

Assim como os colombianos, é possível ver muitos técnicos brasileiros em mercados intermediários, mas com apenas 3, de fato, na Europa, sendo os ex-jogadores Wender (Braga B) e Zé Maria (Tirana-ALB) e o treinador Paulo Autuori (Ludogorets-BUL). Enquanto isso, Ricardo Ferretti comanda o mexicano Tigres, Oswaldo de Oliveira se encontra no japonês Urawa Reds, Fabio Carille treina o egípcio Al Wahda e o ex-jogador Palhinha comanda o Boston City, dos Estados Unidos. Nota-se que, mesmo tendo uma superioridade numérica em relação aos outros sul-americanos, a maioria atua em menores polos.

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Por outro lado, os argentinos vencem, além da questão numérica, no aspecto intelectual, estando a maioria deles na elite mundial. Na Inglaterra, vemos Mauricio Pochettino (Tottenham) e Marcelo Bielsa (Leeds). Na Espanha, Diego Simeone (Atlético de Madrid), Eduardo Berizzo (Athletic Bilbao), Antonio Mohamed (Celta de Vigo), Mauricio Pellegrino (Leganés), Leo Franco (Huesca) e Santiago Solari (Real Madrid Castilla). Em seleções, José Pekerman (Colômbia), Ricardo Gareca (Peru) e Héctor Cúper (Uzbequistão). Ainda que Gerardo Martino (Atlanta United) e Ricardo La Volpe (Pyramids) treinem equipes do mercado intermediário, os argentinos levam considerável vantagem em relação ao resto do continente.

Além do idioma, um assunto muito enfatizado é sobre a licença e cursos feitos, sejam eles no Brasil, pela CBF, ou na Europa, disponibilizados pela UEFA. No curso da CBF, as disciplinas disponíveis são: Preparação física e fisiologia; Psicologia do esporte; Treinamento de campo; Prática e análise do treinamento de campo; Legislação esportiva aplicada; e Medicina esportiva. Além das disciplinas, existem módulos as serem cumpridos. Sendo assim, há a licença D, que permite participar de projetos sociais, a licença C (140 horas), que possibilita dar aulas em escolinhas, a licença B (185 horas), que dá a chance de comandar categorias de base, a licença A (250 horas), que possibilita a entrada no futebol profissional e, por fim, a licença PRO (370 horas), onde participam apenas convidados, treinadores da Série A e B ou técnicos que vêm do exterior e/ou principais divisões. Ademais, só é possível participar do curso caso seja profissional de educação física ou ex-atleta. Ao todo, o investimento total supera os R$ 40 mil – R$ 5.267,50 pela licença C, R$ 7.250,80 pela B, R$ 9.926,00 pela A e R$ 18 mil pela licença PRO.

O curso disponibilizado pela UEFA oferece menos carga horária em módulos específicos, mas, no geral, é superior e possibilita o trabalho em todo o continente, ao contrário da licença da CBF. Diferentemente do curso brasileiro, cada país europeu oferece o módulo que desejar, desde que sejam estudados os seguintes aspectos: Influência sobre atletas profissionais; Estilos de jogo; Análise dos principais pontos do jogo; Preparação mental; Medicina esportiva; Treinamentos especializados; Relação entre jogo e treino; Aptidão e condicionamento físico; Meios de comunicação e tecnologia; Ética e código de conduta; Gestão de negócios; Estrutura do clube; Contratos e agentes; Planejamento de descanso e regenerativo; Visitas de estudo; Trabalho prático; e Resolução de problemas. Separadas em níveis – UEFA (1° nível), Basic UEFA (2° nível), UEFA A (3° nível) e UEFA PRO (4° nível) –, as licenças da UEFA demonstram não mudar muito em relação ao da CBF.

No Brasil, os cursos são feitos nas sedes da CBF, no Rio de Janeiro – Barra da Tijuca e Granja Comary. Além disso, a confederação disponibiliza, além dos já citados, cursos técnicos alheios, como o de Coordenação Técnica, Análise de Desempenho, Identificação de Talentos, Treinamento de Goleiros e Preparação Física. Apesar de um catálogo considerável na questão de opções, os cursos da UEFA ainda se mostram superiores, sejam pelos módulos, carga horária ou oportunidade de mercado.

Dito isto, Leonardo Bertozzi, jornalista da ESPN, André Rocha, jornalista e blogueiro do UOL, Leonardo Miranda, colunista do globoesporte.com e repórter do Yahoo Esportes, e Victor Canedo, jornalista do globoesporte.com, puderam contribuir com a matéria respondendo questões sobre o tema:

Leonardo Bertozzi, jornalista dos canais ESPN.

Por que o treinador brasileiro não tem chance na Europa?

Bertozzi: Porque não é uma escola mundialmente conceituada. Temos pouca literatura especializada, pouco histórico de sucesso em grandes centros.

Por que não houve continuação no ciclo mesmo com brasileiros como Luxemburgo, Felipão e até mesmo Ricardo Gomes treinando europeus?

Bertozzi: Porque eles mostraram muita dificuldade em se adaptar a vestiários multinacionais, onde seus métodos usados no Brasil não tiveram o êxito que esperavam.

Além de Tite, qual o treinador mais capacitado para trabalhar na Europa?

Bertozzi: Neste momento, não vejo ninguém com esta capacidade. Espero que as novas gerações tenham a mente mais aberta para isso.

Mesmo tendo os cursos C, B, A e PRO, a licença da CBF possibilita comandar apenas clubes brasileiros, não valendo na Europa. Caso valesse, o cenário seria diferente?

Bertozzi: Não creio. Os técnicos preferem ficar por aqui porque ganham ótimos salários, muitas vezes acima do que mereceriam. Tanto que saem facilmente para ganhar valores astronômicos na Ásia.

Hoje, apenas Paulo Autuori (Ludogorets) se encontra treinando um clube europeu. O que ele tem de diferente dos demais?

Bertozzi: Mais coragem, apenas.

Mesmo após as Eliminatórias e Copa do Mundo no currículo, Tite não recebeu propostas, mesmo desejando, explicitamente, trabalhar em solo europeu. Por que?

Bertozzi: É bem improvável que um clube de ponta faça essa aposta diretamente, sem que ele tenha se provado em um clube menor. Técnicos argentinos já fizeram isso, os brasileiros parecem mais relutantes.

André Rocha, blogueiro do UOL.

Por que o treinador brasileiro não tem chance na Europa?

André: Em geral, por acomodação dos profissionais daqui. Tanto para adquirir fluência em idiomas quanto para abrir mão das boas remunerações daqui, no caso dos mais consolidados, e começar de baixo. Como reflexo, criou-se um preconceito lá e, na dúvida, eles preferem os argentinos.

Por que não houve continuação no ciclo mesmo com brasileiros como Luxemburgo, Felipão e até mesmo Ricardo Gomes treinando europeus?

André: Muito pelo insucesso dos dois mais consagrados. E foi um combo de problemas: comunicação, métodos de treinamento defasados, formação de patotas – no caso do Luxemburgo. As duas grandes grifes à época fecharam as portas.

Além de Tite, qual o treinador mais capacitado para trabalhar na Europa?

André: Para ser sincero, hoje tenho dúvidas até em relação ao Tite. Há um grande vazio de profissionais preparados para o mais alto nível, que é o futebol dos gigantes que disputam Champions League. Mas a Europa é bem grande e plural. Se um Roger Machado, por exemplo, quiser recomeçar num pequeno ou médio italiano tem potencial para evoluir e talvez se adeque melhor à cultura de lá.

Mesmo tendo os cursos C, B, A e PRO, a licença da CBF possibilita comandar apenas clubes brasileiros, não valendo na Europa. Caso valesse, o cenário seria diferente?

André: Num primeiro momento, não. Mas, a longo prazo poderia ser, sim. Talvez tivéssemos treinadores que nem fariam carreira aqui

Hoje, apenas Paulo Autuori (Ludogorets) se encontra treinando um clube europeu. O que ele tem de diferente dos demais?

André: Cabeça mais aberta, gosto por desafios – até se queima um pouco por isto. Também não coloca a remuneração como o mais importante e a sua revolta com a CBF e com o modus operando dos clubes daqui dificulta ficar muito tempo na nossa roda viva.

Mesmo após as Eliminatórias e Copa do Mundo no currículo, Tite não recebeu propostas, mesmo desejando, explicitamente, trabalhar em solo europeu. Por que?

André: Acredito que ele possa até ter recebido alguma sondagem, mas já havia sinalizado o desejo de ficar na seleção. Talvez por iniciativa dele nenhuma conversa tenha evoluído. Mas, é claro, os problemas da seleção na Copa certamente tiraram um pouco o hype em cima do nome do Tite.

Leonardo Miranda, colunista do globoesporte.com e repórter do Yahoo

Por que o treinador brasileiro não tem chance na Europa?

Leonardo: O principal motivo é a falta da Licença UEFA. O segundo, é a língua. O terceiro, é cultural. A Licença UEFA demora de 1 a 3 anos para ser retirada, além de exigir estágios obrigatórios em clubes europeus. Isso significa um alto custo de matrícula e também de poupança para viver no país. A maioria dos clubes de Série B, C e D, a maioria do cenário brasileiro, paga muito mal. A língua é um fator preponderante. São poucos os treinadores aqui que têm o domínio do inglês, francês, espanhol e alemão. São línguas difíceis de aprender e requerem anos de investimento e treino. É um tempo e um contexto que não permite esse aprendizado. O outro fator é cultural. Há várias diferenças de treinamento e cotidiano entre europeus e brasileiros. Esse choque de culturas é um perigo para o clube, pois o tempo de adaptação pode acarretar em derrotas.

Por que não houve continuação no ciclo mesmo com brasileiros como Luxemburgo, Felipão e até mesmo Ricardo Gomes treinando europeus?

Leonardo: Acredito que pelo mesmo motivo que não há continuação de treinadores estrangeiros no Brasil: falta de adaptação, língua, falta da Licença. Vale destacar que, até 2008, ano que Felipão treinou o Chelsea, a Licença UEFA não era obrigatória. A partir daí, treinadores brasileiros, colombianos, paraguaios e outros sem licença não conseguiram mais treinar em lugares onde a formação é obrigatória.

Além de Tite, qual o treinador mais capacitado para trabalhar na Europa?

Leonardo: Não colocaria Tite numa categoria diferente, afinal, ele é um treinador como qualquer outro. Todos os treinadores possuem capacidades e habilidades diferentes e poderiam treinar um clube europeu, asiático ou africano. A questão é entender a necessidade e o contexto desse clube. Ela casa com o que o treinador pode oferecer? O treinador entende esse contexto?

Mesmo tendo os cursos C, B, A e PRO, a licença da CBF possibilita comandar apenas clubes brasileiros, não valendo na Europa. Caso valesse, o cenário seria diferente?

Leonardo: A licença da CBF possui correlação com a licença da UEFA e está em trâmite para que seja válida. Mesmo assim, acredito que existem diferenças culturais que impedem um intercâmbio maior. O futebol brasileiro também é um cenário hostil para um treinador europeu, pois o contexto de treino, a condição sociológica do atleta e o clima são diferentes e nada disso configura como melhor ou pior: são apenas países diferentes, com culturas diferentes e que não possibilitam tanto esse intercâmbio num cenário onde se valoriza resultados rápidos.

Hoje, apenas Paulo Autuori (Ludogorets) se encontra treinando um clube europeu. O que ele tem de diferente dos demais?

Leonardo: Autuori tem domínio de várias línguas e já treinou diversas equipes estrangeiras. Inclusive começou a carreira em Portugal. Essa experiência com certeza motivou o clube a contratá-lo, além de seus empresários e o desejo de treinar no exterior.

Mesmo após as Eliminatórias e Copa do Mundo no currículo, Tite não recebeu propostas, mesmo desejando, explicitamente, trabalhar em solo europeu. Por que?

Leonardo: Não sei de bastidores, mas treinadores costumam receber sondagens e propostas quase que diariamente. Nesse caso, ele deve ter lidado com seu empresário e deixado claro que está focado no projeto com a seleção brasileira.

Victor Canedo, jornalista do globoesporte.com

Por que o treinador brasileiro não tem chance na Europa?

Canedo: Não podemos reduzir essa pergunta a um ou dois fatores. Mas, em resumo, acredito que seja pela falta de reconhecimento da licença brasileira pela UEFA + comodismo do profissional brasileiro. O estudo ainda é bastante vulgarizado por uma parcela de treinadores – e a nova geração tem o enorme desafio de vencer nesse maluco calendário e tentar abrir as portas lá fora.

Por que não houve continuação no ciclo mesmo com brasileiros como Luxemburgo, Felipão e até mesmo Ricardo Gomes treinando europeus?

Canedo: Acho que ou o treinador vai credenciado pelo trabalho numa seleção ou ele já é conhecido pela sua passagem como jogador na Europa. A porta ainda não foi aberta de vez.

Além de Tite, qual o treinador mais capacitado para trabalhar na Europa?

Canedo: Talvez, o próximo nome seja o de Sylvinho, auxiliar do Tite na Copa.

Mesmo tendo os cursos C, B, A e PRO, a licença da CBF possibilita comandar apenas clubes brasileiros, não valendo na Europa. Caso valesse, o cenário seria diferente?

Canedo: Seria uma desculpa a menos. Mas acho que ainda faltaria o treinador brasileiro ter a Europa como objetivo, batalhar e estudar por isso.

Hoje, apenas Paulo Autuori (Ludogorets) se encontra treinando um clube europeu. O que ele tem de diferente dos demais?

Canedo: A julgar pelo centro que está (Bulgária), não muito.

Mesmo após as Eliminatórias e Copa do Mundo no currículo, Tite não recebeu propostas, mesmo desejando, explicitamente, trabalhar em solo europeu. Por que?

Canedo: A Copa terminou já no início da pré-temporada europeia, com todos os clubes com treinadores já anunciados. Tite renovou por mais um ciclo e, aí sim, se fizer um bom trabalho, imagino que tenha entrada na Europa.

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Tendo em vista o debate, os aspectos e considerando todo o contexto, seja ele brasileiro ou europeu, é, de fato, complexo, principalmente quando não depende somente do clube ou treinador. Há vontade por parte do técnico, mas pode não haver possibilidade financeira. O clube europeu pode até garimpar o mercado brasileiro, como o Ludogorets fez com Paulo Autuori, mas tem tudo para barrar na licença da UEFA – ou a falta dela, no caso.

Com o país vivendo um momento político conturbado e economicamente quebrado, muitos não têm a oportunidade de pagar 40 mil reais em um curso para, aí sim, desembolsar o dobro pelo diploma da licença europeia. Evidente que os treinadores argentinos, por exemplo, encontram-se em melhor momento e capacidade, visto que muitos trabalham na elite, mas é uma via de muitas mãos, onde é necessário olhar – e tratar – tudo com muito profissionalismo.

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