Gustavodependência ataca novamente – ANÁLISE TÁTICA FORTALEZA 2 x 1 BOA ESPORTE

Por Gêra Lobo

Duelo do líder absoluto contra o lanterna, na casa do primeiro colocado e com um ótimo público. Todos esses fatores juntos era significado de vitória tranquila dos donos da casa, certo? Bom, não foi bem assim, muito pelo contrário. O Fortaleza fez um primeiro tempo com certa falta de criatividade, esbarrando na boa formatação defensiva dos mineiros, que conseguiam montar boas linhas à frente da sua área, além de conseguir defender bem suas laterais, com boas coberturas. Isso dificultava o jogo de aproximação e tabela do Leão.

No momento ofensivo, a vasta movimentação sem a bola foi vista novamente, com Ederson demonstrando seu poder fora da área, dando opção, puxando a marcação, o que servia para ativar seus companheiros, como Marlon, que passava a atuar como interior em momentos como o debaixo. Marcinho ficava na sua posição e Dodô ligado na segunda bola ou até uma ajeitada de seu companheiro.

depFoto: Reprodução

Mesmo assim, foi um primeiro tempo com algumas boas chegadas, mas sem ser o Fortaleza criativo de todo o campeonato. Defensivamente, pouco sofreu, ainda mais pela fragilidade dos visitantes. Já no segundo tempo, um erro até, de certo ponto, primário deixou a situação um pouco complicada para o Leão. Uma simples falha de acompanhamento após a tabela de Marlon e uma cobertura e posicionamento bem ruins de Tinga ocasionaram no gol do Boa Esporte. Não tira-se o mérito do finalizador, que acertou um lindo chute, mas que teve a colaboração “coletiva” do tricolor no momento defensivo.

depErro coletivo no gol sofrido (Foto: Reprodução)

Só que o gol sofrido deu uma acordada de vez no líder do campeonato. A tendência era que a dificuldade para marcar contra um time que claramente foi ao Castelão só para se defender aumentasse. Porém, essa situação adversa durou bem pouco, com Gustavo, que entrou no intervalo, marcando de cabeça. Mas o mais interessante de se perceber foi como o zagueiro Diego Jussani passou a atuar após o gol sofrido, jogando bem mais a frente que o normal. Isso serviu para que o Fortaleza tivesse vantagem númerica no lado direito do campo, atacando de forma compacta e até em blocos.

depJussani bem mais adiantado que o normal, servindo a base do início da jogada do gol de empate (Foto: Reprodução)
depNo pênalti que virou a partida, o início da jogada foi mais uma vez com Jussani bem participativo no momento ofensivo. Linhas adiantadas sufocaram o Boa (Foto: Reprodução)

O Fortaleza sofreu bastante contra o Boa, mas foi algo normal contra qualquer adversário que está na parte de baixo da tabela, exatamente pela dificuldade em conseguir marcar contra equipes bem postadas e com um ferrolho na defesa. Tudo bem, o Leão é o time que mais fica com a bola, mais troca passes e que tem um volume de jogo altíssimo. Porém, nem sempre é fácil quebrar linhas bem montadas. De uma maneira geral, o time deixou sim a desejar, mas sofreu e venceu, o que importa.

Além disso, esse jogo serviu para mostrar que a equipe necessita da fome de gol do artilheiro do Brasil, Gustavo, para alcançar seus objetivos. Além de estar numa fase iluminada, o camisa 9 traz um novo ânimo ao time. Sua movimentação sem a bola dentro da área vem sendo mortal. Mesmo que Ederson traga uma dinãmica e versatilidade mais interessante ao time, ele não tem a presença de área do Gustagol. Seria interessante um teste com os dois juntos. O que importa é que o Leão segue a passos largos rumo a primeira divisão.

@gerinhalobo_

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