Vitória maiúscula de um lado, desatenção e erros do outro – ANÁLISE TÁTICA DE ATLÉTICO-PR 3 X 0 FLAMENGO

Por André Frehse Ribas e Vinícius Melo.

No duelo de rubro-negros, o Atlético-PR se impôs e atropelou o Flamengo na Arena da Baixada. Os primeiros 20 minutos foram intensos por parte do Furacão, que conseguiu decidir e controlar a partida. Já o Flamengo voltou a mostrar alguns problemas, principalmente pelo lado direito.

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Um Atlético mais objetivo e preciso.

A partida começou e logo o Atlético-PR tomou conta do jogo. No seu 4-2-3-1, o rubro-negro Paranaense seguiu com sua ideia de jogo: saída de três, laterais abertos (amplitude) e extremos trabalhando por dentro. O time construiu muito bem pelos lados, com triangulações e com Raphael Veiga circulando na entrelinha.

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Atlético no seu momento ofensivo. Amplitude, saída de três e trabalho na entrelinha.

A bola parada foi uma grande arma do time da casa. Acertou uma jogada ensaiada no primeiro gol e fez o seu terceiro em uma cobrança de escanteio. Mas, o mais importante de tudo isso, é que o time mostrou um repertório: bola parada, jogada construída e ataque em transição.

Em seu segundo gol, o Atlético mostrou algo que vem se repetindo sob o comando de Tiago Nunes. Jogo direto, poucos passes, objetividade e muita mobilidade no ataque. Trabalho muito bem feito pelos lados. Destaque para Pablo, que acha um espaço pelo lado esquerdo.

Defensivamente o Atlético também fez um grande jogo. No 4-4-2 sem a bola, o time conseguiu fechar bem espaços. Na segunda etapa, Flamengo teve mais a bola, e o Atlético recuou suas linhas naturalmente. Sofreu mais, mas, no geral, atuação sólida do sistema defensivo.

Lucho foi o grande nome do jogo. Importante nas roubadas de bola e na hora de dar o passe-chave, sendo de fundamental importância na partida.

LADO DO RUBRO-NEGRO CARIOCA

Após classificar-se para as semi-finais da Copa do Brasil ao vencer o Grêmio na última quarta-feira, o Flamengo foi a campo contra o Atlético com um time misto recheado por jogadores titulares: desfalcaram o rubro-negro o goleiro Diego Alves, com dores no joelho direito, o meia Diego e o zagueiro Réver, ambos com desgaste muscular, e o centro-avante Henrique Dourado, ao cumprir suspensão automática.

Dessa forma, Mauricio Barbieri foi desafiado a manter o modelo de atuação da equipe bem como a consistência apresentada na partida anterior, a partir da alteração de algumas peças, e agora contra uma equipe em ascensão e afeita, especialmente, à velocidade e intensidade altas.

Nesse sentido, especialmente no que concerne ao aspecto tático, Barbieri, tendo em vista a ausência de Diego no meio-campo, optou por Willian Arão para sucedê-lo nesta partida. O volante de 25 anos comporia, dessa forma, junto a Cuéllar e Lucas Paquetá, o setor central do Flamengo e seria peça fundamental para manter os mecanismos já estabelecidos com o camisa 10.

Para isso, no entanto, seria necessário que Willian Arão, assim como Diego o faz normalmente, jogasse mais como o segundo homem num meio-campo com três alturas distintas. Ou seja, o volante deveria posicionar-se como jogador intermediário entre Cuéllar e L. Paquetá, para assegurar a criação de linhas de passe por dentro, garantir uma boa circulação da bola, bem como sustentar as investidas de Rodinei ao ataque pelo lado direito, balanceando-as.

Entretanto, Arão não conseguiu cumprir de maneira satisfatória essas obrigações, e tenha sido por suas características, que o aproximam mais de um terceiro homem de meio, afeito às infiltrações, ou mesmo por déficit tático, prejudicou o equilíbrio estrutural do time.

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Com características diferentes de Diego, Willian Arão não conseguiu atuar como 2º homem no meio-campo, garantido o equilíbrio do setor junto a Cuéllar e Lucas Paquetá.

Ademais das questões táticas, um aspecto importante fez-se notar. O time mostrou-se sobremaneira desgastado mentalmente após partida decisiva pela Copa do Brasil, e não conseguiu imprimir a intensidade necessária para a disputa do jogo. Foram perceptíveis falhas individuais em virtude da baixa concentração, que interferiram, diretamente, na construção do placar final.

Em vista disso, e em meio a uma verdadeira “maratona” de jogos a cada três dias, assume relevância destacável a preservação mental dos atletas, submetendo-os a treinos psicológicos adequados e recuperando-os, não apenas física, mas também animicamente, para manter a competitividade e amenizar as oscilações típicas do futebol disputado no Brasil.

Vídeos: Instat\Premier FC.

@andre_frehse e @Analise_CRF

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