O novo Palmeiras onde Deyverson funciona e a defesa não sofre gols – ANÁLISE TÁTICA VITÓRIA 0 x 3 PALMEIRAS

Por Hugo Alves

Após a difícil tarefa frente ao Bahia pela Copa do Brasil, o Palmeiras entrou em campo com um misto de reservas e titulares para encarar o Vitória, pelo Brasileirão. A partida foi de controle palmeirense e não exigiu muito da equipe de Felipão. O principal destaque foi o atacante Deyverson, que se achou com o retorno de Scolari ao time.

Antes de mais nada, vale ressaltar a diferença gritante de nível entre as equipes. Em situações completamente opostas (econômicas e técnicas), Palmeiras e Vitória lutam por objetivos diferentes dentro da competição. O triunfo do Alviverde era tido como provável e até mesmo uma obrigação.

Taticamente, nada mudou. Desde que Felipão assumiu começamos a ver um 4-2-3-1 com todas as suas variações defensivas e ofensivas. O esquema, acima de tudo, é bem executado e está rendendo frutos ao Palmeiras que, além de marcar seus gols e conquistar suas vitórias, não é vazado.

corFoto: Cesar Greco/Palmeiras

Outro ponto de destaque da nova tática é a valorização do camisa 9. Com Roger, havia uma diferença na responsabilidade do comandante de ataque. Willian, com o antigo treinador, fazia essa função, mas tinha recursos que o possibilitava trocar de posição com os pontas e até mesmo com Moisés. Já com Scolari, Deyverson (no caso da partida de ontem) não costuma largar a sua posição e está sempre lá para completar para as redes.

Não houve uma melhora técnica de Deyverson, ele segue sendo um camisa 9 limitado e com diversas ressalvas, mas agora possui um esquema que o favorece. Há, na nova mentalidade do Palmeiras, jogadas que incentivam e pedem a presença desse tipo de jogador o que casa muito bem com o que Deyverson pode oferecer. Borja, titular da posição, tem mais qualidade, mas também se beneficia diretamente dessa nova mentalidade.

Dos 10 gols marcados pelo Palmeiras na nova era Felipão, metade ficou por conta de Borja ou de Deyverson. Isso, se levado em conta o placar magro que geralmente é construído pelas equipes comandadas por Scolari, é muito relevante.

Mas não podemos deixar de falar da defesa. Já com a vitória frente ao Vitória, são sete partidas sem ser vazado, um feito histórico para o time. O resultado é fruto da nova mentalidade de Felipão, dessa vez em âmbito defensivo. A nova maneira de marcar: com linhas baixas e compactação, ajuda os laterais – problema muito citado nas análises pré-Scolari e cria um ambiente mais seguro.

A variação defensiva para o 4-4-1-1 também é outra alternativa. Com a volta dos pontas, o “camisa 10” fica com a liberdade de atuar como o responsável pela saída em contra-ataque, junto com o “9” e o “funil” recebe melhor proteção

corFoto: Mauricia da Matta/Vitória

No novo Palmeiras sobressai a preferência pela vitória, em detrimento de qualquer estética futebolística. O resultado não precisa ser elástico, pelo contrário. No Palmeiras de Felipão o que importa é que o ataque aproveite ao menos uma oportunidade, o suficiente para dar a vitória pelo placar mínimo partindo do princípio que a defesa não será vazada.

@hgdca

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