No lugar certo, com o treinador certo – ANÁLISE TÁTICA PALMEIRAS 1 x 0 BAHIA

Por Hugo Alves

Como explicitado na última análise, Felipão deu ao torcedor do Palmeiras o que faltava: resultado. Contra o Bahia nesta quinta-feira (16) não foi diferente. Após o empate sem gols na Fonte Nova, as equipes evitaram a exposição desnecessária, mas ainda assim fizeram um jogo rodeado de oportunidades.

As quase 30.000 pessoas que estiveram presentes no Pacaembu para torcer pelo Alviverde puderam ver um jogo que pode muito bem ser ilustrado na figura de Mayke: deixando a desejar no primeiro tempo e crucial no segundo. Foi dele, por sinal, a jogada que resultou no gol salvador de Dudu, já no segundo tempo da partida,  que impediu a ida para a prorrogação.

corFoto: Divulgação/Palmeiras

A vitória, que por si só já daria esperanças ao torcedor, agora está acompanhada de outro fator: Felipão. O treinador é uma máquina de vitórias na Copa do Brasil, tendo conquistado quatro vezes a competição, muito por conta do estilo de jogo, ideal para competições eliminatórias. O Verdão enfrentará agora o Cruzeiro na semifinal.

Com a bola rolando… –

Poucos segundos após o apito do juiz o Palmeiras conseguiu criar a sua primeira grande oportunidade de abrir o marcador. Borja, no entanto, finalizou para fora e abriu a contagem de gols perdidos que chegou até incríveis quatro chances claras de balançar as redes do adversário até que Dudu concretizasse.

Apesar da rápida oportunidade, o ritmo do primeiro tempo foi ditado pelo Bahia. Com muita movimentação no ataque, gerada principalmente pela saída de Gilberto da área para tabelar com os extremos/laterais, o Tricolor de Aço envolveu o Palmeiras em passes e atrapalhou a saída de bola dos donos da casa com forte marcação.

depTroca de passes entre os defensores; Bahia pressionando e atrapalhando a saída

Com dificuldades para sair jogando, o Alviverde trocou diversos passes entre seus defensores, esperando a movimentação ofensiva para buscar um passe vertical. Apesar dos problemas, as oportunidades seguiam sendo criadas em descidas esporádicas, mas muito eficientes. O decorrer da partida foi igualando os dois times e diminuiu a supremacia do time visitante.

depPosse de bola do primeiro tempo evidencia a eficiência da pressão do Bahia e a dificuldade do Palmeiras em sair jogando (Dados via Footstats)

A volta do intervalo traria um novo cenário. Se no primeiro tempo as laterais palmeirenses sofreram com o ataque do Bahia, foram eles que fizeram a pressão que o Palmeiras precisava para abrir o marcador na segunda etapa. Com Mayke sendo importante nas tramas ofensivas e Diogo Barbosa impecável no sistema defensivo.

O gol de Dudu, citado no início desse texto, aliviou o torcedor do Palmeiras que temia por uma prorrogação e ativou o modo “retranca” de Felipão. Borja deu lugar a Thiago Santos e o 4-2-3-1 agora era claramente um 4-5-1, que ficou ainda mais claro com a entrada de Hyoran no lugar de Willian na tentativa de dar mais velocidade aos contra-ataques.

A retranca funcionou, o Bahia pouco pressionou nos minutos finais e o Palmeiras conseguiu, sem muito sufoco, assegurar a classificação para a próxima fase da competição.

Números –

depPalmeiras na esquerda. Destaque para o número de chances perdidas

@hgdca

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s