Resumo tático 18° rodada

Por Felipe Henry

Ceará 0 x 0 Atlético-PR

Atuando no 4-2-2-2 montado pelo técnico Lisca, o Vozão apostou no jogo reativo com o jogo de lançamentos, avançando pelos flancos e por mais que tivesse bons números na parte defensiva (10 desarmes – 100% de aproveitamento, nove interceptações e 20 cortes), não conseguiu contra-atacar e pouco fez na parte ofensiva; Já o CAP, tentou propor o jogo principalmente pelo flanco esquerdo, diferente das últimas rodadas e até esteve mais presente na área adversária, mas foi a ótima atuação do goleiro Santos que garantiu o empate fora de casa.

brNúmeros do goleiro Santos no empate com o Ceará no Presidente Vargas.

BAHIA 1 x 0 AMÉRICA-MG

Atuando no 4-2-3-1 montado por Enderson Moreira, o Bahia teve dois tempos distintos na partida. No 1T, ficou mais com a bola (51%), finalizou mais a gol (12 x 02) e esteve dominante no campo do adversário com nove desarmes dentre 10 tentatos; No 2T, seguiu superior em finalizações e em desarmes, mas o gol cedo o favoreceu a ter uma proposta reativa, sem esquecer o bom jogo do meia Vinícius; Já o Coelho, foi a campo com um 3-5-2 armado por Adilson Batista e mesmo com a posse no 2T, pouco criou e sequer conseguiu chegar a área adversária.

ATLÉTICO-MG 3 x 1 SANTOS

Longe de ser um time que propõe o jogo mesmo atuando em casa, o Galo foi a campo montado no 4-2-3-1 por Thiago Larghi e manteve a boa média de aproveitamento nas finalizações (seis no alvo, três gols) com a ótima atuação de Ricardo Oliveira, mesmo apresentando problemas na transição ofensiva, algo que melhorou no 2T após a entrada de Juan Cazares que atuou junto a Elias na meia-central; O Santos, por sua vez, foi a campo com o 4-3-3 armado por Cuca e propôs o jogo com passes curtos, explorando o lado direito do ataque com a dupla V.Ferraz/Rodrygo, mas sofreu na transição ofensiva.

br.png.jpgNúmeros de Ricardo Oliveira na vitória do Galo sobre o Santos na Arena Independência.

PARANÁ CLUBE 1 x 1 BOTAFOGO

Indo a campo com um 4-2-3-1 armado por Rogério Micale, o Paraná voltou a apresentar deficiências na organização defensiva e na transição ofensiva, tendo como destaque a boa partida da dupla de volantes Jorge Gonzalez e Alex Santana na fase defensiva; Já o Fogão, foi a campo no 4-2-3-1 de Zé Ricardo e teve bons momentos na fase ofensiva, com presença na área adversária (oito finalizações), mas a falha nas conclusões foi novamente um ponto negativo.

CHAPECOENSE 2 x 1 CORINTHIANS

Em um jogo de tempos distintos, a Chape foi a campo armada no 4-1-4-1 por Guto Ferreira e fez um 1T muito pobre na criação e com um ritmo mais lento na recomposição, melhorando na segunda etapa após a entrada do ala esquerdo argentino Agustín Doffo, onde com o seu já característico jogo direto, conseguiu levar perigo ao gol adversário; Já o Corinthians, foi a campo com o 4-2-3-1 montado por Osmar Loss e embora fizesse um 1T de muita intensidade na fase ofensiva, fracassou no 2T sem conseguir ter qualidade mesmo com mais posse de bola (59% ao todo – 53% na segunda etapa).

FLAMENGO 1 x 0 CRUZEIRO

br.pngFoto/Divulgação: Clube de Regatas do Flamengo.

O time que mais desarma no campeonato (22 na vitória contra o Cruzeiro) foi a campo armado no 4-1-4-1 por Maurício Barbieri e fez um jogo abaixo do esperado, mas contou com uma boa atuação de Lucas Paquetá nas fases defensiva (Quatro desarmes e 22 duelos vencidos) e ofensiva (oito dribles bem sucedidos e 87% de passes concluídos) e com Everton Ribeiro como principal arma de criação pelo lado direito do ataque. Na segunda etapa, sofreu com uma transição defensiva desorganizada e que abriu espaços para o ataque adversário. Já o Cruzeiro, armado por Mano Menezes no 4-2-3-1, sofreu com um meio-campo que não foi criativo, algo que melhorou um pouco após a entrada de De Arrascaeta e Robinho no 2T, onde a equipe teve mais posse de bola e presença ofensiva.

br.png.jpgNúmeros de Lucas Paquetá na vitória sobre o Cruzeiro no Maracanã.

SPORT RECIFE 1 x 3 SÃO PAULO

br.pngFoto/Reprodução: Globo.com

Atuando no 4-3-3 montado pelo (agora ex-técnico) Claudinei Oliveira, o Sport cometeu muitas falhas individuais e sofreu com uma transição ofensiva lenta e sem objetividade, o que melhorou no 2T após a entrada de Marlone na meia-esquerda; Já o líder São Paulo, armado no 4-2-3-1 por Diego Aguirre, contou com uma boa atuação defensiva de Hudson com quatro desarmes e sete duelos vencidos dentre 14 disputados, além de ser um time que controlou o adversário durante os 90 minutos, com posse de bola no campo ofensivo para encontrar espaços numa insegura defesa adversária.

Confira abaixo a análise de Pedro Galante de como o São Paulo propôs o jogo na partida contra o Sport na Ilha do Retiro:

GRÊMIO 4 x 0 VITÓRIA

br.pngFoto/Divulgação: Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

O time que mais tem possui jogo coletivo no campeonato foi a campo com seu time reserva armado no 4-2-3-1 por Renato Portaluppi e foi superior durante toda a partida, controlando o setor ofensivo e com transições eficientes finalizando a gol 14 vezes, sendo oito no alvo, aproveitando os espaços com a velocidade de seus wingers (Pepê e Marinho) e com Douglas controlando o ritmo da equipe; Já o Vitória, armado no 4-3-2-1 por João Burse, até conseguiu criar chances com o bom jogo de Yago, mas não houve como sofrer com uma defesa frágil e desorganizada.

PALMEIRAS 1 x 0 VASCO DA GAMA

O Verdão foi a campo no 4-2-3-1 por Luiz Felipe Scolari e sofreu com um 1T de muita posse de bola, mas pouca eficiência ofensiva mesmo ocupando o terço final na maior parte do tempo inicial, com qualidade defensiva para assegurar a vitória e destacando os 33 duelos vencidos e os nove desarmes no 2T; Já o Vasco, armado taticamente pelo (agora ex-técnico) Jorginho, foi a campo com o 4-2-3-1 que pouco produziu ofensivamente, com uma transição fraca de seus homens de frente.

FLUMINENSE 0 x 3 INTERNACIONAL

br.pngFoto/Divulgação: Sport Club Internacional.

Armado no 4-1-4-1 por Marcelo Oliveira, o Flu criou boas chances, mas parou na boa atuação do goleiro adversário e nas deficiências de um esquema que deu muitos espaços no setor defensivo, com a dupla de zaga Digão/Gum completamente perdidos nos cortes e interceptações; Já o Inter, foi a campo no 4-2-3-1 por Odair Hellmann e contou com um ataque veloz liderado por um inspirado Nico López, além de um Rodrigo Dourado que dominou o meio-campo com três desarmes, 12 duelos vencidos dentre 14 disputados e a assistência para o primeiro gol da noite, sem contar que lembra, guardadas as devidas proporções, a “França campeã mundial na Rússia”, pelo jeito de conseguir dominar o adversário mesmo sem ter a posse de bola.

brNúmeros de Nico López na vitória do Inter sobre o Flu no Maracanã.

Confira o resumo estatístico do Brasileirão após 18 rodadas, feito por Rafael Maciel:

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@Lipe_Henry

#AprendemosJuntos!

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