Resumão Tático – Premier League (1ª Rodada)

Por Felipe Henry

Começou! A Premier League teve o seu pontapé inicial na última sexta-feira em Manchester e assim como o Brasileirão, a principal liga nacional do Velho Continente também terá o seu resumão tático no MW Futebol.

MANCHESTER UNITED 2 x 1 LEICESTER CITY

unitedFoto/Divulgação: premierleague.com

Abrindo a temporada em Old Trafford, o Manchester United foi armado no 4-3-3 por José Mourinho e optou por um jogo reativo e sendo liderado no meio-campo por Paul Pogba e contando com um bom jogo do zagueiro Eric Bailly, que venceu os cinco duelos disputados na partida; Já o Leicester, fugindo de suas características nas últimas temporadas, teve 54% de posse de bola e teve a maior parte de suas ações pelo lado esquerdo com Ben Chilwell, Demarai Gray e James Maddison com transições e movimentações interessantes. Porém, o baixo aproveitamento nas finalizações (13 ao todo, sendo quatro no alvo) e a má atuação de Iheanacho no comando do ataque custaram caro.

united.jpgNúmeros de Eric Bailly na vitória sobre o Leicester em Old Trafford.

NEWCASTLE 1 x 2 TOTTENHAM

unitedFoto/Divulgação: premierleague.com

Armado no 4-4-1-1 por Rafa Benítez, o Newcastle apostou no jogo direto e contou com o bom jogo de Jonjo Shelvey na criação das jogadas, mas falhou nas finalizações (15 ao todo e duas no alvo) e tendo o azar de acertar a trave por duas vezes na segunda etapa; Já o Tottenham, armado no 4-2-3-1 por Mauricio Pochettino, conseguiu chegar bem à área adversária (15 finalizações, 12 dentro da área) e ainda proteger bem a sua própria, com destaque para a boa atuação de Jan Vertonghen, que conseguiu dez cortes ao longo da partida.

united.jpgNúmeros de Jan Vertonghen na vitória sobre o Newcastle no St. James Park.

BOURNEMOUTH 2 x 0 CARDIFF CITY

Em um jogo que dominou por completo, The Cherries foram armados no 4-4-2 por Eddie Howe e contaram com boas atuações de Ryan Fraser e Callum Wilson que juntos formaram um lado esquerdo forte no último terço  com um time que teve 62% de posse de bola, 12 finalizações e quase 400 passes trocados (397 – 79% de passes trocados) ao longo da partida; Já o Cardiff, atuou no 4-1-4-1 montado por Neil Warnock e pouco produziu na partida ao apostar no jogo direto apresentado na Championship.

FULHAM 0 x 2 CRYSTAL PALACE

Na volta à Premier League após quatro temporadas, o Fulham foi a campo armado no 4-3-3 por Slavisa Jokanovic e até contou com uma boa atuação do estreante Jean Seri, dominante ao liderar o meio-campo e ser responsável pela criação na parte ofensiva, mas parou numa fraca transição ofensiva mesmo após a entrada de Kamara no 2T. Já o Palace, que foi a campo com um 4-4-2 armado por Roy Hodgson, contou com uma defesa sólida que teve James Tomkins como destaque com seus 11 cortes na partida e a boa atuação do goleiro Wayne Hennessey, sem ignorar a maior precisão nas finalizações (15 do Fulham, seis no alvo; 12 do Crystal Palace, dez no alvo).

united.jpgNúmeros de Jean Seri na derrota para o Crystal Palace no Craven Cottage.

HUDDERSFIELD TOWN 0 x 3 CHELSEA

unitedFoto/Divulgação: premierleague.com

Armado no 3-5-1-1 por David Wagner, o Huddersfield protegeu a sua área como pôde ao fechar os espaços para infiltrações do ataque adversário, apostando no jogo direto para tentar surpreender  e contando com boas atuações da dupla Aaron Mooy e Philip Billing, que juntos somaram dez desarmes na partida. Porém, foi naturalmente superado devido a visível limitação técnica e tática; Já o Chelsea do estreante Maurízio Sarri, foi a campo montado no 4-3-3 e foi um time de posse de bola e imposição perante o adversário, com Jorginho sendo o líder de um time que apostou em passes curtos e movimentação no último terço, principalmente da dupla Willian/Pedro.

WATFORD 2 x 0 BRIGHTON HOVE & ALBION

Armado taticamente no 4-2-2-2 por Javi Garcia, o Watford foi superior em sua proposta de fazer um jogo de posse e imposição ofensiva perante o adversário, com 19 finalizações, sendo 12 dentro da área e ainda contando com uma atuação inspirada do meia-ofensivo uruguaio Roberto Pereyra, com três dribles completados no jogo além do doblete; Já o Brighton de Chris Hughton, foi a campo com um 4-4-1-1 e pouco produziu ofensivamente, com problemas na transição e sem conseguir concluir no alvo, mesmo após a boa entrada de Yves Bissouma no 2T.

united.jpgNúmeros de Roberto Pereyra na vitória sobre o Brighton no Vicarage Road.

WOLVERHAMPTON 2 x 2 EVERTON

Armado taticamente no 3-4-3 por Nuno Espírito Santo na volta a Premier League após seis temporadas, os lobos apostaram nos cruzamentos pelos lados em direção a área e na bola aérea para o mexicano Raúl Jiménez, com o meia-central português Rúben Neves controlando o ritmo da equipe que terminou com 57% de posse de bola; Já o Everton, foi a campo no 4-2-3-1 armado pelo também português Marco Silva e mesmo com um jogador a menos, soube defender sua área com uma defesa bem posicionada (28 cortes) e contando com uma bela atuação de Richarlison, que além do doblete terminou a partida com três desarmes.

united.jpgOs números de Rúben Neves no empate com o Everton no Molineaux Stadium.

LIVERPOOL 4 x 0 WEST HAM

unitedFoto/Divulgação: premierleague.com

Armado taticamente no 4-3-3 por Jürgen Klopp, o Liverpool foi superior durante toda a partida com maior posse de bola (64%), 18 finalizações e uma presença constante no campo ofensivo, tanto pelos meias centrais Naby Keita e James Milner na construção das jogadas, quanto pelo trio ofensivo que atacavam com muita intensidade a área adversária. Destaque para os mais de 600 passes trocados e a bela atuação de Sadio Mané; Já os Hammers, foram a campo armados no 4-2-3-1 por Manuel Pellegrini e sofreram com um jogo pobre na criação e sofrendo com uma transição defensiva espaçada e sem pressão.

united.jpgNúmeros de Sadio Mané na goleada sobre o West Ham em Anfield.

SOUTHAMPTON 0 x 0 BURNLEY

Armado no 3-4-2-1 por Mark Hughes, The Saints apostaram no jogo direto e com foco maior na criação de jogadas pelo lado esquerdo, mas enfrentando problemas na transição ofensiva que teve leve melhora após as entradas de Danny Ings e Elyounoussi, sem contar a ótima partida do goleiro Alex McCarthy para evitar a derrota; Já o Burnley, armado no 4-4-1-1 por Sean Dyche teve mais posse de bola (53%), mas teve seu maior destaque na parte defensiva com as ótimas atuações dos zagueiros Ben Mee e James Tarkowsk, que juntos somaram 19 cortes e 15 duelos vencidos.

ARSENAL 0 x 2 MANCHESTER CITY

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Na primeira partida oficial após a “Era-Wenger”, o Arsenal foi a campo com um 4-2-3-1 armado por Unai Emery e mesmo com a boa atuação de Héctor Bellerín, o Arsenal só conseguiu apenas nove finalizações, além de ceder espaços na transição defensiva; Já o City, armado taticamente no 4-2-3-1 por Pep Guardiola, foi dominante durante toda a partida mesmo sem ter uma grande vantagem na posse de bola (58%), teve como destaque a bela atuação do lateral-esquerdo Benjamin Mendy, autor das duas assistências.

@Lipe_Henry

#AprendemosJuntos!

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