Guia da Premier League

Por Felipe Henry

A Premier League 2018/19 começa na próxima sexta-feira (10) trazendo a qualidade técnica esperada do melhor campeonato nacional do Velho Continente. Com grandes equipes que se reforçaram (Ou mantiveram a base) para conquistar o sonhado título e parar o espetacular Manchester City, de Pep Guardiola, atual campeão com uma campanha dominante e histórica.

O MW Futebol faz um Guia super especial sobre a Premier League e o que podemos esperar da próxima temporada após as contratações realizadas na janela que se encerrou nesta quinta-feira.

ARSENAL

arsenalFoto/Reprodução: The Guardian

O fim de uma era. Arsene Wenger deixou o comando dos Gunners após 22 anos depois de campanhas que decepcionavam os torcedores que esperavam resultados melhores dentro da liga nacional. Não aconteceu e o último título já está na fase da adolescência com seus 14 anos de saudades da geração de Thierry Henry, Dennis Bergkamp & Cia.

Para a próxima temporada, Unai Emery (Ex-PSG) chega para ser o novo técnico e iniciar uma nova era no Emirates Stadium, com a missão inicial de levar o Arsenal novamente a UEFA Champions League após estar fora da competição pela segunda temporada seguida. Além do espanhol tricampeão da UEFA Europa League com o Sevilla, também chegaram o goleiro alemão Bernd Leno (Bayer Leverkusen), o lateral-direito suíço Stephan Lichtsteiner (Juventus), o zagueiro grego Sokratis Papastathopoulos (Borussia Dortmund) e o meio-campista uruguaio Lucas Torreira (Sampdoria).

Com isso, o elenco terá mais opções principalmente no sistema defensivo que sofreu 51 gols na última temporada. Sokratis chega para brigar pela titularidade, hipoteticamente, ao lado do francês Laurent Koscielny, que inicia a temporada lesionado. Shkrodran Mustafi não convenceu e Calum Chambers acabou emprestado ao Fulham. No meio-campo, há expectativa para a inclusão de Torreira no time titular após a belíssima temporada que fez no Campeonato Italiano com a camisa da Sampdoria. É um jogador que tem como virtude o seu posicionamento e a capacidade de desarmes, podendo ser fundamental no esquema de Unai Emery.

No PSG, Emery optou por um 4-3-3 que ofensivamente migrava para o 3-4-3. Thiago Motta era o meio-campista defensivo que ficava a frente dos zagueiros Marquinhos e Thiago Silva. Com isso, Dani Alves formava uma segunda linha com Verratti, Rabiot e Kurzawa, com Neymar, Mbappé e Cavani a frente. Imaginar esse esquema no Arsenal é imaginar Torreira fazendo essa função de primeiro homem do meio-campo, liberando Xhaka e Ramsey para jogarem mais a frente, com Hector Bellerín (Ou Lichtsteiner) e Sead Kolasinac (Nacho Monreal ou até mesmo Alex Iwobi) como alas, deixando Mesut Özil, Aubameyang e Lacazette formando o trio ofensivo, sem esquecer-se de Henrikh Mkhitaryan.

Assista o vídeo a seguir com uma análise sobre como o jovem uruguaio deve atuar no time de Unai Emery:

Ainda há a possibilidade do time atuar no 4-4-2 como nos amistosos de pré-temporada, com Torreira como volante, Mkhitaryan atuando ao lado de Ramsey e Ozil finalizando o losango do meio-campo; Lacazette e Aubameyang formando a dupla de ataque.

O que esperar?

Na minha opinião, o Arsenal qualificou o elenco nessa janela de transferências e a principal expectativa é como torcedores e jogadores irão se comportar na primeira temporada sem seu histórico treinador. No rival de Manchester, por exemplo, foi inegável o vazio sentido após a saída de Sir Alex Fergunson, mas há uma diferença: Wenger era contestado por não estar mais no seu auge, diferente de Sir Alex que terminou sua carreira idolatrado pelos torcedores após a conquista do último título inglês dos Red Devil’s.

Não os vejo brigando por título, mas acho que a transição ofensiva deve funcionar principalmente com a dupla Auba-Lacazette, fazendo com que os Gunners briguem pelo retorno à UEFA Champions League.

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BOURNEMOUTH

bourFoto/Divulgação: AFC Bournemouth

12º colocado na temporada passada, os comandados de Eddie Howe sonham com o Top-10 após as contratações do lateral-esquerdo Diego Rico (Leganés) e do meio-campista Jefferson Lerma (Levante). Contratações cirúrgicas de um time que deverá iniciar os trabalhos armado no 4-1-4-1, com Lerma como volante, Lewis Cook e David Brooks na segunda linha ao lado de Jordan Ibe e Junior Stanislas.

Lerma acrescentará algo que os Cheeries não têm: Um volante que protege bem a defesa e acrescenta qualidade na saída de bola, destacando-se no jogo aéreo, desarmes e interceptações, algo valioso para um time reativo. Porém, é um jogador que comete muitas faltas e isso poderá custar caro.

Diego Rico é um lateral que aparece bem defensivamente, destacando-se no bom posicionamento para cortar passes e cruzamentos e na obediência tática, além de ser útil nos cruzamentos para a área, o que pode resultar no bom aproveitamento dos atacantes.

Confesso que me surpreenderei se eles forem além do meio da tabela como na temporada passada, principalmente devido a luta pela vaga na UEFA Europa League que deve tumultuar a tabela do 7º ao 13º lugar.

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BRIGHTON & HOVE ALBION

brigthonFoto/Reprodução: NewIndianExpress

O Brighton investiu bem e sonha com vôos mais altos, mas sem esquecer que a prioridade é manter-se na disputadíssima elite inglesa. Chegaram ao Amex Stadium: O atacante iraniano Alireza Jahanbakhsh (AZ Alkmaar), o lateral-esquerdo brasileiro Bernardo (RB Leipzig) e o lateral-direito espanhol Martin Montoya (Valencia). De todos esses, destacam-se Jahanbakhsh, Bernardo e Andone, jogadores que chegam com o status de poder fortalecer a base de Chirs Hughton.

O atacante iraniano de 24 anos marcou 21 gols na última temporada da Eredivisie, além de 12 assistências. Driblador, bom finalizador de médio-longa distância e boa presença de área, pode até mesmo atuar ao lado do artilheiro Glenn Murray. Bernardo vem de boas temporadas no Leipzig e destaca-se pela eficiência na marcação e no jogo aéreo. Tem tudo para ir bem numa intensa Premier League que exige o máximo do preparo físico.

Chris Hughton é um técnico que mostrou ter o grupo na mão na última temporada e, com a base fortalecida, deve fazer uma boa campanha. Mas se o 15º lugar for repetido, com certeza não irão reclamar.

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BURNLEY

burFoto/Reprodução: Sky Sports

A temporada 2017/18 do Burnley foi brilhante. O time comandado por Sean Dyche era difícil de ser batido com uma defesa sólida, praticamente intransponível e com um contra-ataque perigoso que contava com o destaque do atacante neozelandês Chris Wood, o também atacante inglês Ashley Barnes e o meia islandês Jóhann Guðmundsson. Reforços? O zagueiro inglês Ben Gibson (Middlesbrough), o experiente goleiro Joe Hart (Manchester City) e o atacante tcheco Matej Vydra (Derby County).

Tendo a tendência de adotar uma formação 4-4-1-1, Dyche posicionará Jeff Hendrick como o número 10 por trás do atacante que, neste caso, será Chris Wood. Usando esse sistema, o Burnley parecerá ser defensivamente compacto e atacar as equipes no contra-ataque. Steven Defour tem lutado para recuperar a forma física neste verão. No entanto, quando o fizer, espere vê-lo em parceria com Jack Cork na área central do meio-campo, estes dois serão acompanhados por Aaron Lennon e Johann Berg Gudmundsson.

A princípio, Vydra será mais uma opção no elenco e brigando pela vaga de titular com Wood e Barnes; Já Gibson, deve ser o titular na defesa ao lado de James Tarkowski que foi um dos destaques na última temporada.

Repetir o sétimo lugar é muito improvável até mesmo pela atenção que também darão para a UEFA Europa League. Manter o time saudável durante a temporada é fundamental para que o time não sinta o declínio e acabe numa luta contra o rebaixamento. O meio da tabela deverá ser o lugar do Burnley.

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CARDIFF CITY

cardiffFoto/Divulgação: Cardiff City

Retornando a Premier League após quatro temporadas, o Cardiff tem um objetivo muito claro: Não voltar imediatamente para a Championship. Para isso, o exemplo a ser seguido será o Huddersfield, que com um estilo de jogo direto, força física e muita dedicação na fase defensiva, conseguiu se manter na elite. Nada diferente do que os comandados de Neil Warnock apresentaram na campanha do acesso.

O meia-central espanhol Victor Camarasa (Real Bétis), o meia irlandês Harry Arter (Bournemouth), o extremo esquerdo inglês Josh Murphy (Norwich), o goleiro inglês Alex Smithies (QPR) e o lateral-esquerdo irlandês Greg Cunningham (Preston North End) chegaram ao País de Gales para reforçar o elenco, destacando o quão Camarasa e Arter podem agregar ao meio-campo da equipe, principalmente na fase defensiva e podendo fazer a dupla de volantes com o artilheiro da campanha do acesso, o escocês Callum Paterson, além do experiente Cunningham como um lateral que agrega muito na parte defensiva.

Autor de nove gols e de cinco assistências na última temporada, o atacante dinamarquês Kenneth Zohore é a principal válvula de criatividade.

A luta contra o rebaixamento não deixará de ser uma realidade para o Cardiff nas 38 rodadas da temporada.

cardiff

CHELSEA

Por João Victor Cardoso

jorginhoFoto/Reprodução: Goal.com

O Chelsea de Sarri deve ser uma grata surpresa a todos os admiradores do futebol bonito. Sarri é da linha de treinadores que utiliza o jogo de posição, muito conhecido por ser um jogo esteticamente mais belo.

Enfim, é modelo de jogo que se caracteriza por buscar a melhor ocupação do espaço entre as fases de organização, posse da bola como ferramenta, melhor inter-relação entre jogadores e suas variações posicionais e superioridade numérica (outros exemplos de treinadores famosos por utilizar esse estilo são Pep Guardiola, Quique Setién, Juan Carlos Osorio, entre outros). Esse deve ser o sistema nos Blues, a partir de agora. Principalmente agora com a chegada de Jorginho, que é importantíssimo para os times de Sarri. Foi peça fundamental no Napoli e vai ser no Chelsea também. Jorge é o ponto de equilíbrio de time, funcionando como pêndulo e ditando o ritmo da equipe.

Além dele chegaram também:

Kepa (Goleiro – Athletic Bilbao)

Green (Goleiro – Huddersfield)

Kovačić (Meia – Real Madrid)

Vai ser interessante vermos um meio com Jorginho, Kanté e Kovačić. Jogadores muito complementares e capazes de se associar.

Veja esse vídeo abaixo analisando como funciona a construção ofensiva do Chelsea de Sarri:

Aos poucos Sarri irá implantar seu sistema, afinal o jogo de posição não é simples de fazer os jogadores se adaptarem. Mas, com certeza, esse estilo trará muitos frutos ao time de Stamford, seja nessa ou na próxima temporada. Acredito que será um nome certo no G-4 da Premier League

chelsea

CRYSTAL PALACE

crystalFoto/Divulgação: premierleague.com

Brigar para não cair. Esse tem sido o objetivo do Palace desde a temporada 2013/14. Dessa vez, o time de Roy Hodgson só quer uma casa no campo na tabela onde possa ficar em paz. Wilfried Zaha, o franchise player do time londrino, segue para a próxima temporada apesar das especulações e terá a companhia do atacante ganês Jordan Ayew (Swansea City), do talentoso e jovem meia-ofensivo alemão Max Meyer (Schalke 04) e do volante senegalês Cheikhou Kouyaté (West Ham).

Armado taticamente no 4-2-3-1, Kouyaté deve ser o titular na dupla de volantes ao lado do sérvio Milivojevic, acrescentando força física e posicionamento defensivo. No trio de criação, será interessante ver Max Meyer ao lado de Zaha e Towsend, sendo um jogador que gosta de ter a bola no pé, ditar o ritmo do jogo e tem boa capacidade de passes decisivos.

Caso o time dê liga e não tenha o já tradicional apagão no início da temporada, uma campanha tranqüila no meio de tabela pode ser o esperado.

crystal

EVERTON

richaFoto/Divulgação: premierleague.com

Após decepcionar na temporada passada, o Everton novamente investiu em contratações para alçar vôos maiores na Premier League. Marco Silva chega ao Goodison Park para formar um time competitivo e que corresponda com as expectativas como nos seus melhores momentos no Watford. De lá, chega o atacante brasileiro Richarlison que tem habilidade e velocidade para dar mais qualidade ao ataque dos Toffees, ao lado do também brasileiro Bernard (Shakhtar Donetsk) que tem a velocidade como principal virtude. Ambos precisarão ser intensos e regulares para se dar bem na próxima temporada. Ofensivamente, o time sofreu na última temporada.

No meio-campo, o português André Gomes deve brigar pela titularidade com o africano Idrissa Gueye e do inglês Tom Davies na dupla de volantes do 4-2-3-1. No sistema defensivo, o colombiano Yerri Mina chega credenciado por sua ótima Copa do Mundo, com destaque para sua força no jogo aéreo. Na lateral-esquerda, Lucas Digne chega para reforçar a transição defensiva.

A princípio, o Everton deve brigar por vaga na UEFA Europa League. E só.

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FULHAM

fulhamFoto/Divulgação: Mirror

O Fulham se tornou o primeiro clube a gastar mais de 100 MILHÕES DE LIBRAS na janela de transferências do verão depois de ser promovido à Premier League. Ao time do sérvio Slavisa Jokanovic, chegam Jean Michael Seri, meia-central marfinense que estava no Nice, o experiente extremo alemão Andre Schurlle (Borussia Dortmund), o atacante argentino Luciano Vietto (Atletico de Madrid), o volante camaronês André Anguissa (Olympique de Marseille), o zagueiro Calum Chambers (Arsenal), o lateral-direito Tim Fosu-Mensah (Manchester United) e o goleiro Sergio Rico (Sevilla).

Não podemos esquecer também a contratação em definitivo do atacante sérvio Aleksandar Mitrovic junto ao Newcastle e o quão isso pode qualificar a equipe no 4-3-3 utilizado por Jokanovic, considerando a força física e o bom jogo aéreo do centroavante, sem esquecer seu trabalho como pivô que poderá ser fundamental para infiltrações de Schurlle e do jovem Ryan Sessegnon na diagonal. No meio, Seri é um jogador que será interessantíssimo ver jogar na Premier League com seu toque de bola com muita qualidade, visão de jogo e a boa finalização de médio-longa distância.

O Fulham pode surpreender e, quem sabe, até entrar na briga pela 7ª posição e uma eventual UEFA Europa League.

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HUDDERSFIELD TOWN

huddFoto/Divulgação: htafc.com

Ninguém esperava que o Huddersfield chegasse a Premier League. Depois, ninguém esperava que eles se mantivessem na elite. Por lá ficaram e estão novamente com um objetivo: Escapar do rebaixamento mais uma vez.

Para sobreviver novamente, David Wagner contará com o reforço do lateral-direito Erik Durm (Borussia Dortmund) e do atacante francês Adama Diakhaby (Monaco), além da contratação em definitivo do zagueiro holandês Terence Kongolo (Monaco) e do goleiro dinamarquês Jonas Lossl (Mainz 05) que já integravam a equipe na temporada passada.

Durm traz a experiência de um lateral campeão do mundo com a Alemanha em 2014 e de ter trabalhado com técnicos como Klopp e Löw. Além de oferecer suporte sólido e força física, fundamental para o estilo de jogo do clube. Diakhaby é veloz e versátil, podendo atuar em diversas posições do setor ofensivo, assim como o jovem e habilidoso Ramadan Sobhi, no 4-2-3-1 escolhido por Wagner que terá ainda o meia-central australiano Aaron Mooy como importante força de marcação defensiva e o atacante beninense Steve Mounié, forte no jogo aéreo.

Mesmo assim, acredito que o Huddersfield inicia a temporada com a missão de lutar contra o rebaixamento.

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LEICESTER CITY

leiFoto/Divulgação: Sky Sports

As raposas se fortaleceram. Tudo bem, perderam Ryhad Mahrez para o Manchester City, mas conseguiram manter jogadores importantes como o goleiro Kasper Schmeichel e o atacante James Vardy, que prorrogou seu vínculo com o clube até 2022.

Ao King Power Stadium, chegaram o lateral-direito português Ricardo Pereira (FC Porto), o meia-ofensivo inglês James Maddison (Norwich City) e o extremo argelino Rachid Ghezzal (Mônaco), despertando a expectativa nesse flanco direito que tem tudo para ser interessante.

O francês Claude Puel armará a equipe no 4-2-3-1 com Ndidi e Adrien Silva formando uma boa dupla de volantes, Albrighton sendo um jogador que mantém sua regularidade tanto na fase defensiva quanto na ofensiva e mantendo Vardy como a referência do ataque. Jonny Evans traz experiência para formar uma bela dupla com o Harry Maguire na defesa. Olha… O Leicester pode surpreender, mas sendo realista, briga por UEFA Europa League e junto com Everton e West Ham, sendo o mais forte candidato ao “Troféu 7º Lugar”.

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LIVERPOOL

Por: Daniel Klabunde

liverpoolFoto/Reprodução: The Liverpool Offside

O Liverpool é um dos times que vem mais forte para essa Premier League. Investiu pesado na contratação de peças chaves que qualificam ainda mais o atual vice-campeão europeu. Alisson (Roma) chegou para ser o goleiro incontestável, Fabinho (Mônaco) e Naby Keita (RB Leipzig) foram contratados para intensificar a disputa no meio-campo, com Fabinho disputando a vaga de volante a frente da defesa com Henderson e tendo em Keita, disputando vaga com Wijnaldum. Aliás, escolher um trio desses jogadores  pode dar versatilidade no estilo Rock’n Roll de Klopp, que ainda conta com o experiente James Milner.

Sem esquecer do extremo suíço Xherdan Shaqiri como opção para o ataque, sendo útil a um elenco que disputará o título nas competições que disputar.

O Liverpool de Klopp vem para a temporada no seu tradicional 4-3-3, usado tanto para a defesa quanto para o ataque, e sempre efetuando a pressão em bloco alto, no campo do adversário, e aproveitando a velocidade de seus atacantes, e agora de Keïta, para efetuar a transição em velocidade para o ataque.

E na linha de frente teremos novamente Mané, Firmino e Salah, com velocidade e intensidade pelos flancos e com Firmino sendo um 9 inteligente que é fundamental no ataque que raramente passa em branco, sendo o trio ofensivo que mais marcou gols na temporada passada, promete muito mais nesta, já pudemos ver pelos amistosos contra Manchester United (4-1) e Napoli (5-0).

Favorecidos pelo estilo de jogo de Klopp, no qual sua marcação alta proporciona vários contra-ataques, usando sua velocidade e pegando as defesas desarrumadas e totalmente abertas.

Confira nesse vídeo de Matheus Eduardo, um exemplo de como funciona o ataque posicional com Firmino saindo pra construir e o Naby Keïta ocupando seu espaço. Mesmo em pré-temporada, velocidade para subir e pressão pra retomar.

Se a temporada 17/18 já foi muito boa para o Liverpool, chegando em 4º na Premier League e na final da Champions League, a temporada 18/19 promete ainda mais alegrias para os Reds, com bons reforços se encaixando muito bem no estilo Have Metal de Jürgen Klopp fazer seu time atuar em campo.

liverpool

MANCHESTER CITY

cityFoto/Reprodução: Naija News

Campeão com mais de 100 pontos conquistados, uma artilharia pesada, um estilo de jogo muito vistoso… É, o City encantou na última temporada nas mãos de Pep Guardiola. Para a próxima temporada, terá a missão de repetir o feito e ainda conquistar a Europa, com um time um pouco modificado em relação a última temporada.

Ryhad Mahrez deve brigar pela titularidade na ponta direita com Raheem Sterling e, caso seja o escolhido de Pep, será mais um jogador a explorar o flanco com habilidade e qualidade no 1 x 1, tanto em profundidade quanto nas jogadas em diagonal. No trio de meio-campistas no 4-3-3, Bernardo Silva deverá ganhar oportunidades nessa faixa do campo assim como na Community Shield contra o Chelsea, mas não acredito que David Silva e Kevin De Bruyne devem perder a titularidade, principalmente por serem protagonistas da conquista da última temporada. Fernandinho segue sendo o volante responsável por proteger a zaga e ser o responsável por iniciar a transição ofensiva.

O sistema deve seguir o mesmo, até porque não há porque mexer no estilo que desnorteou os adversários. A briga será pelo bicampeonato por ser o time a ser batido na Terra da Rainha.

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MANCHESTER UNITED

UNITEDFoto/Divulgação: Sky Sports

José Mourinho terá um belo time a sua disposição. O meia-central brasileiro Fred (Shakhtar Donetsk) e o jovem lateral-direito português Diogo Dalot (FC Porto) chegam para qualificar um elenco que fez o que pôde numa temporada onde era impossível perseguir o rival local Manchester City.

Fred é um jogador que dará dinâmica ao meio-campo dos Red Devil’s por tratar-se de um meia-central que tem habilidade e velocidade para ajudar Pogba na organização das jogadas pelo meio e inteligência tática para auxiliar Matic na transição defensiva. Claro, Fred teria mais liberdade para chegar à frente como um “Área-a-Área”. O esquema deverá ser o 4-3-3 com Alexis Sánchez e Jesse Lingard abertos pelos lados com Romelu Lukaku, credenciado pela ótima Copa do Mundo que fez, na referência do ataque. Aliás, Rashford e Juan Mata são opções interessantes para o ataque do United.

A briga de um time que tem José Mourinho como técnico sempre será por título e o estilo competitivo do português faz com que suas equipes lutem sempre no topo da tabela. Mas dessa vez, o nível de competição até mesmo pela vice-liderança terá um nível mais alto.

UNITED

NEWCASTLE

newFoto/Divulgação: Newcastle United

Ok, os Magpies terminaram a temporada no Top-10 e mantiveram Rafa Benítez no comando. Porém, a tarefa será ainda mais difícil na próxima temporada. O elenco não foi tão qualificado como o próprio técnico espanhol esperava e ainda perdeu Mikel Merino para a Real Sociedad.

Para o meio-campo, chegou o sul-coreano Ki Sung-yueng (Swansea City). Experiente e capaz de realizar bons passes chaves para finalizações, arrematar de médio-longa distância e de ser inteligente taticamente. Além dele, Kenedy deve manter o bom nível apresentado na última temporada, com cruzamentos precisos e contribuição defensiva, fundamental no esquema de Benítez. O brasileiro também tem habilidade e boa presença ofensiva.

Para a defesa, o suíço Fabian Schar chega do Deportivo La Coruña para dar qualidade na proteção da zaga com desarmes e interceptações, com potencial para ser o líder dos sistema defensivo. Ainda há a chegada do venezuelano Salomón Rondón para o comando do ataque, podendo ser útil num estilo de jogo direto, já que tem força física para duelar com a defesa adversária, além de poder fazer uma boa dupla se Kenedy estiver em bom nível.

A expectativa é que fique no meio da tabela. E só.

new

SOUTHAMPTON

souFoto/Reprodução: Daily Mail.

Os comandados de Mark Hughes flertaram com o rebaixamento na temporada passada e isso surpreendeu a muitos que viram o time da costa sul inglesa incomodar os favoritos nos últimos anos.

Os tempos são outros, diferentes de quando jovens jogadores surgiram e propiciavam um jogo ofensivo. Dessa vez, a aposta será no extremo norueguês Mohamed Elyounoussi (FC Basel) que traz habilidade e visão de jogo para o ataque, sem ignorar a sua última temporada no clube suíço, na qual marcou 16 gols. Além dele, o zagueiro dinamarquês Jannik Vestergaard chega para tentar suprir a saída de Van Dijk.

No 3-4-3 escolhido por Hughes, Cédric Soares e Ryan Bertrand estarão nas alas, com Ward-Prowse e Lemina completando o quarteto do meio-campo. Nathan Redmond segue sendo o líder técnico da equipe, mas espera-se muito mais do extremo inglês na próxima temporada.

Há uma possibilidade distinta de o clube ter ignorado completamente os sinais de alerta da última temporada e de voltar a se debater nos escalões mais baixos da liga. Difícil imaginar algo, além disso, para os Saints.https://wordpress.com/post/mwfutebol.com.br/5648sou

TOTTENHAM

Por Rafael MacielkaneFoto/Divulgação: Besoccer.com

A janela de transferências se fechou e o Tottenham não contratou nenhum atleta.

Talvez se pensarmos por um lado mais positivo, podemos definir que na verdade a grande negociação do Tottenham nesta pré-temporada foi a manutenção da equipe (e comissão técnica) que fizeram uma excelente temporada 2017/18 (Veja aqui o resumo da temporada passada).

Pochettino recebeu sondagens de PSG e Real Madrid, mas teve seu contrato renovado.

Harry Kane, chuteira de ouro na Europa e artilheiro da Copa do Mundo, terminou outra temporada supervalorizado. Mesmo assim, a equipe conseguiu segurar sua grande estrela.

Dembélé e Alderweireld foram outros exemplos de atletas que estiveram propostas oficiais para sair, mas não tiveram suas transferências concretizadas.

Em relação à contratações. O Tottenham até chegou à flertar com alguns nomes no mercado inglês: Jack Grealish (22 anos, meia organizador do Aston Vila) e o talentosíssimo Ryan Sessegnon (18 anos, lateral e extrema esquerda do Fulham), por exemplo, mas nenhuma negociação foi fechada até a deadline.

  • Projetando a equipe para próxima temporada:

Poch tem em mãos um elenco muito bem treinado e adaptado ao seu modelo de jogo, que consegue ser muito versátil para adaptar plataformas e variar os esquemas utilizados.

Minha aposta é que o Tottenham inicie a temporada tendo o 4231 da temporada passada, como plataforma padrão, mas há chances da equipe voltar à atuar com a linha de 3 defensores (após a manutenção de Alderweireld).

  • Expectativa para a temporada:

Trata-se de uma temporada que gerou muitas expectativas para os fãs do Tottenham, que contavam com contratações de peso para “encorpar o elenco”.

Mas mesmo sem contratações, os Spurs possuem boas opções: Lucas Moura, Lamela, Wanyama, Aurier, Harry Winks…

Um dos maiores problemas apresentados pela equipe na temporada passada, foram em seus deslizes emocionais em momentos decisivos. Se a comissão técnica trabalhou o aspecto mental do grupo, o Tottenham poderá novamente se consolidar de vez no Top-3 do futebol inglês. Mas há grandes chances da equipe conquistar ao menos 1 título nessa temporada e quebrar o longo jejum! #Coys

Resumo: Briga pelo G3 inglês / Quartas da Champions / Campeão da FA Cup ou EFL Cup.

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WATFORD

watFoto/Divulgação: The Sun

Tentando chegar aos seus melhores dias, o Watford terá Javi García no comando técnico da equipe com o objetivo de não sofrer com o rebaixamento. Para isso, tentará manter o treinador durante toda a temporada, algo que não aconteceu com Quique Sanchez Flores, Walter Mazzarri e Marco Silva que tiveram seus trabalhos interrompidos antes do fim da temporada.

Gerard Deulofeu foi contratado em definitivo pelo clube e sua habilidade será importante como um fator decisivo no lado direito do ataque numa equipe que pouco apresenta de diferente no setor ofensivo. O meia-esquerda Ken Sema e o lateral-direito Marco Navarro são reforços que chegam, a princípio, para compor elenco, além do experiente goleiro Ben Foster. Briga para não cair.

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WEST HAM

wesFoto/Reprodução: The Real Sport 101

West Ham foi um dos times que mais investiu nessa off season. A começar por Mauricio Pellegrini, técnico chileno que foi campeão da Premier League com o Manchester City na temporada 2013/14. Ao todo, foram 100M de libras em busca de estrelas, como os zagueiros Fabián Balbuena, paraguaio ex-Corinthians e Issa Diop, francês que estava no Toulouse. Para o gol, chegou o polonês experiente Lukasz Fabiankski, que estava no Swansea City. Para o setor ofensivo, chegaram o meio-campista Jack Wilshere tentará superar os difíceis anos que sofreu com lesões, os extremos Felipe Anderson, brasileiro que atuava na Lazio e Andriy Yarmolenko, ucraniano que estava no Borussia Dortmund. O objetivo? Surpreender e ser um intruso no G-6, até para fazer os torcedores esquecerem o quão decepcionante foi a última temporada.

O esquema utilizado deve ser o 4-2-3-1, com Diop formando a dupla de zagueiros com Ogbonna, Wilshere formando a dupla de volantes ao lado de Noble e Felipe Anderson mais centralizado no trio de armadores atrás de Chicharito Hernández, no time que ainda terá Arnautovic no lado esquerdo do ataque, sem esquecer do argentino Manuel Lanzini, que começa a temporada com uma séria lesão que o impediu de disputar a Copa do Mundo. Se der liga nas mãos do experiente Pellegrini, o time tem tudo para fazer uma grande temporada.

A princípio, briga por vaga na UEFA Europa League e favorito a “Taça Sétimo Lugar”.

wes

WOLVERHAMPTON

wolFoto/Reprodução: The Real Sports 101

Os lobos voltam a elite inglesa como campeões da última Championship e reforçados para manter-se na Premier League, mais precisamente reforçados de jogadores portugueses. Dois destaques da campanha do acesso são lusos como o técnico Nuno Espírito Santo e o meio-campista Ruben Neves.

Neves é jovem, de boa qualidade no passe, qualidade defensiva e de boa chegada à frente com capacidade de finalizações de médio-longa distância. Ao seu lado, João Moutinho chega com sua boa visão de jogo e liderança no meio-campo. A ver como se comportarão numa intensa Premier League que não privilegia um ritmo mais cadenciado no meio-campo. No esquema tático de Nuno, o 3-4-3 deverá o contratado Willy Boly, zagueiro francês que chega do FC Porto que é forte no jogo aéreo. No gol, o português Rui Patrício chega do Sporting Lisboa e até credenciado por um bom Mundial na Rússia. Se todo grande time começa por um grande goleiro, Patrício tem tudo para fazer uma boa temporada. No setor ofensivo, os extremos Adama Traoré, naturalizado espanhol, chega do Middlesbrough e Diogo Jota, português que foi contratado junto ao Atletico de Madrid chegam para dar um salto de qualidade no ataque da equipe, assim como o mexicano Raul Jimenez, ex-Benfica, forte no jogo aéreo e que deverá destacar-se pelo jogo físico.

A princípio, chega para uma campanha de meio de tabela. Não acredito que com o bom técnico que possuem e as contratações interessantes, lutem contra o rebaixamento.

wol

@Lipe_Henry

#AprendemosJuntos!

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