Resumo tático da 17° rodada

Por Felipe Henry

Uma rodada que teve mudança na liderança, times chegando ao gol em apenas uma finalização no alvo e novamente com preferência pelo 4-2-3-1 como esquema tático mais utilizado.

Dez equipes optaram pelo 4-2-3-1, com quatro equipes utilizando o 4-3-3 (Atlético-MG, Internacional, Fluminense e Santos), cinco utilizando o 4-1-4-1 e somente o Vitória optando pelo 4-3-2-1, com cada equipe utilizando suas devidas variações ofensivas e defensivas.

BOTAFOGO 0 x 0 SANTOS

Em um jogo fraquíssimo tecnicamente com pouca inspiração na parte ofensiva, o Botafogo foi armado taticamente pelo interino Bruno Lazaroni no 4-2-3-1, diferente do 4-3-3 escolhido pelo ex-técnico Marcos Paquetá, teve mais domínio no meio-campo (Com mais desarmes, por exemplo: 13 x 9) e mesmo com mais finalizações (16 x 9), pecou na falta de pontaria com apenas duas finalizações no alvo; Já o Peixe de Cuca, armado taticamente no 4-3-3, apostou na ligação direta e mesmo perdendo a chance mais clara do jogo com o estreante Carlos Sánchez, também pouco produziu no setor ofensivo.

GRÊMIO 2 x 0 FLAMENGO

gremioFonte/Divulgação: Grêmio Foot Ball Porto-Alegrense.

Armado taticamente no 4-2-3-1 por Renato Portaluppi, o time reserva do Grêmio levou sempre muito perigo nos contra-ataques e, fugindo de sua principal característica, abriu mão da posse de bola e atuou de forma reativa e vertical, principalmente em descidas pelos flancos; Já o Flamengo de Maurício Barbieri atuou no 4-1-4-1 e sofreu com a falta de criatividade com apenas uma finalização no alvo (e também apenas uma dentro da área adversária) durante todos os 90 minutos, tendo como único destaque positivo o mesmo número de desarmes do adversário: 16.

CORINTHIANS 0 x 0 ATLÉTICO-PR

Contando novamente com uma partida decisiva do goleiro Cássio, o Corinthians foi armado taticamente no 4-2-3-1 por Osmar Loss e embora tivesse mais posse de bola (56% x 44%), teve seu destaque maior na parte defensiva com uma partida segura da dupla Henrique/Pedro Henrique, com apenas uma finalização de Romero da entrada da área como “grande chance” na partida; Já o Furacão do jovem Thiago Nunes também foi armado no 4-2-3-1 e teve o lado esquerdo do ataque como principal setor para criar suas jogadas, contando com um bom jogo do lateral Renan Lodi e do atacante Marcelo Cirino. Finalizou mais (16 x 10), desarmou mais (9 x 7) e teve mais presença ofensiva, mesmo optando por um jogo reativo no duelo do time de mais amplitude (Corinthians) contra o mais compacto (Atlético-PR) do campeonato.

corinthiansNúmeros de Cássio no empate contra o Atlético-PR na Arena Corinthians. Fonte: Sofascore.com

AMÉRICA-MG 0 x 0 PALMEIRAS

Após enfrentar o bombardeio na Vila Belmiro e sair com a vitória, o América foi armado no 4-1-4-1 por Adilson Batista e contou com uma ótima atuação do goleiro João Ricardo para garantir o zero no placar, além de mais uma boa partida do zagueiro Messias (dois cortes, três interceptações, quatro desarmes e seis duelos vencidos de nove disputados); Já o Palmeiras foi armado no 4-1-4-1 por Luiz Felipe Scolari criou mais chances com as boas atuações de Hyoran e Moisés, mas pecou na definição das jogadas.

america.jpgNúmeros de João Ricardo no empate do América-MG com o Palmeiras na Arena Independência.

 

PARANÁ CLUBE 0 x 1 CEARÁ

Armado no 4-1-4-1 por Rogério Micale, o Paraná criou boas chances para sair vitorioso, mas parou na ótima atuação do goleiro Éverson (Sete defesas) e na total falta de pontaria de seus homens de frente (21 finalizações e 13 pra fora), ocupando mais o campo adversário (11 finalizações na área do Ceará) e optando por jogar por baixo sem apelar para cruzamentos. Já o Vozão do técnico Lisca foi armado no 4-2-3-1 e teve como destaque novamente um lado esquerdo forte no setor ofensivo, chegando aos incríveis 100% de aproveitamento nas finalizações no alvo: Um chute e um gol.

SÃO PAULO 2 x 1 VASCO DA GAMA

SAO PAULO.pngFoto/Reprodução: Blog do Solón.

O Tricolor Paulista, novo líder do Brasileirão, foi a campo armado no 4-2-3-1 por Diego Aguirre e controlou o 1T ocupando bem os espaços e limitando os avanços do adversário em seu campo, mas sem conseguir encaixar os contra-ataques, sentindo o desgaste físico no 2T com uma atuação abaixo da média de seu trio ofensivo, mesmo assim chegando a vitória na única grande chance que teve na etapa final. Já o Vasco de Jorginho foi armado no 4-2-3-1 e melhorou muito na segunda etapa com o bom jogo de Yago Pikachu/Giovanni Augusto, mas sofreu novamente com erros individuais defensivos que custaram sua segunda derrota seguida no campeonato.

VITÓRIA 1 x 1 CRUZEIRO

Armado no 4-3-2-1 pelo interino João Burse, o Vitória, time com a melhor média de passes no último terço, contou com uma boa atuação na parte ofensiva para incomodar a defesa adversária  principalmente no 2T onde conseguiu 13 das 16 finalizações, contando ainda com uma ótima atuação do zagueiro Aderllan Santos (oito cortes – um decisivo em cima da linha, três interceptações e nove duelos vencidos de 11 disputados); Já o Cruzeiro, armado no 4-2-3-1 por Mano Menezes, sofreu com mais uma atuação fraca de seus homens de frente, algo que melhorou após a entrada de De Arrascaeta, dono da assistência para a única finalização certa da Raposa no 2T: O gol de Manoel.

vitoriaNúmeros de Aderllan no empate contra o Cruzeiro no Barradão.

FLUMINENSE 1 x 1 BAHIA

O Flu foi a campo no 4-3-3 armado por Marcelo Oliveira e fez um jogo bem abaixo do esperado, deixando muitos espaços em sua defesa e sem eficiência na criação ofensiva, ficando dependente das individualidades da dupla Sornoza/Pedro; Já o Bahia, time que mais finaliza a gol no campeonato, foi armado por Enderson Moreira no 4-2-3-1 fez um jogo correto com muito mais volume ofensivo para criar mais que os donos da casa, pecando muito na definição das jogadas e no último passe, chegando a flertar com uma merecida vitória no Maracanã.

SPORT RECIFE 1 x 1 CHAPECOENSE

Mesmo com 62% de posse de bola, 20 finalizações (oito dentro da área), mais de 450 passes certos no jogo e 12 cruzamentos completados, o Sport Recife, armado no 4-2-3-1 por Claudinei Oliveira, não conseguiu voltar ao caminho das vitórias muito pelo baixo aproveitamento na definição das jogadas; Já a Chape, foi a campo no 4-1-4-1 do técnico Gilson Kleina, obteve 13 desarmes na partida e se defendeu como pôde, chegando ao gol em sua única finalização no alvo no 1T, quase não ficando com a bola durante os 90 minutos.

ATLÉTICO-MG 0 x 1 INTERNACIONAL

internacionalFoto/Divulgação: Sport Club Internacional.

No jogo de circunstâncias atípicas na Arena Independência, o Galo foi ao relvado armado taticamente no 4-3-3 por Thiago Larghi e embora tenha o melhor ataque da competição e justificasse esse número com o domínio da partida seja em território (posse de bola ofensiva) quanto em atitude (finalizações), esteve dependente da criatividade de Yimmi Chará no lado direito, esteve muito mal nas finalizações. Já o Inter, armado taticamente no 4-3-3 por Odair Hellmann, segue sendo o “Jacksonville Jaguars” do Brasileirão como time que mais intercepta (23x na partida), com total destaque para uma defesa organizada e embora tenha tido menos finalizações, acertou mais o alvo e soube ser cirúrgico na grande chance que teve de vencer a partida.

Confira o Resumo Estatístico do Brasileirão 2018 feito por Rafael Maciel:

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@Lipe_Henry

#AprendemosJuntos!

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