O tão sonhado protagonismo

Por Caio Aives

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A Era Cristiano acabou, e isso vai muito além e envolve muito mais que uma transferência, como podemos imaginar. Enquanto representou o Real Madrid, além dos títulos conquistados, gols marcados e idolatria construída, Cristiano Ronaldo formou um dos melhores trios da história do clube e do futebol mundial.

Enquanto Gareth Bale pôde jogar, o BBC foi um dos trios ofensivos mais fatais da década, acontece que as lesões foram companheiras inseparáveis do galês, o que acabou prejudicando-o durante sua trajetória, por mais importante que o jogador tenha sido em diversos momentos. Enquanto isso, Karim Benzema vivia o auge de sua forma física formando uma dupla muito entrosada com Cristiano. Criticado – injustamente – pela ausência de gols em muitas partidas, o atacante francês foi, ao lado de Marcelo, o melhor companheiro que o camisa 7 pôde ter em Madrid. Fazendo a exímia função de falso-nove, Benzema, além de ter sido importante em momentos decisivos, soube entender o português como ninguém. Mas Cristiano foi embora, e é preciso virar a chave.

Agora, Bale e Benzema passam a lutar pelo protagonismo que sempre sonharam conquistar enquanto vestissem a camisa blanca. Bale conta com a regularidade – e a ajuda de seu físico – para que isso aconteça, uma vez que ninguém duvide de seu potencial, principalmente depois do que fez contra o Liverpool, na decisão da última Champions League. Já Karim busca provar que não serve apenas como ajudante de Cristiano Ronaldo, mas como um goleador e um atacante total, onde ajuda seus companheiros abrindo campo para quem vem de trás ou assistindo com associações e triangulações.

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Um dos jogadores mais beneficiados com a saída de Cristiano chama-se Francisco Alarcón, principalmente após a chegada de Lopetegui. Tudo isso porque Isco, além de querido pelo treinador, atua quase que no mesmo setor que o português, mesmo que o sistema sofra suas alterações em relação ao time de Zidane.

Provavelmente atuando entre o 4-3-2-1 e 4-1-4-1, Isco tem grandes chances de ser o jogador funcional em um modelo extremamente posicional. Escalado no setor esquerdo, Isco deve flutuar em todo o solo ofensivo, assim como foi na Espanha, mas dessa vez acompanhado de Bale e Benzema. Ou seja, é uma via de mão dupla – ou tripla, no caso. Além de ganharem ainda mais protagonismo no time, o trio tem tudo para se completar e manter o patamar da equipe.

Alarcón, juntamente com Dani Ceballos e Mateo Kovacic, eram jogadores que tinham suas saídas quase que definidas, esperando somente o final da temporada. Mas, como o futebol é cíclico em todos os aspectos, bastaram Zidane e Cristiano saírem para tudo mudar. Ainda é uma incógnita se haverá alguma reposição para a principal saída do time, mas é fato que Isco deve ganhar o espaço que sempre sonhou – e pediu publicamente.

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Até aqui, o plantel que Julen Lopetegui tem em mãos é esse. Por mais que tenha perdido somente um jogador da equipe titular, o nível precisa subir. Tendo contratado apenas o goleiro ucraniano Andriy Lunin e o lateral-direito Álvaro Odriozola, o Real Madrid têm carência em outros setores.

Por ser um time que sofre muito com lesões durante a temporada, torna-se arriscado ter somente 2 jogadores por posição. Na lateral-esquerda, Theo Hernández pouco demonstrou até aqui, sendo muito irregular. Llorente, Raúl de Tomás e Mayoral vêm da base, mas ainda não demonstraram o suficiente. Odegaard volta de empréstimo nessa temporada, mas sem muito sucesso em território europeu.

Outros jogadores que correm por fora para conquistarem certo protagonismo são Vallejo, Asensio e Vázquez – jovens que já demonstram maturidade e qualidade –, Kovacic – deve ganhar ainda mais minutos –, Ceballos – esse, encantou a todos na pré-temporada – e Vinicius Junior – outro com moral no plantel.

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Ainda assim, a temporada 2018-2019 do Real Madrid promete novidades e algumas mudanças, sejam elas boas ou ruins. Com a transferência, Cristiano passa o bastão e a responsabilidade aos mais técnicos, ambiciosos e importantes jogadores da equipe. Resta saber, além de Ramos, Marcelo, Kroos e Modric, se Isco, Bale e Benzema entrarão ao hall dos protagonistas.

@CaioAIves

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Um comentário sobre “O tão sonhado protagonismo

  1. Rapaz, ficar mais dependente de Bale e Benzema é bem arriscado, imo. Sem falar q não vejo lá muito potencial nesses reservas do francês, gostaria muito de ver um Rashford ou Dolberg ao menos fazendo sombra no Benza.
    Also, acho q o caminho do Vini será pela direita, hein, sem querer zicar o Bale (mais do que ele já é).

    Curtido por 1 pessoa

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