Um jogo espelhado em cada tempo: ANÁLISE TÁTICA DESPORTIVA 0x0 VITÓRIA

Por Juliano Rangel

Promovendo o primeiro clássico da Copa Espírito Santo 2018, Desportiva e Vitória apresentaram armas bem semelhantes, intercalando o domínio de um jogo, que teve como ponto principal as saídas em velocidades e a busca por espaços para tirar o 0 a 0 do placar.

Os dois treinadores levaram as equipes a campo com esquemas espelhados no 4-2-3-1 e sem modificações com relação a primeira rodada. Pelo lado da Desportiva, a pressão inicial na saída de bola, muito vista no duelo contra o Tupy, se repetiu nos minutos iniciais do jogo.

deportiva

Vevê também manteve seu 4-4-2 da última partida quando estava sem a bola, com Edinho encostando em David Dener e os extremos Weltinho e Wilker retornando ao meio-campo.

deportiva

deportiva

Já no lado do Vitória, a mobilidade nos momentos ofensivos pôde ser visualizada, principalmente nas inversões de posições do meio-campo Carlos Vitor, dos extremos Chiquinho e Deivison, e do atacante Gian. Nas transições ofensivas da equipe, os dois laterais avançam e um ou dois volantes se aproximavam da dupla de zaga alvianil, formando um 3-4-3.

Apostando nos ataques rápidos, Orlando da Hora montou sua equipe sempre deixando Chiquinho, Carlos Vitor e Gian mais avançados, mesmo nas cobranças de bolas paradas a favor da Desportiva. Em mais de três oportunidades, a jogada se desenhou com o alvianil recuperando a bola iniciando um ataque rápido.

vit

A Desportiva também não fugia a regra de atacar com velocidade, procurando os espaços e invertendo a bola de lado. David Dener também realizava o pivô, abrindo zonas para as entradas em diagonal de Weltinho e Wilker.

vit

Outro ponto muito semelhante de ambas as equipes, era o trabalho de marcação por zona, em bloco médio. Se os laterais do Vitória desciam de forma alinhada para o ataque, os laterais da Desportiva se mantiveram mais defensivos na primeira etapa.

deportiva

No segundo tempo, Vevê colocou o meio-campo Mádisson no lugar do extremo Weltinho e a Desportiva conseguiu ter uma maior organização na saída de bola. A equipe passou a atuar num 4-3-3, com Wilker caindo pela extrema esquerda, David Dener na extrema direita e Edinho mais centralizado.

vit

Tendo mais domínio da bola, os laterais Sorriso e Ratinho passaram a apoiar as jogadas ofensivas, configurando a equipe nesses momentos num 3-4-3. Ramón cobria o lado de Sorriso e fica mais próximo da dupla de zaga.

vit

Pelo lado do Vitória, continuavam as apostava nos contra-ataques, com novas inversões de lado de Chiquinho e Carlos Vitor. O jogo foi tendo uma queda de ritmo e logo começaram as substituições.

Vevê resolveu manter o 4-3-3 da Desportiva, com Marco Antônio entrando para atuar como primeiro volante, dando mais liberdade para Gean Miller chegar ao ataque, e colocando Edinho como referência ao lado dos extremos Wilker e João Vitor.

Já Orlando da Hora, resolveu dar os primeiros minutos de atuação para Nilo, que demonstrou mobilidade, abrindo espaços para as infiltrações e trabalhando no 4-3-3, com Carlos Vitor caindo pela direita e Gian na esquerda.

@esquadra_tatica

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s